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Ensino universitário e mercado de trabalho: mind the gap

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Da Assessoria

Richard Vasconcelos

Richard Vasconcelos

Enquanto os investimentos nas universidades seguem no cerne de um debate nacional acalorado, há outro debate oculto no RH das empresas: as universidades estão, de fato, preparando alunos para entrarem no mercado de trabalho?


Com a expansão do ensino superior acelerada pelo ensino à distância, ter um diploma não é mais algo exclusivo de uma pequena elite intelectual. Muito menos é suficiente para garantir uma vaga de trabalho. Para piorar a situação para os estudantes, o conteúdo ensinado está cada vez mais distante das necessidades dos empregadores.

 

O grande impasse contemporâneo das organizações é o delay entre ensino universitário e mercado. Isso porque a academia continua ensinando a mesma grade curricular há décadas, sem atentar a uma série de mudanças introduzidas principalmente pelas novas tecnologias. Por exemplo, ainda há cursos de Pedagogia sem Ensino à Distância na grade, e faculdades de Marketing com pouquíssima matéria sobre Marketing Digital. Há cursos de Tecnologia que não falam de robótica, inteligência artificial, blockchain ou mobile. Como as universidades pretendem formar protagonistas em um mundo cada vez mais digital se continuam com o pensamento analógico?  

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Para reduzir a lacuna, a solução tem sido o aumento de investimentos na educação corporativa. Apesar de não ser um conceito novo, a tendência para os próximos anos é que se torne indispensável turbinar colaboradores para acompanharem as transformações que se multiplicam em todos os setores

Nesse mundo cada vez mais digital, as empresas não estão investindo apenas em conhecimentos técnicos. Cresce a procura por temas como inteligência emocional, empatia, gestão de tempo e feedback. Em tempos em que as máquinas estão em alta, o desafio tornou-se como lidar com humanos. Tudo mudou. E, há muito, o ensino formal não vem dando conta de preparar para este novo cenário.


Buscando preencher o gap, a LEO Learning Brasil vem desenvolvendo treinamentos cada vez mais direcionados às necessidades das empresas através de metodologias inovadoras, usando, por exemplo, games, realidade virtual, realidade aumentada, webséries, vídeos interativos e metodologias ativas. As novas fórmulas e já aperfeiçoaram times de empresas como Coca Cola, Itaú, Amil, Raízen, Tim e Natura. Os resultados são evidentes.

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O fato é que a guinada nos formatos é fundamental para o aquecimento da economia e do fortalecimento do Brasil como player no cenário global. Profissões tradicionais como advogados, engenheiros, médicos, pilotos, professores, etc. estão se transformando radicalmente com a introdução da inteligência artificial. Se continuarmos ensinando das mesmas maneiras do passado, teremos uma dificuldade muito grande em nos manter competitivos como país, e os brasileiros terão mais dificuldades em conseguir emprego no futuro. É hora de mudar.

 

Richard Vasconcelos CEO da LEO Learning Brasil, mestre em Tecnologias Educacionais pela University of Oxford e atua há 15 anos no mercado de educação. Neto do fundador da universidade privada Estácio, atuou na implantação do ensino à distância na instituição até 2009. Fundou ainda a Me Digital, startup desenvolvedora de soluções para gestão escolar e é ex-CEO e sócio da rede de escolas de inglês Britannia, vendida para a Cultura Inglesa em 2018.

 

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artigos

O dever da Religião

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Por Paiva Netto

Declarei ao ilustre jornalista italiano radicado no Brasil Paulo Rappoccio Parisi (1921-2016), na entrevista concedida a ele em 10 de outubro de 1981, que é dever da Religião proclamar a existência do Espírito imortal e efetivar os resultados práticos desse indispensável conhecimento na reforma do planeta.

Eis o pragmatismo que, por força da Religião de Deus, do Cristo e do Espírito Santo, o Brasil oferece à humanidade, pois tais noções amadurecerão a consciência dos povos para a realidade espiritual de que ninguém consegue permanentemente escapar. Não se pode eternamente impedir a manifestação daquilo que nasce com o ser humano,

mesmo quando ateu: o sentido de Religiosidade que se expressa das mais variadas formas. Para além do debatido determinismo histórico, trata-se, acima de tudo, do Determinismo Divino, de que nos falava Alziro Zarur. Antes que fatalmente a Ciência conclua, em laboratório, sobre a perenidade da vida, cumpre à Religião não só abordar com maior objetividade a existência do Espírito após a morte, mas concomitantemente pesquisar o Mundo ainda Invisível.

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Parceria Céu e Terra

Ora, a morte não deve ser motivo de assombro nem ser tratada com desdém ou negligência. Diante da eternidade da vida, é essencial extrair seus preciosos aprendizados, que ajudaram a moldar os destinos da humanidade, contribuindo para sua continuação até aqui. Esse intercâmbio entre Terra e Céu, Céu e Terra, quando estabelecido com as forças do Bem, nos dá confiança na vida. Contar com a cooperação bendita daqueles que nos antecederam na jornada espiritual, sabendo que estão mais vivos do que nunca, incentivando-nos a boas ações, no cumprimento de nossas tarefas prometidas antes de aqui renascer, é parceria infalível.

Há décadas, preconizo que o ser humano não é somente sexo, estômago e intelecto, isto é, um saco de sangue, ossos, músculos e nervos, apenas jungido às limitadoras perspectivas do plano material. Reduzi-lo a isso é promover a cultura do fedor. A morte não é o fim; a vida é perpétua. E o Espírito é suprema realidade.

 

José de Paiva Netto é jornalista, radialista e escritor – [email protected] — www.boavontade.com

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