Mato Grosso
TCE-MT e TRT-MT assinam acordo de cooperação técnica para otimizar recursos e qualificar agentes públicos
Fortalecer a parceria entre instituições públicas para melhorar a prestação de serviços à sociedade. Com esse objetivo, o presidente do Tribunal de Contas de Mato Grosso (TCE-MT), conselheiro Sérgio Ricardo, assinou, nesta segunda-feira (27), um termo de cooperação técnica entre a Escola Superior de Contas e a Escola Judicial do Tribunal Regional do Trabalho da 23ª Região (TRT-MT). O acordo prevê ações conjuntas de capacitação e troca de conhecimento entre os dois órgãos.
“Esse convênio com o Tribunal Regional do Trabalho é muito importante porque, no fim, tudo envolve pessoas. Por isso, é fundamental fortalecer a integração, a troca de informações e o compartilhamento de experiências entre as instituições que compõem o Estado brasileiro. Muitas vezes, elas atuam de forma isolada, quando o caminho deve ser a cooperação. Quando todas trabalham com o mesmo propósito, quem ganha é a sociedade”, declarou.
A iniciativa institui um plano de trabalho para o compartilhamento de atividades formativas, capacitações, atualizações, aperfeiçoamentos funcionais e pós-graduação stricto sensu e lato sensu a membros e servidores nas modalidades presencial, virtual e à distância.
Sérgio Ricardo reforçou ainda que os Tribunais já são parceiros, mas a relação se estreita com o novo acordo. “Já há membros do Tribunal Regional do Trabalho fazendo o nosso MBA e aprendendo sobre gestão de cidades, mas entendo que a gente tem que trocar mais ideias. Se a gente começar a interagir mais, se fortalece o Tribunal Regional do Trabalho, se fortalece o Tribunal de Contas e ganha a sociedade mato-grossense.”

Já o supervisor da Escola Superior de Contas e vice-presidente do TCE-MT, conselheiro Waldir Júlio Teis, pontuou a contribuição da vertente trabalhista do órgão de Justiça. “Uma das áreas mais sensíveis da gestão pública é a relação entre capital e trabalho. Além de fortalecer o conhecimento, essa cooperação permite otimizar recursos públicos, evitando gastos desnecessários e a duplicidade de investimentos em capacitação. O TCE já compartilha seus cursos com instituições parceiras, e essa iniciativa será ampliada com a participação da Escola Judicial do TRT, fortalecendo ainda mais essa integração.”
O termo foi assinado também pelo presidente do TRT-MT, desembargador Aguimar Martins Peixoto. Para ele, o principal diferencial da parceria está na ampliação das oportunidades de formação.
“Nossa Escola Judicial já capacita magistrados e servidores, mas sentíamos falta de uma parceria como esta especialmente para a oferta de cursos de pós-graduação. O Tribunal de Contas agrega muito nesse aspecto, porque tem uma escola consolidada, com uma trajetória de sucesso na formação de profissionais da área administrativa. Embora atuemos em áreas distintas, elas dialogam e se complementam”, afirmou o desembargador.
Diretora da Escola Judicial, a desembargadora Adenir Alves Carruesco acredita que a Escola Superior de Contas agrega com poder transformador. “As escolas de governo têm um papel fundamental na transformação da sociedade, pois é por meio da capacitação que aperfeiçoamos a atuação dos agentes públicos e fortalecemos a dimensão ética do serviço público. Além disso, o presidente do Tribunal de Contas possui um mapeamento da realidade do estado, o que nos permite direcionar ações de formação.”
Primeiros passos
Como primeira ação da parceria, o presidente do TCE-MT sugeriu que seja criada uma cartilha orientativa sobre contratos públicos para prefeitos e demais gestores municipais. Neste sentido, o TRT será responsável pelo conteúdo voltado ao direito trabalhista e o Tribunal de Contas fará contribuições de viés contratual, com foco em contratos com empresas terceirizadas e licitações.
A iniciativa busca orientar os gestores sobre situações recorrentes envolvendo a interrupção de contratos terceirizados e seus impactos para os trabalhadores. “Muitas vezes, quando a empresa deixa de prestar o serviço, surgem dúvidas sobre os direitos dos trabalhadores, como o pagamento de verbas rescisórias e outras obrigações. Temos acompanhado casos em que esses profissionais enfrentam dificuldades para receber o que lhes é devido, e queremos oferecer orientação para evitar esse tipo de problema”, concluiu Sérgio Ricardo.
Mato Grosso
Elefante Sandro chega a santuário em Chapada dos Guimarães após mais de 40 anos em zoológico
O elefante Sandro chegou nesta sexta-feira (18.09) ao Santuário dos Elefantes do Brasil (SEB), em Chapada dos Guimarães, a 67 quilômetros de Cuiabá, após uma viagem de dois dias. O animal deixou o Zoológico Municipal Quinzinho de Barros, em Sorocaba (SP), na quarta-feira (16).
A chegada foi registrada e divulgada nas redes sociais do santuário. Nas imagens, Sandro aparece desembarcando no local e sendo recebido pela equipe responsável pelo espaço.
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Após permanecer por mais de quatro décadas no zoológico paulista, o elefante passará a viver em Mato Grosso ao lado de Maia, Rana, Mara, Bambi e Guillermina. As cinco elefantas também são asiáticas e foram resgatadas de situações de cativeiro.
Nascido por volta de 1971, Sandro foi capturado ainda filhote na Ásia e levado para o Zoológico de Cauberg, na Holanda. Conforme informações divulgadas pelo santuário, ele passou por treinamento antes de ser trazido ao Brasil pelo circo Orlando Orfei, acompanhado de outros dois elefantes.
Depois de aproximadamente dez anos participando de atividades em circos itinerantes, o animal foi encaminhado ao Parque Zoológico Municipal Quinzinho de Barros. Sandro permaneceu sozinho no local até 1995, quando a elefanta Haisa chegou do zoológico Beto Carrero.
Os dois viveram juntos durante 25 anos. Haisa morreu em 18 de novembro de 2020, em decorrência de complicações relacionadas à artrose, uma doença degenerativa e incurável.
Após a morte da companheira, Sandro voltou a viver sozinho. A transferência para o santuário mato-grossense foi determinada pelo Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP), em meio a uma disputa judicial entre o Ministério Público de São Paulo e a Prefeitura de Sorocaba.
Na ação, o Ministério Público apontou a viuvez do animal e as condições do recinto onde ele vivia como fatores relevantes para justificar a transferência. O órgão também ressaltou que elefantes são animais sensíveis e inteligentes e poderiam sofrer com a solidão e a ausência da companheira.
Outro argumento apresentado foi o tamanho reduzido do espaço disponível no zoológico, considerado incompatível com os hábitos naturais da espécie.
Ao aceitar o pedido do Ministério Público, o juiz Alexandre de Mello Guerra destacou que o local de origem não oferecia as condições mais adequadas para garantir uma vida digna ao animal e que o santuário representava uma alternativa apropriada para sua transferência.
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