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Pousada em Acorizal tem águas sulfurosas raras

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Por João Arruda

A 40 quilômetros de Cuiabá, no município de Acorizal, está instalada a Pousada Águas Milagrosas de Santa Maria. Descrita como um paraíso thermal, o empreendimento fica na margem esquerda do Rio Cuiabá e pode ser acessado pela BR-364, no Km 502, ou ainda pelas rodovias estaduais MT-246 e MT-010, conhecida como Estrada da Guia.

A pousada é administrado pelo casal de empresários Deucimar Aparecido da Silva e Flávia Mesquita desde 2022. O plano dos proprietários é triplicar a capacidade atual de recepção com a construção de novos chalés e um auditório com mais de 500 lugares.

Em meio à vegetação de Cerrado, cercado pelas Serras das Araras e pelo Morro do Meio, o local abriga um aquífero de águas sulfurosas com alto teor de enxofre. A ocorrência é considerada raríssima no Brasil e tem uso recomendado no tratamento de alergias, dores nas articulações e doenças dermatológicas. Além dos banhos, a medicina orienta a ingestão de 750 miligramas da água por pessoa, divididos em três doses de 250 mg ao longo do dia. Devido ao odor forte, sugere-se a mistura com limão para facilitar o consumo.

A estrutura da pousada inclui ciclovias internas, lago para pesca, playground, academia, piscinas adulto e infantil, bicicletas, pistas de caminhada, redários ao ar livre e um cais para pesca no Rio Cuiabá. Um restaurante com cardápio mato-grossense completa a oferta, atendida por uma equipe treinada para o atendimento aos hóspedes.

A vegetação da propriedade é formada por espécies nativas como aroeira, palmeiras, gonçaleiro, jacarandá mimoso, ingá, taboca-açu, jaboticabeiras e gramado esmeralda. Nos extremos da área também são encontrados palmeira-azul e mogno africano. O ambiente preserva o canto dos pássaros desde o amanhecer, quando a estrela D’alva dá lugar às cores que iluminam a paisagem de Acorizal.

ÁGUAS SULFUROSAS: O QUE SÃO E COMO AGEM NO ORGANISMO

As águas sulfurosas são ricas em enxofre e possuem propriedades anti-inflamatórias, calmantes e cicatrizantes. Muito utilizadas em estâncias hidrominerais para banhos, inalações e ingestão, elas são ideais para o tratamento de doenças de pele (acne, psoríase), problemas respiratórios (asma, sinusite) e dores reumáticas ou musculares.

Essas águas agem diretamente no organismo proporcionando os seguintes benefícios:

Pele: O enxofre atua como um agente queratolítico e antisséptico, ajudando a controlar inflamações, dermatites, eczemas e acelerando a cicatrização.

Articulações e Músculos: O calor aliado aos minerais promove um relaxamento profundo, sendo altamente recomendado para aliviar dores de reumatismo, artrite e tensões musculares.

Sistema Respiratório: Através da inalação dos vapores, o enxofre ajuda a fluidificar secreções e reduz processos inflamatórios em alergias, bronquites e rinites.

Bem-Estar Geral: Os banhos de imersão reduzem os níveis de estresse e melhoram a circulação sanguínea.

Digestão e Metabolismo: A ingestão controlada pode auxiliar no sistema digestivo e estimular o metabolismo.

No Brasil, famosas estâncias terapêuticas com essas fontes naturais podem ser encontradas em cidades como Águas de São Pedro (SP), Poços de Caldas (MG) e Araxá (MG).

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Indea encerra ações de combate ao foco de gripe aviária em Acorizal

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O Instituto de Defesa Agropecuária de Mato Grosso (Indea) concluiu as ações de enfrentamento, vigilância e educação sanitária em Acorizal, após a confirmação, na última semana, da presença do vírus da Influenza Aviária de Alta Patogenicidade (IAAP) em uma propriedade rural com aves domésticas de subsistência.

O encerramento das atividades foi realizado na tarde desta sexta-feira (22.1), na Escola Municipal Amâncio Ramos, espaço que abrigou, por seis dias, a coordenação das equipes, onde eram realizadas as reuniões de alinhamento e definição dos trabalhos. Na reunião de conclusão dos trabalhos, foram apresentados os resultados das ações de contenção ao vírus. No total, foram sanitariamente sacrificadas 339 aves, e 282 ovos foram destruídos.

Um total de 314 propriedades rurais localizadas em um raio de 10 km de distância da área do foco da gripe aviária receberam a visita dos servidores do Indea, onde foram inspecionadas 7.253 aves.

“Nessas visitas às propriedades, que chamamos de vigilância ativa, realizamos a educação sanitária para orientar o produtor a estar atento aos sinais de mortandade de aves e a nos procurar caso desconfie da presença do vírus da Influenza Aviária nas aves domésticas. Além disso, inspecionamos as aves do local para verificar se alguma apresentava sintomas da doença”, explica o coordenador de Defesa Sanitária Animal do Indea, João Marcelo Néspoli.

A propriedade rural em que foi confirmado o foco de gripe aviária passou por limpeza e desinfecção. A barreira sanitária montada na entrada da propriedade já foi desmontada. Atualmente, a área entrou em vazio sanitário por 45 dias, período em que fica impedida de abrigar aves.

Os trabalhos de contenção até a finalização do evento sanitário contaram com 10 equipes atuando na vigilância, uma na barreira sanitária, uma na atuação direta no foco e uma equipe na coordenação. Juntas, as equipes somaram a presença de 31 servidores do Indea, sendo 15 médicos-veterinários e 16 agentes fiscais. Além disso, houve o apoio de dois médicos-veterinários do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) e de policiais militares.

Durante os seis dias de trabalhos ininterruptos, foram acionados servidores das unidades de Cuiabá, Lucas do Rio Verde, Pontes e Lacerda, Cáceres, Rondonópolis e Barra do Bugres.

Ação efetiva

A agilidade no encerramento dos trabalhos da equipe do Indea em Acorizal, em que o tempo de ação e controle foi de seis dias, aponta que Mato Grosso está preparado tecnicamente para o enfrentamento da doença.

Assim que o Mapa declara o diagnóstico da doença, pelo Laboratório Federal de Defesa Agropecuária (LFDA), em Campinas (SP), pertencente ao órgão federal e referência para análise laboratorial das amostras colhidas de aves doentes, os governos estaduais precisam agir rapidamente para conter a propagação do vírus.

O Mapa emite um alerta ao Estado sobre a presença da doença, para que ações emergenciais sejam adotadas, e avisa a Organização Mundial de Saúde Animal (OMSA) da existência da doença no território nacional.

Após esse aviso, fica a cargo do órgão de defesa sanitária estadual a aplicação e, posteriormente, o encerramento das ações.

Aves silvestres

Todos os três casos (Campinápolis, Cuiabá e Acorizal) de gripe aviária em aves de subsistência, registrados nos últimos seis meses em Mato Grosso, tiveram a mesma introdução: aves silvestres, especialmente patos selvagens conhecidos como paturis. Em todos os casos, havia lagoas e áreas alagadas que serviam de parada para as aves doentes, que, em contato com aves das propriedades, introduziram o vírus.

 

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