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Explore a emoção

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Por Francisney Liberato

O que dá “vida” à sua fala é a emoção que ela contém. Não basta apenas conhecer o assunto estudado, é preciso querer, profundamente, tocar as pessoas que o ouvem.

Nós humanos somos conhecidos por possuirmos dois cérebros, um é responsável pelo aspecto racional, o qual se encontra no hemisfério esquerdo do crânio, e o outro é responsável pela parte emocional, o qual se encontra do lado direito.

Normalmente, a execução de uma palestra é planejada e executada com informações oriundas do lado esquerdo do cérebro (aspecto racional). Há palestrantes que, do início ao final de uma palestra, fazem apontamentos exclusivamente racionais, já outros se esquecem de usar essa poderosa formação do nosso cérebro a qual oferece esses dois aspectos: racional e emocional.

Para melhorar a nossa comunicação e termos um impacto relevante em palestras, é imprescindível utilizar-se do aspecto emocional e não apenas o aspecto racional, no qual se encontram as informações técnicas.

Vale lembrar que a racionalidade predomina nos homens, já a emoção predomina nas mulheres. Para atingir consistentemente os dois gêneros, o qual é o nosso dever como palestrantes, devemos utilizar os dois hemisférios.

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O ideal é manter o equilíbrio, variando os dois aspectos, considerando o assunto da apresentação. Se a palestra é da área motivacional e comportamental, é melhor explorar mais o aspecto emocional. Caso a palestra seja técnica, é saudável utilizar mais o aspecto racional.

Perceba que, a depender do tema e do assunto, teremos uma variação na aplicação do conteúdo, como também da utilização dos aspectos mentais, já mencionados.

A partir do instante em que você aceita o convite para palestrar, prepare-se, treine e faça o seu melhor. Não dê uma palestra muito formal, isto é, apenas por ministrar a palestra, como se fosse uma obrigação ou porque estão pagando você. Envolva-se na palestra, coloque a sua emoção nas palavras, pois os ouvintes querem o seu melhor, na medida de suas circunstâncias.

A emoção vai impactar a sua vida como palestrante, o que, aliado às suas técnicas, possibilitará que alcance êxito com os seus ouvintes. Você será mais bem avaliado quando explorar os dois aspectos em suas apresentações.

Francisney Liberato é Auditor do Tribunal de Contas de Mato Grosso. Escritor. Palestrante e Professor há mais de 25 anos. Coach e Mentor. Mestre em Educação. Doutor Honoris Causa. Graduado em Administração, Ciências Contábeis (CRC-MT), Direito (OAB-MT) e Economia. Membro da Academia Mundial de Letras.

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Os resultados incomodam porque são reais

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Por Alan Porto

Entre 2019 e 2026, a educação de Mato Grosso viveu uma das maiores transformações de sua história. Melhoramos indicadores, ampliamos escolas em tempo integral, investimos na valorização dos professores, modernizamos a infraestrutura e levamos a rede estadual da 22ª para a 8ª posição entre as melhores do Brasil. Ainda assim, há quem insista em contestar esses avanços.

Alguns preferiram transformar essa inovação em disputa política. O debate público é saudável e faz parte da democracia. O que não considero razoável é ignorar os resultados concretos alcançados pela educação mato-grossense.

O debate público precisa ser baseado em fatos. E um dos fatos mais marcantes, dessa transformação na educação pública de Mato Grosso, foi a revolução que promovemos no material didático oferecido aos estudantes da rede estadual.

Durante décadas, nossos alunos utilizaram os livros do Programa Nacional do Livro e do Material Didático (PNLD), distribuídos pelo Governo Federal. Eram livros importantes, mas limitados. Precisavam ser reutilizados por até três anos, não podiam ser escritos, nem levados livremente para casa, pois pertenciam à escola e deveriam ser devolvidos ao final do ano letivo.

A pergunta que fizemos foi simples: por que o estudante da escola pública não pode ter acesso ao mesmo padrão de material utilizado pelas melhores escolas particulares do país?

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Foi dessa reflexão que nasceu uma decisão inédita. Em 2021, Mato Grosso tornou-se o primeiro estado brasileiro a firmar um Contrato de Impacto Social para implantar um Sistema Estruturado de Ensino desenvolvido pela Fundação Getulio Vargas (FGV). Os estudantes passaram a receber apostilas bimestrais próprias, em que podem escrever, levar para casa e utilizar durante todo o ano. Além disso, o sistema inclui plataforma digital, avaliações periódicas e formação continuada para os professores.

Destaque para a forma como estruturamos essa contratação. O Estado passou a remunerar o contrato com base em resultados. Ou seja, não bastava entregar apostilas; era preciso melhorar a aprendizagem dos estudantes. Esse modelo inovador tornou Mato Grosso referência nacional em gestão educacional.

Enquanto alguns enxergavam apenas o valor do contrato, nós enxergávamos o valor da educação. No primeiro ano, o investimento correspondeu a apenas R$ 192 por aluno para oferecer um sistema completo de ensino, algo impensável na rede pública poucos anos antes.

Essa mudança foi acompanhada de outra conquista igualmente importante: a universalização da entrega de uniformes e material escolar. Entendemos que aprender com dignidade também significa chegar à escola com caderno, lápis, mochila e uniforme, sem que isso dependa da condição financeira da família.

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Os resultados apareceram. E talvez seja justamente por isso que eles incomodem alguns. Quando a educação melhora, os argumentos deixam de ser técnicos e passam a ser políticos.

Tenho orgulho de ter participado dessa transformação. Não porque ela tenha levado o meu nome, mas porque levou mais oportunidades para centenas de milhares de estudantes mato-grossenses.

Precisamos proteger e defender essas conquistas para que nossos estudantes nunca mais voltem para aquele passado triste de escolas precárias e ensino de péssima qualidade

Educação pública de qualidade não pode se contentar com o mínimo. Nosso compromisso sempre foi oferecer aos alunos da rede estadual o melhor que o Estado pudesse proporcionar. Essa foi a revolução que construímos e que precisa ser preservada para que Mato Grosso nunca volte ao tempo em que estudar na escola pública significava ter menos oportunidades do que qualquer outro estudante.

Alan Porto foi secretário de Educação de Mato Grosso no período de 2019 a 2026 e é pré-candidato a deputado estadual

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