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Os resultados incomodam porque são reais

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Por Alan Porto

Entre 2019 e 2026, a educação de Mato Grosso viveu uma das maiores transformações de sua história. Melhoramos indicadores, ampliamos escolas em tempo integral, investimos na valorização dos professores, modernizamos a infraestrutura e levamos a rede estadual da 22ª para a 8ª posição entre as melhores do Brasil. Ainda assim, há quem insista em contestar esses avanços.

Alguns preferiram transformar essa inovação em disputa política. O debate público é saudável e faz parte da democracia. O que não considero razoável é ignorar os resultados concretos alcançados pela educação mato-grossense.

O debate público precisa ser baseado em fatos. E um dos fatos mais marcantes, dessa transformação na educação pública de Mato Grosso, foi a revolução que promovemos no material didático oferecido aos estudantes da rede estadual.

Durante décadas, nossos alunos utilizaram os livros do Programa Nacional do Livro e do Material Didático (PNLD), distribuídos pelo Governo Federal. Eram livros importantes, mas limitados. Precisavam ser reutilizados por até três anos, não podiam ser escritos, nem levados livremente para casa, pois pertenciam à escola e deveriam ser devolvidos ao final do ano letivo.

A pergunta que fizemos foi simples: por que o estudante da escola pública não pode ter acesso ao mesmo padrão de material utilizado pelas melhores escolas particulares do país?

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Foi dessa reflexão que nasceu uma decisão inédita. Em 2021, Mato Grosso tornou-se o primeiro estado brasileiro a firmar um Contrato de Impacto Social para implantar um Sistema Estruturado de Ensino desenvolvido pela Fundação Getulio Vargas (FGV). Os estudantes passaram a receber apostilas bimestrais próprias, em que podem escrever, levar para casa e utilizar durante todo o ano. Além disso, o sistema inclui plataforma digital, avaliações periódicas e formação continuada para os professores.

Destaque para a forma como estruturamos essa contratação. O Estado passou a remunerar o contrato com base em resultados. Ou seja, não bastava entregar apostilas; era preciso melhorar a aprendizagem dos estudantes. Esse modelo inovador tornou Mato Grosso referência nacional em gestão educacional.

Enquanto alguns enxergavam apenas o valor do contrato, nós enxergávamos o valor da educação. No primeiro ano, o investimento correspondeu a apenas R$ 192 por aluno para oferecer um sistema completo de ensino, algo impensável na rede pública poucos anos antes.

Essa mudança foi acompanhada de outra conquista igualmente importante: a universalização da entrega de uniformes e material escolar. Entendemos que aprender com dignidade também significa chegar à escola com caderno, lápis, mochila e uniforme, sem que isso dependa da condição financeira da família.

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Os resultados apareceram. E talvez seja justamente por isso que eles incomodem alguns. Quando a educação melhora, os argumentos deixam de ser técnicos e passam a ser políticos.

Tenho orgulho de ter participado dessa transformação. Não porque ela tenha levado o meu nome, mas porque levou mais oportunidades para centenas de milhares de estudantes mato-grossenses.

Precisamos proteger e defender essas conquistas para que nossos estudantes nunca mais voltem para aquele passado triste de escolas precárias e ensino de péssima qualidade

Educação pública de qualidade não pode se contentar com o mínimo. Nosso compromisso sempre foi oferecer aos alunos da rede estadual o melhor que o Estado pudesse proporcionar. Essa foi a revolução que construímos e que precisa ser preservada para que Mato Grosso nunca volte ao tempo em que estudar na escola pública significava ter menos oportunidades do que qualquer outro estudante.

Alan Porto foi secretário de Educação de Mato Grosso no período de 2019 a 2026 e é pré-candidato a deputado estadual

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A hipertensão não espera pelos sintomas e prevenção também não deve esperar

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Por Carlos Bouret

Vivemos em uma época em que a medicina dispõe de tecnologia, conhecimento científico e tratamentos cada vez mais eficazes. Ainda assim, um dos maiores desafios da saúde continua sendo convencer as pessoas a cuidar do que não conseguem ver ou sentir. A hipertensão arterial é talvez o melhor exemplo dessa realidade.
Conhecida como uma doença silenciosa, ela pode permanecer por anos sem causar qualquer desconforto aparente. Enquanto a rotina segue normalmente, os vasos sanguíneos, o coração, os rins e o cérebro podem estar sofrendo danos progressivos. Muitas vezes, o primeiro sinal da hipertensão já é uma consequência grave, como um infarto ou um acidente vascular cerebral.
O Julho Vermelho nos convida justamente a mudar essa lógica. Em vez de esperar que a doença se manifeste, precisamos fortalecer uma cultura de prevenção. Cuidar da saúde cardiovascular não deve ser uma preocupação apenas de quem já recebeu um diagnóstico. É uma responsabilidade que acompanha todas as fases da vida.
A prevenção começa com atitudes simples, mas consistentes. Medir a pressão arterial regularmente é um hábito que deveria fazer parte da rotina de qualquer adulto, independentemente da idade. Hoje sabemos que alterações persistentes, mesmo discretas, merecem atenção e acompanhamento médico. Identificar precocemente qualquer mudança aumenta as chances de controlar a doença antes que ela provoque complicações.
Outro aspecto fundamental é compreender que nossas escolhas diárias influenciam diretamente a saúde do coração. A alimentação rica em produtos industrializados, o excesso de sal, o sedentarismo, o ganho de peso, o tabagismo e o consumo exagerado de álcool criam um ambiente favorável para o desenvolvimento da hipertensão. Em contrapartida, uma rotina com alimentação equilibrada, atividade física regular, sono de qualidade e manejo adequado do estresse fortalece não apenas o sistema cardiovascular, mas o organismo como um todo.
Também é importante desmistificar a ideia de que o tratamento termina quando a pressão está controlada. A hipertensão exige acompanhamento contínuo. Manter as consultas em dia, utilizar corretamente os medicamentos prescritos e realizar os exames periódicos são etapas essenciais para reduzir riscos e preservar a qualidade de vida.
Na Unimed Cuiabá, entendemos que o cuidado mais eficiente é aquele que acontece antes da doença se agravar. É por isso que investimos em programas voltados à promoção da saúde e ao acompanhamento permanente dos nossos beneficiários. Um desses exemplos é o programa Sob Controle, desenvolvido especialmente para pessoas com hipertensão.
A iniciativa oferece suporte multiprofissional, orientação sobre alimentação, incentivo à prática de atividade física, acompanhamento da pressão arterial, educação sobre o uso correto dos medicamentos e realização de exames preventivos.
Mais do que tratar uma doença, buscamos apoiar nossos pacientes na construção de hábitos capazes de transformar sua saúde a longo prazo.
A medicina moderna avança rapidamente, mas continua existindo uma ferramenta insubstituível: a prevenção. Ela depende menos da tecnologia e muito mais da decisão de cada pessoa em cuidar de si antes que o problema apareça.
Neste Julho Vermelho, o convite é simples: faça da prevenção um compromisso permanente. Seu coração trabalha por você todos os dias, sem pausas. Retribuir esse esforço com cuidado, acompanhamento médico e hábitos saudáveis é uma das decisões mais importantes que podemos tomar.
Dr. Carlos Bouret é Diretor-Presidente da Unimed Cuiabá
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