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A viagem pode ser longa, prepare-se

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Da Assessoria

Juacy da Silva

Juacy da Silva

Quando nascemos, na verdade iniciamos uma caminhada que, para algumas pessoas pode ser longa, chegar aos cem anos ou mais; para outras pode ser bem curta ou curtíssima, quando muitas crianças voltam ao espaço cósmico de onde vieram, sem a  menos terem podido falar, dizer de como seriam suas aventuras nesta planeta azul, chamado terra, que está sendo destruído impiedosamente pela ganancia humana.

 

Outras pessoas, ainda crianças, adolescentes e jovens acabam enveredando por estradas mal assombradas, cheias de obstáculos e tantos desafios, como a violência doméstica, a violência urbana, o mundo tenebroso das drogas, a experiência de viver em um meio dominado pelo crime organizado, pelo banditismo, pelas execuções sumárias, onde a violência e a morte estão bem próximas.

 

Essas pessoas antes mesmo de terem tido a oportunidade de traçarem seus planos de voos, como acontece com os pilotos das aeronaves, já conhecem o sofrimento, o abandono, a destruição de lares e famílias que vivem no submundo da exclusão, jamais são vistas a não ser como números macabros e estatísticas policiais.

 

Ao longo da vida, cada pessoa percorre um trajeto, que podemos denominar como já tão cantada e decantada em algumas canções, como a bem conhecida  “pelas estradas da vida”, de Marcelo Cavalcante, que diz “Eu vi muita gente sonhando e esquecendo de viver; sentindo frio e medo de morrer; eu vi muita gente chorando”, que muito bem retrata tantos dramas vividos por milhões de pessoas no Brasil e ao redor do mundo.

 

Nesta mesma saga também muitos demonstram que não precisamos ter pressa em nossa caminhada e nem  devemos “apressar o curso do rio, ele tem seu curo natural”, pois quem tem pressa acaba se cansando de tudo, inclusive de viver.  Nesta pressa de viver, de lutar, de conquistar bens materiais, status, poder, privilégios, fama muitas pessoas se esquecem que ao final da jornada, o que é “pó, voltará a ser pó”, só a transcendência, a alma será libertada, de onde ficou aprisionada por um corpo frágil, para outra caminhada, rumo ao infinito, ao cosmo ou para quem acredita, para o paraíso ou o inferno, algumas pessoas, como os católicos ainda indicam mais um lugar de parada, que é o purgatório, ou outros que acreditam na reencarnação e em sucessivas vidas futuras, neste mesmo plano existencial terreno.

 

O fato concreto é que ao chegar ao final de nossa jornada terrena, nada mais importa, nada, nem ouro, nem bens materiais, nem propriedades, nem ações, nem cartões de crédito,  nem bolsa família ou outras migalhas para manter os pobres na miséria e na pobreza, nada, nada mesmo vai ser colocado no caixão.

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Muitas pessoas ao comparecerem a um velório, ao redor do caixão irão refletir sobre o real significado da vida, muita gente chora pela partida de um ente querido ou até mesmo pelo fim da jornada de um ídolo, que tanta euforia causou aos seus fãs, mesmo esses e essas famosas, terão que cortar a fita da linha da chegada e ai irão caminhar sozinhos, sem bajulações e sem glória, rumo ao desconhecido, mas pouco importa, a jornada chegou ao fim, como em uma rua sem saída, assim é a estrada da vida.

Mas antes de chegar à reta final e à linha de chegada, muitas pessoas param um tempo para reparar as mazelas, para curarem as próprias feridas e as que ajudaram a causar em outras pessoas, muitas das quais diziam amar, mas que na verdade ajudavam a sofrer

Basta visitar os presídios, os manicômios psiquiátricos, os hospitais, os asilos de idosos e idosas, muitos e muitas das quais abandonadas pelos filhos, filhas, pela família. Esta é uma realidade da qual não podemos nos furtar e imaginar que não existe, simplesmente porque não temos olhos para ver, nem ouvidos para ouvir os gritos, os gemidos e os pedidos de Socorro que vem desses lugares sombrios, antessalas , para alguns do inferno e para outros, um espaço de purificação.

 

No afã de apressar a jornada, na correria estafante e sem sentido de uma vida agitada, nunca temos tempo para refletir, para fazer uma pausa, fazer um balanço do quanto já caminhamos, se nosso plano de viagem está correto ou precisa de uma correção de rumo, principalmente para aquelas pessoas que já passaram da metade da jornada que hoje, estão em seu pleno vigor entre 40 e 50 anos, ou mesmo aquelas que ainda estão no primeiro terço da caminhada.

 

Será que não seja este o momento de a gente refletir mais sobre o sentido da vida, nossas próprias vidas? Em que sentido estamos construindo uma estrada bem pavimentada, que facilita a caminhada, principalmente em sua etapa final, quando já estivermos iniciando ou em pleno processo de envelhecimento? Por que não encaramos a realidade da vida? Porque continuamos a nos enganar, fazendo de conta que viveremos 150 ou 200 anos, quando sabemos que apenas 1%, 2% ou 3% das pessoas, em alguns países, chegarão ao centenário?

 

E o que  falar sobre países e regiões cujas expectativas de vida, em pleno século 21, não passam dos 50 ou 60 anos? Como está sendo e como será a caminhada “pelas estradas da vida” nos diversos países e a vida das pessoas em cada espaço determinado?

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Ai é apropriada a letra da canção de Almir Sater “Tocando em frente”, que diz …”Ando devagar porque ja tive pressa, e levo este sorriso porque já chorei demais” e em outro verso “É preciso amor para poder pulsar, E preciso paz para poder sorrir, e preciso a chuva para poder florir” e, finalmente, algo que nos toca no fundo do coração e da alma , quando ele diz … “penso que para cumprir a vida seja simplesmente compreender  a marcha e ir tocando em frente, como o velho boiadeiro”, creio que uma referência direta `a realidade do pantanal, que também está sendo destruído impiedosamente nos últimos tempos.

 

Por isso, precisamos não apenas escrever e detalhar nosso plano de viagem aqui na terra, mas também reconhecer nossas limitações e nossas possibilidade de sermos felizes e tornar a vida das pessoas que nos cercam mais alegres, mais felizes e mais harmoniosas, este será o nosso legado aos que conosco vivem ou convivem.

 

Daí a força de uma máxima, simples que diz “vamos espalhar mais amor e menos rancor”, este é o grande segredo e significado da vida, a nossa bússola para nos guiar em nossa jornada, cuja finitude é a única coisa concreta que sabemos, desde quando viemos ao mundo.

 

Uma última palavra, com frequência fico sabendo ou recebo notícias de amigos e amigas, com os e as quais convivi durante anos ou décadas, desde os tempos da Escola Erasmo Braga em Dourados, MS, do JMC, escola protestante de primeiro e segundo graus onde estudei, ou de outros locais onde trabalhei por mais de 45 anos, ou de familiares que tem falecido, e ai, de repente percebo que muitos que estiveram `a minha volta ou comigo caminharam nesta estrada existencial ja se foram, só restando as lembranças, as imagens em fotos ou na memória.

 

Tento imaginar que, se é possível retirar meu nome desta lista ou se simplesmente me preparar para quando a ordem de chamada se aproximar de meu nome, este é um momento que ninguém que se foi voltou para nos dizer como será ou está sendo a nova etapa da existência no plano transcendental. Isto exige de cada pessoa muita resignação, aceitação, tranquilidade e resiliência!

 

JUACY DA SILVA, professor universitario, titular e aposentado, mestre em sociologia, em plena terceira idade, colaborador de diversos veículos de comunicação. Email [email protected] Twitter@profjuacy  Blog www.professorjuacy.blogspot.com

 

 

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Série Governantes: Faça a sua parte

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Por Francisney Liberato

“Não pergunte o que seu país pode fazer por você. Pergunte o que você pode fazer por seu país.” John F. Kennedy

Uma das características mais marcantes do brasileiro é a sua criatividade. Ele consegue desenvolver e pôr em prática várias habilidades como: ideias, pensamentos, empreendedorismo, visando o seu bem-estar e o seu conforto, como também o de sua família.

Segundo o site “Terra”, em 30/09/2019, é apresentada uma pesquisa a qual conclui: “A pesquisa Amway Global Entrepreneurship Report (AGER) revela que 56% dos brasileiros desejam ser donos do seu próprio negócio. Destes, 74% são jovens entre 18 e 35 anos. O índice do Brasil é maior que a média global, que está em 47%”.

Vejam que no Brasil os jovens desejam criar e empreender, eles querem ter o seu próprio negócio. Isso é muito positivo para nossa nação. Infelizmente, uma coisa é desejar e querer ser um empresário, outra, bem diferente, é efetivar esse desejo.

Não podemos permitir que o conceito autocrático, isto é, esperar que as ideias, iniciativas e as respostas sejam exclusivamente do chefe, do líder, do diretor escolar, do pai e da mãe, do governante, do presidente, uma vez que, se agirmos dessa maneira, veremos falecer a nossa liberdade de criar.

É fundamental para todos que tenham uma mentalidade aberta e moderna que as pessoas criem e empreendam mais, pois é por intermédio disso que é gerada riqueza para o nosso país.

Você deve olhar para dentro de si e se perguntar: Qual é a sua vocação para melhorar a sua vida, a vida da sua família, dos seus entes queridos e do país onde reside? Essa reflexão é de extrema importância.

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A responsabilidade é única e exclusivamente sua. Aqui existe um conceito fundamental que devemos ter como prisma em nossas vidas, que é chamado de Autorresponsabilidade. Em síntese, é necessário trazer para si a responsabilidade, e não a de colocar sobre o encargo do outro, como: os seus pais, seus familiares, seus empregadores e seus governantes. Em outras palavras, o sucesso ou fracasso da sua vida está em sua alçada.

Se pensarmos a vida dessa forma, saiba que teremos uma nação moderna e próspera, com índices de desenvolvimento econômico e humano semelhantes aos de países do primeiro mundo.

Entretanto, muitos indivíduos têm dificuldades de entender o seu propósito para esta vida. Muitos estudantes que estão cursando uma faculdade já pensam em desistir, por entender que não é bem isso o que sonham para sua vida. Enquanto existem muitos indivíduos desejando crescer evoluir, por outro lado, têm, infelizmente, os que esperam “a comida, o emprego, o dinheiro caírem do céu”.

John Fitzgerald Kenedy ou JFK foi um político norte-americano que governou os Estados Unidos (1961-1963), o seu nome está registrado como o 35° presidente daquela nação. Ele é considerado uma das grandes personalidades do século XX.

Kennedy se tornou o segundo presidente mais jovem do seu país, depois de Theodore Roosevelt. Infelizmente, não conseguiu terminar o seu mandato, uma vez que foi assassinado em 1963.

O presidente John Kennedy proferiu uma célebre frase que ainda tem uma enorme relevância para os nossos dias: “Não pergunte o que seu país pode fazer por você. Pergunte o que você pode fazer por seu país”.

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Podemos parafrasear essa afirmação do ex-presidente americano para o nosso contexto: o que nós brasileiros podemos fazer pelo Brasil? O que estamos fazendo para melhorar o nosso país? Qual tem sido a minha e sua contrapartida para desenvolver e aperfeiçoar esta nação? Como podemos abandonar determinadas atitudes paternalistas e viver de forma mais racional, visando o bem comum? O Estado pertence a todos nós. Devemos fazer a nossa parte, e não exigir que Estado seja o responsável e provedor por tudo.

Nosso país é formado pela diversidade cultural, étnica e social de milhares de brasileiros, que nem sempre concordam com as decisões dos nossos governantes, mas todos fazemos parte da nação, e devemos caminhar em um mesmo sentido. A nossa Constituição de 1988 dispõe que todo poder se origina do povo. O poder está nas mãos de cada ser habitante deste país. Nós podemos e devemos fazer o melhor pelo Estado, independentemente de questões políticas e partidárias.

Não diga o que o país deve fazer por você, use a sua criatividade, empreendedorismo, e faça o seu melhor na medida de suas condições, e de acordo com as suas circunstâncias. Seja presente e deixe o seu legado para esta nação. A responsabilidade pelo sucesso ou fracasso do Brasil está em nossas mãos. Está disposto a tomar uma iniciativa para contribuir com a República Federativa do Brasil?

Francisney Liberato Batista Siqueira é Auditor Público Externo do Tribunal de Contas de Mato Grosso, Chefe de gabinete de Conselheiro do TCE-MT, Palestrante Nacional, Professor, Coach, Mentor, Advogado e Contador, Autor dos Livros “Mude sua vida em 50 dias”, “Como falar em público com eficiência” e “A arte de ser feliz”.

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