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ITAICI (Usina de açúcar)

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Foi a maior, mais industrializada e mais importante de todas as usinas de Mato Grosso, de fins do séc. XIX, até meados da década de 1950. As máquinas e equipamentos dessa usina de cana foram importados da Europa, e foi inaugurada em 1º de setembro de 1897. O estabelecimento industrial era dotado de energia elétrica, casas de empregados e de máquinas, água encanada, marcenaria e serraria, escola, biblioteca, banda de música, inclusive cunhando moeda própria – Tarefa -, que era aceita como padrão monetário em toda a região ribeirinha do Rio Cuiabá. Concebeu-a o industrial e político cel. Antônio Paes de Barros, o Totó Paes, que contratou Otto Frank, alemão residente em Buenos Aires para instalar sua usina. Foi na Usina Itaici que pela primeira vez foi instalada luz elétrica em Mato Grosso. Observa-se a sofisticação e investimentos feitos. Os equipamentos instalados em Itaici permitiram que Totó Paes passasse à história como o precursor da industrialização em Mato Grosso. A Usina de Itaici foi tombada pelo Patrimônio Histórico Estadual em 1984.

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IRÁNTXE

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Falantes de uma língua isolada, sem vinculação com outras línguas indígenas brasileiras, os Irantxe se autodenominam Myky, tendo por parente próximo o grupo indígena homônimo que vive na beira do Rio Papagaio. As primeiras notícias dos Irantxe são fornecidas por Cândido Mariano da Silva Rondon, no início do século XX. Contudo, o contato é realizado por seringueiros que passaram a ocupar o seu território original que compreendia a região situada entre o Rio do Sangue e o Papagaio. Pressionados pelas frentes extrativistas e pelos Tapayuna e os Rikbaktsa, uma parcela dos Irantxe, em 1948, procurou proteção na Missão Jesuítica do Utiariti, separando-se, assim, dos que são atualidade conhecidos como Myky. Na década seguinte, os Irantxe movimentaram-se em direção a sua terra ancestral, fixando aldeias nas mediações do Rio Cravari, tributário da margem esquerda do Rio do Sangue. Em 1968, o governo federal reservou uma área para o grupo, porém sem contemplar os sítios essenciais à sua sobrevivência física e cultural. Nas décadas seguintes sucessivamente os limites de sua reserva foram retificados, para ser demarcada, em definitivo, em 1986, com uma superfície bem menor do que as inicialmente propostas. Historicamente, contrários à área disponibilizada, a FUNAI realizou, recentemente, a identificação de seu território tradicional denominado Terra Indígena Manoki, cujo processo de regularização fundiária tramita na Justiça Federal em função da oposição dos fazendeiros de Brasnorte. (JEFMC)

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