Pesquisar
Feche esta caixa de pesquisa.

matopedia

TAPIRAPÉ

Publicados

em


Pertencentes a família lingüística Tupi-Guarani, os Tapirapé ocupavam um amplo espaço que se estendia desde as cabeceiras do Rio dos Tapirapé confrontando ao norte com os Kaiapó, próximo ao Estado do Pará, a leste com os Karajá no Rio Araguaia, ao sul com os Xavante do Rio Suiá-Missu. As fontes históricas apontam a presença de índios Tapirapé, no final do século XVIII, vivendo na Ilha do Bananal junto aos Javaé, após se separarem do seu grupo principal em decorrência de ataques dos Kaiapó. Em meados do século seguinte foram expulsos pelos seus anfitriões, os Javaés, retornando ao Rio dos Tapirapé para se reunir aos demais de seu grupo. Os embates com os Kaiapó, com freqüentes raptos de mulheres e crianças Tapirapé e a de população decorrente do aparecimento de doenças e epidemias oriundas do contato marcaram o início do século XX. O violento ataque de 1947 pelos Kaiapó à aldeia de Tapiitawa, seguido de outros, forçaram os Tapirapé a se dispersarem pela região. Um grupo atraído pelo SPI e por missionários Dominicanas se estabeleceu em 1950, no Posto Indígena situado na barra do Rio Tapirapé, próximo aos Karajá, para serem assistidos pela congregação Irmãzinhas de Jesus. Outros grupos embrenharam-se na Serra do Urubu Branco, local mítico e epicentro do território Tapirapé, permanecendo no local até o início dos anos de 1970. A instalação da Companhia Imobiliária do Vale do Araguaia e a construção da rodovia BR 158 ligando o nordeste de Mato Grosso ao sul do Pará aceleraram a instalação dos grandes empreendimentos agropecuários financiados pela SUDAM, desencadeando conflitos entre posseiros, empresários e índios pela disputa das terras. No principio da década de 1980, o governo federal reconheceu como de ocupação indígena, reservando aos Tapirapé e Karajá a antiga área do Posto do SPI, localizada no município de Santa Terezinha. Entretanto os índios, mesmo afastados da Serra do Urubu Branco, sempre continuaram percorrendo o seu território, obrigando a FUNAI a identifica-la em 1994. Com a delimitação da terra indígena Urubu Branco os Tapirapé reocuparam a aldeia Tapiitawa para, em seguida, ser demarcada, encerrando, assim, quase um século de luta. (JEFMC)

Propaganda

matopedia

SIQUEIRA (Elizabeth Madureira)

Publicados

em

Por


Historiadora, professora, escritora (Franca/SP, 16 de agosto de 1947). Filha dos professores João Madureira e Norma Mussi Madureira, fez os primeiros estudos em Franca e ali graduou-se em Licenciatura Plena em História, pela UNESP. Mais tarde tornou-se Mestre em História pela USP-SP e Doutora em Educação pela UFMT -Instituto de Educação. É uma das grandes pesquisadoras que Mato Grosso possui, tendo atuado junto ao Núcleo de Documentação e Informação Histórica Regional da UFMT. Assessorou os trabalhos de microfilmagem da Cúria Metropolitana de Cuiabá e desenvolveu pesquisas junto ao Arquivo Público de Mato Grosso. Foi professora do Departamento de História da UFMT por 27 anos, onde se aposentou. Recebeu vários títulos e comendas, dentre as quais Memória do Legislativo, troféu Mulher Cultura “Maria de Arruda Müller”, ambos no ano de 2000. No ano seguinte recebeu a Comenda Mérito Mato Grosso, outorgado pelo governo estadual. A partir do final de 2003 executou excelente trabalho de catalogação de acervos com os bens doados pela família de Firmo e Dunga Rodrigues. Coordena o projeto de Informatização da Casa Barão de Melgaço com recursos do CNPq e de História Oral: Memória das professoras anônimas, pela UFMT. É curadora da Casa Barão de Melgaço e presidiu o IHGMT, de 1998 a 2002. A partir de 2005 foi nomeada pelo Reitor da UFMT para o honroso cargo de Coordenadora da Editora da UFMT. É autora dos seguintes livros: O Processo Histórico de Mato Grosso (1990); Revivendo Mato Grosso (1996); Subsídios para a História do Rio Cuiabá Abaixo (1997); Luzes e Sombras: Modernidade e Educação Pública em Mato Grosso (2000) e História de Mato Grosso – da Ancestralidade aos dias atuais (2001), foi responsável pelo verbete “Padre Ernesto Camilo Barreto”, no Dicionário de Educadores do Brasil (da colônia aos dias atuais- 2002), “CD-rom Arquivo da Casa Barão de Melgaço”, (2004), CD-rom “Patrimônio Vivo de Firmo e Dunga Rodrigues” (2005) e “Trajetória do Tribunal de Justiça de Mato Grosso – 130 anos” (2005).

Continue lendo

Polícia

MATO GROSSO

Política Nacional

AGRO & NEGÓCIOS

ESPORTES

VARIEDADES

CIDADES

Mais Lidas da Semana