artigos
Transparência: a chave das relações de confiança
Por Mariana Augusto
Vivemos um paradoxo: nunca tivemos tanto acesso à informação e, ao mesmo tempo, nunca foi tão desafiador distinguir o que é verdadeiro em meio ao volume de conteúdos, narrativas e estímulos que recebemos todos os dias. Para as marcas, esse cenário impõe uma responsabilidade ainda maior: não basta dizer quem somos ou no que acreditamos. É preciso demonstrar, de forma concreta, que discurso e prática caminham juntos.
A tecnologia ampliou o acesso à informação e transformou profundamente a maneira como nos relacionamos. Mas, mesmo em um mundo cada vez mais mediado por algoritmos, são as relações humanas, as experiências e a coerência entre o que se fala e o que se faz que continuam dando significado às nossas escolhas.
Nesse contexto, a confiança deixou de ser um diferencial e virou a base de qualquer relação. Ela é o que sustenta os vínculos, reduz incertezas e influencia escolhas. O estudo “O Código da Confiança”, da HSR Specialist Researchers, aponta que 98% dos consumidores consideram a confiança um fator decisivo na hora da compra e 72% recomendam ativamente as marcas nas quais confiam.
No setor de alimentos, essa relação ganha contornos ainda mais relevantes. A pesquisa revela também que a confiança responde sozinha por 40,6% da força de uma marca, tendo praticamente o mesmo peso de toda a sua imagem corporativa. Ou seja, confiar não é uma consequência da preferência do consumidor; é a condição obrigatória para que essa preferência exista e seja sustentada ao longo do tempo.
Mas como se constrói isso na prática? Para o brasileiro, a excelência do produto é o pilar central na construção desse vínculo. Na Arcos Dorados, operadora da marca McDonald’s em 21 países da América Latina e Caribe, acreditamos que uma das formas mais poderosas de demonstrar esse compromisso é permitir que as pessoas vejam de perto como fazemos o que fazemos, tornando visível o que muitas vezes é invisível. É com esse objetivo que, desde 2014, o programa Portas Abertas convida nossos consumidores a entrarem nas cozinhas dos nossos restaurantes e conhecerem os nossos processos, o cuidado com os ingredientes e o padrão de qualidade que permeia nossa operação de ponta a ponta.
É uma escolha pela transparência na prática. Porque, quando abrimos nossas portas e mostramos nossos processos sem atalhos, transformamos informação em experiência. Nos últimos três anos, mais de 874 mil pessoas já avaliaram o Portas Abertas por meio de uma pesquisa realizada após a visita: mais de 98% afirmaram que sua percepção sobre a marca melhorou ou melhorou muito, e 99% classificaram a visita como excelente ou muito boa. É nessa relação que a confiança se fortalece: numa ponta, a nossa transparência; na outra, a confiança dos consumidores.
Falar a verdade é inegociável.
É com esse olhar que, todos os anos, a Arcos Dorados comemora a Semana da Transparência, inspirada pelo Dia Internacional do Acesso Universal à Informação, celebrado em 28 de setembro, para reforçar a importância da transparência e do acesso à informação. Para nós, a data é um convite para ampliar uma conversa que precisa acontecer e, principalmente, ser vivida na prática.
Mariana Augusto é Gerente de Comunicação Corporativa Sênior da Arcos Dorados.
artigos
Eleições 2026: os minerais críticos também estão nas urnas
Por: Naiara Boscol
Quando se fala em eleição presidencial, normalmente o debate gira em torno de saúde, educação, segurança, emprego e economia. Mas existe um tema pouco conhecido por grande parte da população, que pode influenciar diretamente o futuro econômico e tecnológico do Brasil: os minerais críticos e estratégicos.
Lítio, níquel, cobre, grafite, nióbio e terras raras são utilizados em produtos que fazem parte da vida cotidiana, como celulares, computadores, veículos elétricos, baterias, inteligência artificial, equipamentos médicos e diversas tecnologias que movimentam a economia mundial.
O Brasil possui variedade desses recursos minerais, ganhando o olhar do mundo, que tem buscado essas fontes de matérias-primas.
Por isso, a discussão sobre mineração deixou de ser apenas uma questão de retirar recursos do subsolo. O tema ganhou espaço na corrida presidencial.
E muitas dúvidas pairam: o que o Brasil pretende fazer com esses minerais depois de extraí-los?
Exportar principalmente matéria-prima? Processar no Brasil? Atrair indústrias? Desenvolver tecnologia? Estabelecer condições para o investimento estrangeiro? Ampliar a participação do Estado? Simplificar procedimentos e licenciamento?
Essas são decisões de política pública.
O próximo governo encontrará uma nova política mineral: em 16 de setembro deste ano, foi sancionada a Lei nº 15.506, que instituiu a Política Nacional de Minerais Críticos e Estratégicos.
A norma prevê estímulos à pesquisa, à lavra, ao beneficiamento e à transformação mineral, além da criação de instrumentos destinados à industrialização da cadeia mineral brasileira.
A forma como essa política será executada nos próximos anos poderá variar conforme as prioridades estabelecidas pelo próximo governo.
E os programas dos candidatos mostram caminhos diferentes para essa execução.
No programa de Augusto Cury, uma das propostas apresentadas para o setor é o projeto denominado Petra BR, voltado ao conhecimento das reservas brasileiras de minerais críticos e terras raras. A proposta trata de mapeamento mineral, pesquisa, desenvolvimento tecnológico e ampliação da capacidade de industrialização e processamento desses recursos no país.
O plano de Flávio Bolsonaro defende que o Brasil agregue valor aos minerais dentro do país. O documento cita expressamente lítio, nióbio, grafite, cobre, níquel, urânio e terras raras e relaciona esses recursos às novas tecnologias. Sua proposta dá maior destaque à segurança regulatória, ao licenciamento mais ágil, à atração de capital e tecnologia e aos incentivos de mercado. O plano define o Estado principalmente como regulador e coordenador, e não como empresário.
No programa de Lula, a discussão dos minerais críticos está relacionada principalmente à soberania sobre os recursos brasileiros, à industrialização e à redução da dependência da simples exportação de minério bruto. Durante o atual governo, também foram discutidos instrumentos de financiamento e maior participação de instituições públicas no desenvolvimento dessa cadeia.
Já o plano de Ronaldo Caiado propõe, entre outros pontos, utilizar os minerais estratégicos também nas negociações internacionais. O programa menciona a possibilidade de negociar acesso a minerais críticos em troca de processamento no Brasil, formação de profissionais e transferência de tecnologia.
O próximo presidente poderá influenciar a regulamentação da nova política nacional, a atuação dos órgãos federais, os incentivos ao setor, a atração de investimentos, as relações internacionais e o espaço destinado ao processamento e à industrialização dos minerais brasileiros.
Não significa que o presidente decidirá sozinho o futuro da mineração. Congresso Nacional, estados, municípios, Agência Nacional de Mineração, órgãos ambientais, empresas e investidores também possuem papéis fundamentais.
Diante da corrida presidencial de 2026, o eleitor precisa entender que o Brasil possui minerais em abundância e detém o poder de voto para definir o futuro da mineração. Então, analise qual a proposta pretende transformar essa riqueza mineral em desenvolvimento para o país, que é dono desses minerais, como prevê a Constituição Federal.
Naiara Boscoli é advogada, 1ª Presidente da Comissão de Direito Minerário da OAB/MT
-
esportes5 dias atrásVasco goleia o Coritiba por 5 a 0 e deixa a zona de rebaixamento
-
esportes4 dias atrásBrasileirão: 28ª rodada tem líder em campo e clássicos na briga pelo topo
-
esportes5 dias atrásSão Paulo vence o Internacional e deixa rival na zona de rebaixamento
-
esportes4 dias atrásPalmeiras esbarra em Weverton e fica no 0 a 0 com o Grêmio na reestreia de Renato
-
esportes4 dias atrásFlamengo domina o Bragantino no Maracanã, vence por 2 a 1 e segue firme na liderança
-
esportes4 dias atrásCorinthians perde para o Fluminense e amarga sexta derrota seguida no Brasileirão
-
esportes4 dias atrásCruzeiro vence o Vitória por 3 a 1 e se aproxima da zona de classificação à Libertadores
-
esportes5 dias atrásSantos vence o Remo no fim e chega à quarta vitória consecutiva no Brasileirão



