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Réu é condenado a 21 anos por homicídio qualificado na modalidade feminicídio
O primeiro feminicídio no Estado de Mato Grosso aconteceu em 31 de maio de 2015, em São José do Rio Claro, dois meses após a Lei 13.104/2015 entrar em vigor.
MPE | MT
O primeiro feminicídio no Estado de Mato Grosso aconteceu em São José do Rio Claro
Três anos após a ocorrência do primeiro feminicídio no Estado de Mato Grosso, após o advento da Lei 13.104/2015, o clamor por Justiça dos amigos e familiares da vítima Izabella Cristina Cazado de Lima chegou ao fim. Na sexta-feira (28.09), em São José do Rio Claro, distante 298 Km de Cuiabá, o Tribunal do Júri acolheu as teses defendidas pelo Ministério Público do Estado de Mato Grosso e condenou Rony Robson Souza Santos por homicídio qualificado na modalidade feminicídio, quando o crime é praticado contra a mulher por razões da condição de sexo feminino. A pena aplicada foi de 21 anos de reclusão.
A atuação em plenário, referente à acusação, ficou a cargo dos promotores de Justiça Luiz Fernando Rossi Pipino, Leandro Túrmina e César Danilo Ribeiro Novais, coordenador do Núcleo do Tribunal do Júri (NUJURI). O referido núcleo foi instituído pela Procuradoria Geral de Justiça e Corregedoria Geral para reforçar a atuação dos promotores de Justiça de Mato Grosso no Tribunal do Júri, principalmente nos casos de maior repercussão social.
Formado por promotores de Justiça que possuem maior vocação e experiência na área, o NUJURI auxilia o trabalho realizado pelos demais membros da instituição no interior do Estado e na Capital, prestando assessoramento, disponibilizando material de pesquisa, estimulando o intercâmbio de informações, sugerindo estratégias de atuação, entre outras atribuições.
CRIME
O primeiro feminicídio no Estado de Mato Grosso aconteceu em 31 de maio de 2015, em São José do Rio Claro, dois meses após a Lei 13.104/2015 entrar em vigor. A qualificadora “Feminicídio” é aplicada quando o crime ér cometido “contra mulher, por razões da condição do sexo feminino” e envolver “violência doméstica e familiar” ou “menosprezo ou discriminação à condição de mulher”.
Consta nos autos, que réu e vítima eram namorados há pouco mais de um ano e, após discussão dentro de um carro, Rony Robson Souza Santos desferiu três disparos de arma de fogo contra a vítima, que foram presenciados por três adolescentes que estavam na via pública. Izabella Cristina Cazado de Lima era acadêmica do último ano do curso de Direito.
O réu está preso desde 01/10/2015 e não terá direito de recorrer da decisão em liberdade.
poxoreu
Operação Elo Oculto prende vereador e cumpre mandados por homicídio de jovem
A Polícia Civil deflagrou, na manhã desta terça-feira (14.7), a Operação Elo Oculto, para cumprir oito ordens judiciais relacionadas à investigação do homicídio de uma jovem, de 20 anos, ocorrido na madrugada de 10 de maio de 2026, em uma casa noturna localizada às margens da Rodovia MT-130, em Poxoréu.
A vítima estava no interior do estabelecimento quando um homem armado entrou no local e efetuou diversos disparos. A jovem foi atingida em regiões vitais e morreu no local.
As investigações, realizadas pela Delegacia de Poxoréu, apontaram que o crime foi ordenado por membros de uma facção criminosa atuante na região. A motivação seria que a mãe da jovem trabalhava na base da Polícia Militar do município e, às vezes, a vítima a ajudava. Por estar presente na unidade policial, os suspeitos decidiram que ela estava sendo informante da polícia e decretaram seu homicídio.
Operação Elo Oculto
A operação, coordenada pela Delegacia de Poxoréu, com apoio das Delegacias da Regional de Primavera do Leste, tem como alvos sete pessoas relacionadas às linhas investigativas desenvolvidas no inquérito policial. Foram expedidos sete mandados de busca e apreensão e um mandado de prisão temporária, totalizando oito ordens judiciais.
As ordens estão sendo cumpridas simultaneamente em Poxoréu, Primavera do Leste e Canarana.
A prisão temporária foi decretada contra um dos investigados, que exerce o cargo de vereador no município de Poxoréu.
As medidas têm como objetivo localizar e preservar elementos probatórios, esclarecer a dinâmica do homicídio, identificar eventuais outros envolvidos e individualizar a possível atuação de cada investigado.
Durante o cumprimento dos mandados, as equipes buscam apreender documentos, aparelhos eletrônicos e outros objetos que possam contribuir para o esclarecimento dos fatos.
O nome da operação, Elo Oculto, faz referência à apuração das conexões entre os investigados, a execução do crime e os acontecimentos posteriores ao homicídio.
O inquérito policial permanece em andamento e tramita sob sigilo. Com o cumprimento das ordens judiciais e a análise dos elementos apreendidos, a investigação avançará na identificação de eventuais outros envolvidos e na individualização das respectivas condutas.
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