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Educação

Circuito reúne mais de 1,5 mil profissionais de apoio da Rede Estadual em Cuiabá

Servidores das áreas de nutrição, manutenção, higienização, vigilância patrimonial e pátio participam de formação voltada à rotina administrativa das escolas

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Profissionais do cargo de Apoio Administrativo Educacional (AAE) da Rede Estadual de Mato Grosso participam, entre os dias 7 e 10 de julho, no Centro de Eventos do Pantanal, em Cuiabá, do Circuito de Formação do Administrativo (CIFA) 2026.

A formação reúne mais de 1,5 mil servidores das áreas de nutrição escolar, manutenção e higienização, vigilância patrimonial e agente de pátio. Com carga horária de 24 horas, o curso busca alinhar as práticas de trabalho, atualizar os procedimentos e fortalecer a atuação desses profissionais no cotidiano das unidades escolares.

A programação aborda temas relacionados às competências socioemocionais, ao comportamento profissional, à gestão operacional, à liderança, à comunicação e à inteligência emocional. A proposta é aproximar a formação da realidade das escolas, por meio de atividades voltadas aos desafios enfrentados pelas equipes de apoio no ambiente educacional.

O governador Otaviano Pivetta destacou a importância desses profissionais para o funcionamento das escolas e afirmou que investir na formação dos servidores também melhora as condições de aprendizagem dos estudantes.

“Não se faz educação sem investir nas pessoas. Vocês são muito importantes e queremos que cada um trabalhe na melhor escola possível”, afirmou.

Para a secretária de Estado de Educação, Flávia Soares, o período de recesso escolar permite dedicar mais tempo à qualificação das equipes que atuam diariamente nas unidades. Segundo ela, a formação também ajuda a revisar processos internos e a fortalecer a integração entre os servidores.

“Essa formação busca o desenvolvimento de cada um de vocês e também o aperfeiçoamento dos nossos processos de trabalho na escola. Aproveitem esses dias para aprender e compartilhar experiências”, destacou.

A diretora-superintendente do Sebrae Mato Grosso, Lélia Brun, ressaltou que o desenvolvimento de competências como liderança, comunicação e inteligência emocional contribui para a atuação dos profissionais nas escolas.

“Esperamos que, durante estes dias, vocês absorvam esse conteúdo e reconheçam, cada vez mais, a capacidade que têm de liderar e transformar os ambientes educacionais. Contem com o Sebrae nessa construção”, afirmou.

A metodologia de formação baseia-se na andragogia, com exposições dialogadas, oficinas práticas, estudos de caso, dinâmicas colaborativas e atividades voltadas à rotina escolar.

No primeiro dia, os servidores participaram da palestra de abertura com Lívia Cavalcante, especialista em desenvolvimento humano, liderança e gestão de equipes, que atua na Secretaria de Estado de Ciência, Tecnologia e Inovação do Rio de Janeiro.

Durante a fala, a palestrante destacou o papel dos profissionais de apoio no ambiente escolar e afirmou que cada função desempenhada nas unidades de ensino contribui para o desenvolvimento dos estudantes.

“A educação é feita por todos. Estou falando de quem acolhe, de quem cuida da alimentação, da limpeza e da organização, e ajuda a construir um ambiente onde os alunos possam aprender”, disse.

Nos próximos dias, os participantes seguem com o Bootcamp Líder de Si, dividido em seis módulos, e encerram a formação com uma oficina sobre o MEG Educação — Modelo de Excelência em Gestão.

 

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Educação

Estudantes de Cuiabá assumem papel de diplomatas, parlamentares e jornalistas em simulação da ONU

Em sua 7ª edição, iniciativa do Colégio Maxi estimula alunos a debater questões nacionais e internacionais e desenvolver habilidades como argumentação, negociação, comunicação e pensamento crítico

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Entender conflitos mundiais, defender os interesses de uma nação, negociar soluções, discutir os desafios do Brasil e acompanhar os acontecimentos como jornalistas. Alunos do Colégio Maxi, em Cuiabá, vivenciam essas experiências na 7ª edição do Maxi-Múndi, projeto que aproxima os estudantes de grandes debates da agenda nacional e internacional.

A iniciativa é dividida em três frentes: Modelo ONU, Modelo Legislativo e Imprensa Estudantil. Em cada uma delas, os alunos assumem diferentes responsabilidades e são desafiados a pesquisar, argumentar, negociar, produzir conteúdo e compreender diferentes pontos de vista.

No Modelo ONU, os estudantes representam países e defendem seus interesses em discussões internacionais, após pesquisarem aspectos históricos, políticos, econômicos e sociais de cada nação.

No Modelo Legislativo, vivenciam a dinâmica do Congresso Nacional, representando parlamentares da Câmara dos Deputados e do Senado Federal em debates sobre temas atuais do Brasil. A experiência permite compreender, na prática, o funcionamento das instituições e a construção de decisões políticas.

Já na Imprensa Estudantil, os alunos atuam como jornalistas, acompanhando os debates, realizando entrevistas e produzindo matérias sobre os principais acontecimentos. O exercício desenvolve escrita, interpretação, comunicação, capacidade de síntese e análise crítica das informações.

Mais do que uma atividade acadêmica, o Maxi-Múndi busca ampliar o repertório dos jovens e colocá-los diante de perspectivas diferentes das suas. A experiência estimula competências como oratória, liderança, negociação, trabalho em equipe e respeito ao contraditório.

Para Júlia Fernandes, que participa pela segunda vez e nesta edição atua como diretora, esse é um dos principais diferenciais do projeto.

“Quando assumimos o papel de um país, precisamos deixar de lado apenas aquilo que pensamos e compreender aquela realidade, seus interesses e seu ponto de vista. Isso amplia nossa visão de mundo e nos ensina a argumentar, ouvir e negociar”, destaca.

SENSO CRÍTICO

O projeto integra a proposta educacional do Colégio Maxi, instituição do Grupo Salta Educação, de associar o conhecimento acadêmico ao desenvolvimento de habilidades importantes para a formação dos estudantes.

Antes das simulações, os participantes pesquisam os temas em debate, estudam o posicionamento dos países, analisam as pautas legislativas e se preparam para a cobertura jornalística.

A proposta reproduz desafios encontrados em ambientes diplomáticos, políticos e jornalísticos: interpretar informações, construir argumentos, ouvir posições divergentes, fazer perguntas e buscar soluções diante de diferentes interesses.

Em sua 7ª edição, o Maxi-Múndi reforça o protagonismo juvenil e contribui para formar estudantes mais preparados para compreender, questionar, comunicar e participar dos grandes debates do Brasil e do mundo.

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