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Mato Grosso

Bombeiros combatem 14 incêndios florestais em 10 municípios de Mato Grosso

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O Corpo de Bombeiros Militar de Mato Grosso (CBMMT) combate, nesta quarta-feira (30.9), 14 incêndios florestais registrados nos municípios de Apiacás, Campo Verde, Guarantã do Norte, Marcelândia, Nova Bandeirantes, Novo Santo Antônio, Peixoto de Azevedo, Porto Esperidião, Ribeirão Cascalheira e União do Sul.

As ações de combate estão concentradas, principalmente, em Guarantã do Norte, União do Sul, Campo Verde e Ribeirão Cascalheira, onde os bombeiros atuam em duas ocorrências em cada município. Além desses locais, as equipes permanecem mobilizadas nas demais localidades, realizando ações de combate direto às chamas e controle dos focos de incêndio.

Em todas as ocorrências, os bombeiros atuam de forma estratégica para conter o avanço das chamas, extinguir os incêndios, monitorar as áreas atingidas e proteger vidas, propriedades rurais e o meio ambiente.

As ações de combate contam com o reforço do Grupo de Aviação Bombeiro Militar (GAvBM), da Defesa Civil Estadual, do Centro Integrado de Operações Aéreas (Ciopaer) e da Polícia Militar, conforme a necessidade de cada operação. Essa atuação conjunta amplia a capacidade de resposta e fortalece a estrutura empregada no enfrentamento aos incêndios florestais em todo o Estado.

Focos de calor

Em Mato Grosso, foram registrados 82 focos de calor nas últimas 24 horas, conforme a última checagem realizada às 17h no Programa BDQueimadas, do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe). Os dados são do Satélite de Referência (Aqua Tarde). Desse total, 54 focos foram registrados na Amazônia e 28 focos no Cerrado.

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Em Terras Indígenas, foram identificados 13 focos de calor, sendo seis focos na Terra Indigena Parque do Xingu, em Querência; dois focos na Terra Indigena Tapirapé/Karajá, em Santa Terezinha; dois focos na Terra Indigena Terena Gleba Iriri, em Peixoto de Azevedo; dois focos na Terra Indigena Zoró, em Rondolândia e um foco na Terra Indigena Panará, em Guarantã do Norte.

É importante destacar que um foco de calor, isoladamente, não caracteriza um incêndio florestal. O foco de calor é um indicativo de uma área com temperatura elevada, detectada por satélites, que pode ou não estar associada à ocorrência de fogo. Já um incêndio florestal, em geral, é identificado pelo conjunto de diversos focos de calor concentrados em uma mesma área. No caso das terras indígenas, o combate aos incêndios deve ser realizado por órgãos do Governo Federal, uma vez que o Estado não possui autorização para atuar.
Fiscalização – Operação Infravermelho

O Corpo de Bombeiros Militar também realiza o monitoramento do uso irregular do fogo no âmbito da Operação Infravermelho. Esse monitoramento é realizado a partir da Sala de Situação Central, instalada no Batalhão de Emergências Ambientais (BEA), em Cuiabá.

Com o apoio de imagens de satélite e outras tecnologias, a operação tem como objetivo identificar, de forma antecipada, áreas com risco de incêndio florestal ou onde o fogo já tenha sido iniciado de maneira ilegal, atuando tanto na prevenção quanto na responsabilização dos infratores.

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Incêndios extintos

Desde o início do período proibitivo do uso do fogo em Mato Grosso, o Corpo de Bombeiros Militar já atuou na extinção de incêndios nos municípios de Água Boa, Araguaiana, Aripuanã, Barra do Garças, Boa Esperança do Norte, Bom Jesus do Araguaia, Campo Verde, Canabrava do Norte, Canarana, Chapada dos Guimarães, Cocalinho, Colíder, Colniza, Dom Aquino, Feliz Natal, Guarantã do Norte, Guiratinga, Juara, Lambari D’Oeste, Luciara, Marcelândia, Matupá, Nova Bandeirantes, Nova Maringá, Nova Nazaré, Nova Ubiratã, Nova Xavantina, Novo Santo Antônio, Novo São Joaquim, Paranatinga, Peixoto de Azevedo, Poxoréu, Primavera do Leste, Ribeirão Cascalheira, Rondonópolis, Rosário Oeste, Santa Terezinha, São Félix do Araguaia, União do Sul e Vila Rica.

Proibição do uso do fogo

O CBMMT reforça o alerta à população sobre a proibição do uso do fogo para limpeza e manejo de áreas rurais nos biomas Amazônia, Cerrado e Pantanal, entre 1º de julho e 30 de novembro de 2026. Nas áreas urbanas, o uso do fogo é proibido durante todo o ano.

O uso irregular do fogo pode configurar crime ambiental e está sujeito às penalidades previstas em lei. Além de ser proibida, a prática representa riscos à segurança pública, à saúde da população e ao meio ambiente. Casos de uso irregular do fogo, inclusive em áreas urbanas, devem ser denunciados pelos números 193 (Corpo de Bombeiros Militar) ou 190 (Polícia Militar).

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Mato Grosso

Eleições 2026: Exército desloca tropas para 23 municípios de Mato Grosso

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Por João Arruda 

O Exército Brasileiro vai deslocar militares para 23 municípios de Mato Grosso no domingo de eleições, como parte do plano de Garantia da Votação e Apuração (GVA).

O anúncio foi feito nesta quarta-feira (30) pelo general Cláudio Gadelha Fernandes, comandante da 13ª Brigada de Infantaria, com sede em Cuiabá. Ao todo, as tropas atuarão em 43 locais de votação, incluindo aldeias indígenas do estado.

O deslocamento dos efetivos será feito por meios aéreos e terrestres. Em razão das dimensões territoriais de Mato Grosso, alguns grupos percorrerão distâncias de até 1.000 quilômetros.

Entre as unidades mobilizadas está o Comando de Fronteira Jauru, do 66º Batalhão de Infantaria Motorizada, sediado em Cáceres e comandado pelo tenente-coronel Rômulo Atanásio Jacob. O batalhão enviará militares para 14 locais. Uma parte da tropa atuará entre os distritos de Palmarito e Ponta do Aterro, na fronteira com a Bolívia, enquanto outro efetivo será deslocado para os municípios de Juína e Juara. O 2º Batalhão de Fronteira, por sua vez, estará presente em Campo Novo dos Parecis e em Tangará da Serra.

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A operação é de apoio ao Tribunal Regional Eleitoral (TRE), que a cada pleito solicita a atuação das tropas para garantir a segurança e a ordem durante o processo eleitoral. O objetivo, segundo a corporação, é assegurar que o eleitor exerça sua cidadania com plenitude.

A informação foi confirmada pelo major Hélio Barroso, oficial de Relações Públicas da 13ª Brigada de Infantaria.

*João Arruda é jornalista em Cáceres

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