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Brasil vira sobre a Austrália e vence por 4 a 2 em amistoso
A Seleção Brasileira superou um primeiro tempo de sustos e derrotou a Austrália por 4 a 2, nesta terça-feira (29.09), em amistoso disputado no Suncorp Stadium, em Brisbane. Vanderson, Raphinha, Bruno Guimarães e Vinicius Júnior balançaram as redes para o Brasil; Circati e Metcalfe marcaram para os donos da casa. A Seleção ainda tem mais um compromisso nesta Data Fifa: no sábado, encara a Índia às 11h (de Brasília), no Vivekananda Yuba Bharati Krirangan Stadium, em Calcutá.
O jogo começou da melhor forma possível para os brasileiros. Aos dois minutos, uma jogada ensaiada pela ponta direita terminou com Rayan servindo Bontempo, que encontrou Vanderson livre para acertar um belo chute no ângulo e abrir o placar.
O segundo quase saiu em seguida. Raphinha recebeu na entrada da área e soltou uma pancada forte, obrigando Patrick Beach a fazer grande defesa. No rebote, o atacante do Barcelona voltou a finalizar, mas parou novamente no goleiro australiano.
Com o controle da posse de bola e do ritmo da partida, o Brasil ditava as ações, mas foi pego em falha pontual. Aos 29 minutos, após cobrança de escanteio fechado, a defesa brasileira se atrapalhou e Circati empatou para os mandantes.
O golpe abalou a equipe de Carlo Ancelotti, que três minutos depois viu o placar virar. Aos 32, a defesa saiu jogando errado, Metcalfe dominou com liberdade na entrada da área e finalizou com precisão, vencendo Otávio.
Aos poucos, a Seleção voltou a crescer. Aos 42, em mais uma boa trama coletiva, Danilo foi derrubado na área. O árbitro japonês Yusuke Araki revisou o lance no VAR e assinalou o pênalti. Raphinha cobrou com firmeza e deixou tudo igual antes do intervalo.
O segundo tempo começou mais equilibrado. A primeira grande chance foi australiana: aos 15 minutos, Circati apareceu livre na área após escanteio, mas cabeceou por cima, desperdiçando boa oportunidade para os donos da casa.
Do outro lado, o Brasil demorou a criar, mas foi cirúrgico quando chegou. Depois de um primeiro tempo discreto, Vinicius Júnior passou a aparecer mais no jogo. O atacante foi lançado pela esquerda e encontrou Endrick dentro da área, que deu um passe preciso para Bruno Guimarães completar para o fundo das redes e recolocar o Brasil em vantagem.
Aos 30 minutos, quase saiu o quarto. Vini arrancou pela esquerda e inverteu a jogada para Estêvão, que finalizou no canto e viu Patrick Beach fazer mais uma grande defesa. No rebote, a bola ainda bateu em Endrick antes de sair pela linha de fundo.
Aos 34, nada impediu o gol que selou a vitória. Vinicius Júnior fez bela jogada individual, driblou o marcador e foi derrubado dentro da área. O próprio camisa 7 cobrou o pênalti com categoria e converteu.
Nos minutos finais, a equipe de Carlo Ancelotti administrou a vantagem e controlou a partida até o apito final, confirmando o resultado.
| FICHA TÉCNICA | ||
|---|---|---|
| Austrália 2 x 4 Brasil | ||
| Competição | Amistoso | |
| Local | Suncorp Stadium, Brisbane (AUS) | |
| Data | 29 de setembro de 2026 (terça-feira) | |
| Horário | 7h (de Brasília) | |
| Cartões | Amarelos (Austrália) | Irankunda, Souttar |
| Cartões | Amarelos (Brasil) | Gabriel Magalhães, Endrick |
| Cartões | Vermelhos | Nenhum |
| Arbitragem | Árbitro | Yusuke Araki (JAP) |
| Arbitragem | Assistentes | Kota Watanabe (JAP) e Kohe Ando (JAP) |
| Arbitragem | Quarto árbitro | Ryo Tanimoto (JAP) |
| Gols | 1º gol | Vanderson, aos 2 do 1ºT (Brasil) |
| Gols | 2º gol | Circati, aos 29 do 1ºT (Austrália) |
| Gols | 3º gol | Metcalfe, aos 33 do 1ºT (Austrália) |
| Gols | 4º gol | Raphinha, aos 44 do 1ºT (Brasil) |
| Gols | 5º gol | Bruno Guimarães, aos 24 do 2ºT (Brasil) |
| Gols | 6º gol | Vinicius Júnior, aos 34 do 2ºT (Brasil) |
| Escalação | Austrália | Patrick Beach; Jacob Italiano (Geria), Alessandro Circati, Harry Souttar e Lucas Herrington; Aziz Behich, Jackson Irvine e Paul Okon-Engstler (O’Neill); Connor Metcalfe (McGree), Nestory Irankunda (Younis) e Tete Yengi. Técnico: Tony Popović |
| Escalação | Brasil | Otávio, Vanderson (Matheuzinho), Jair (Vitor Reis), Gabriel Magalhães e Mauro Júnior (Arthur Dias); Danilo (Breno Bidon), Bruno Guimarães (Martinelli) e Gabriel Bontempo (Andrey Santos); Rayan (Estêvão), Raphinha (Endrick) e Vini Júnior (Samuel Lino). Técnico: Carlo Ancelotti |
Fonte: Esportes
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De Mato Grosso para Las Vegas: dois lutadores de MT buscam vaga no UFC
Mato Grosso terá dois representantes em busca do sonho do UFC nesta terça-feira (29.09). Aieza Ramos Bertolso, de Alto Taquari, e Erick Visconde, nascido em Sorriso e formado nas arenas de Sinop, entram no octógio do Dana White’s Contender Series, programa que funciona como porta de entrada para novos talentos na maior organização de MMA do mundo. A competição acontece no Meta APEX, em Las Vegas, nos Estados Unidos, a partir das 19h no horário de Mato Grosso, com transmissão pelo Paramount+.
O episódio terá cinco lutas, e os atletas mato-grossenses terão diante de si o maior júri possível: o presidente e CEO do UFC, Dana White, e os matchmakers da organização. O objetivo é claro — uma atuação convincente que garanta o contrato com o Ultimate, anunciado logo após os combates.
Na categoria peso-palha, Aieza Ramos Bertolso, de 25 anos, chega ao desafio com um cartel profissional perfeito: sete lutas, sete vitórias. Sua adversária será a argentina Camila Reynoso, que soma nove triunfos e uma derrota. A mato-grossense é campeã peso-palha do LFA e carrega uma sequência impressionante de 21 vitórias consecutivas, contando também a fase amadora. Antes de migrar para o profissionalismo, ela conquistou dois títulos mundiais pela Federação Internacional de MMA. Entre suas sete vitórias como profissional, quatro vieram por finalização e uma por nocaute.
No peso-pena, a vez é de Erick Visconde, de 29 anos. Natural de Sorriso, o lutador deu os primeiros passos no MMA em Sinop, seguiu a carreira profissional em Curitiba e hoje vive nos Estados Unidos. Com 17 vitórias e três derrotas no cartel, ele é o atual campeão da categoria no LFA e encara o holandês Ilias Bulaid, que chega invicto, com nove lutas e nove triunfos.
Os números de Erick mostram um finalizador nato: seis vitórias por nocaute e seis por finalização entre seus 17 triunfos profissionais. Desde que passou a competir definitivamente no peso-pena, o mato-grossense não conhece a derrota — são seis vitórias na categoria. Ele chega ao Contender Series embalado por quatro vitórias consecutivas e pelo cinturão do LFA conquistado recentemente. O lutador também tem no currículo o prêmio de “Nocaute do Ano” da organização na temporada passada, quando despachou Ary Faris com uma cotovelada giratória.
O Dana White’s Contender Series consolidou-se como a principal vitrine para lutadores que almejam o UFC. Durante as lutas, os atletas são avaliados por Dana White e pelos matchmakers, e os contratos são anunciados ao final dos combates. Nesta temporada, o programa tem sido generoso: contratos já foram distribuídos até para lutadores que não venceram suas lutas, embora a vitória e uma atuação marcante continuem sendo o caminho tradicional para conquistar a atenção da organização.
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