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Quem deve pagar a conta da pandemia?

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Da Assessoria

Veneranda Acosta

Veneranda Acosta

Há anos o Brasil enfrenta uma crise econômica que tem feito surgir muitos discursos curiosos de solução para o problema. Alguns tornaram-se ações concretas como a “reforma trabalhista” e a “reforma da previdência”, no entanto, ambas se mostraram ineficientes em suas promessas de impulsionar a economia, gerar empregos e distribuir renda. E não podemos nos iludir achando que é só uma questão de tempo e que daqui uns meses começarão a surgir os resultados, pois essas políticas econômicas já foram implantadas em vários países do mundo, porém, sem nenhum sucesso.

 

 

Agora, a situação do Brasil se agrava ainda mais com a repercussão econômica da pandemia, e o cenário é avaliado como uma guerra, como de fato é. Numa guerra o Estado gasta com o combate e com a reconstrução da economia do país, e é nesse sentido que o mundo inteiro tem caminhado, no caminho da intervenção estatal, para salvar o sistema econômico mundial, como já havia prescrito recentemente, o premiado economista, Thomas Piketty. Que é necessário dar suporte à população mais carente e injetar dinheiro na economia, ninguém duvida, mas como fazer isso? Aí surgem sugestões simplórias, de cunho populista e sem análise técnica, como a que vimos ser apresentada a nível nacional, com a PEC 20/2020, e a nível estadual, por um deputado, que era a redução do salário dos servidores públicos em até 50%!

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Cortar o salário da segurança pública, dos professores, daqueles que atendem ao público diariamente, e especialmente, dos profissionais da saúde, não parece ser nada razoável num estado que sobrevive da tributação sobre o consumo, uma vez que o setor produtivo predominante goza de isenção fiscal. Além disso, remanejamento de renda não agrega em nada o saldo da economia, pois no final das contas não existiria aporte de recursos que contribuísse para o PIB. É preciso “dinheiro novo”

A solução mais prática aos olhos do governo brasileiro, é o aumento da dívida pública, através da emissão de mais títulos, onde se paga os maiores juros do planeta. Há, pelo menos, 50 anos que tem sido assim neste país. Para se equilibrar qualquer orçamento, é preciso analisar com o que estamos gastando mais, e se há como reduzir essas despesas.  Se fizermos isso com o orçamento do governo federal, verificaremos que, historicamente, o Brasil gasta a maior parte de seus recursos com o pagamento da dívida pública. No último ano foi quase 40%, R$ 2,8 bilhões por dia, ou seja, o que o Brasil gasta em aproximadamente uma semana com a dívida pública, equivale a todo o orçamento público do Estado de Mato Grosso para o ano de 2020. Há dez anos foi concluída a CPI da Dívida Pública na Câmara dos Deputados, onde constatou-se várias irregularidades e indícios de fraude nesses títulos.

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 O relatório foi encaminhado ao Ministério Público e demais instituições governamentais, mas nada foi feito. Sendo assim, o país continua a entregar praticamente metade de seus recursos públicos no pagamento de uma conta duvidosa, o que torna urgente uma auditoria, como prevê a Constituição Federal, desde o ano de 1988. E enquanto a União paga uma dívida irregular, dá calote no justo pagamento do pequeno FEX (Auxílio Financeiro de Fomento às Exportações), junto aos Estados da Federação.

 

Diante disso tudo, quem você acha que deve pagar a conta da pandemia para proteger a economia? 

 

 

Veneranda Acosta, economista, mestra em Políticas Sociais

 

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artigos

O dever da Religião

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Por Paiva Netto

Declarei ao ilustre jornalista italiano radicado no Brasil Paulo Rappoccio Parisi (1921-2016), na entrevista concedida a ele em 10 de outubro de 1981, que é dever da Religião proclamar a existência do Espírito imortal e efetivar os resultados práticos desse indispensável conhecimento na reforma do planeta.

Eis o pragmatismo que, por força da Religião de Deus, do Cristo e do Espírito Santo, o Brasil oferece à humanidade, pois tais noções amadurecerão a consciência dos povos para a realidade espiritual de que ninguém consegue permanentemente escapar. Não se pode eternamente impedir a manifestação daquilo que nasce com o ser humano,

mesmo quando ateu: o sentido de Religiosidade que se expressa das mais variadas formas. Para além do debatido determinismo histórico, trata-se, acima de tudo, do Determinismo Divino, de que nos falava Alziro Zarur. Antes que fatalmente a Ciência conclua, em laboratório, sobre a perenidade da vida, cumpre à Religião não só abordar com maior objetividade a existência do Espírito após a morte, mas concomitantemente pesquisar o Mundo ainda Invisível.

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Parceria Céu e Terra

Ora, a morte não deve ser motivo de assombro nem ser tratada com desdém ou negligência. Diante da eternidade da vida, é essencial extrair seus preciosos aprendizados, que ajudaram a moldar os destinos da humanidade, contribuindo para sua continuação até aqui. Esse intercâmbio entre Terra e Céu, Céu e Terra, quando estabelecido com as forças do Bem, nos dá confiança na vida. Contar com a cooperação bendita daqueles que nos antecederam na jornada espiritual, sabendo que estão mais vivos do que nunca, incentivando-nos a boas ações, no cumprimento de nossas tarefas prometidas antes de aqui renascer, é parceria infalível.

Há décadas, preconizo que o ser humano não é somente sexo, estômago e intelecto, isto é, um saco de sangue, ossos, músculos e nervos, apenas jungido às limitadoras perspectivas do plano material. Reduzi-lo a isso é promover a cultura do fedor. A morte não é o fim; a vida é perpétua. E o Espírito é suprema realidade.

 

José de Paiva Netto é jornalista, radialista e escritor – [email protected] — www.boavontade.com

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