CARROS E MOTOS
Quanto custa um seguro de moto?
Se você já fez uma cotação e levou um susto, não está sozinho. O preço de um seguro de moto no Brasil varia bastante, e não por acaso. A diferença entre duas apólices para motos parecidas pode passar de R$ 2.500 por ano, dependendo do perfil do condutor, da cidade, do uso da moto e das coberturas escolhidas. Em grandes capitais, uma moto de baixa cilindrada usada para ir ao trabalho pode ter prêmio anual na casa de R$ 1.200 a R$ 3.500. Já modelos mais visados para roubo, ou conduzidos por perfis de maior risco estatístico, podem ultrapassar R$ 6.000 com facilidade.
O ponto é este: não existe um “preço padrão” de seguro de moto. Existe uma lógica de precificação. E quando você entende essa lógica, fica mais fácil avaliar se a proposta está cara, justa ou mal montada. Neste guia, você vai ver quanto custa um seguro de moto em termos práticos, o que realmente pesa na cotação e como economizar sem cair na armadilha de contratar uma proteção fraca justamente quando mais precisa dela.
A busca por seguro de moto cresceu forte em 12 meses
O melhor dado direto sobre procura vem do Mapa de Seguros da Serasa, baseado em cotações analisadas pela TEx Analytics. Em agosto de 2024, as motocicletas representaram 28% das cotações de seguro, contra 72% dos automóveis. Um ano depois, em agosto de 2025, as motos passaram para 41% das cotações, enquanto os automóveis caíram para 59%. Isso significa uma alta de 13 pontos percentuais na participação das motos dentro das buscas por seguro.
A metodologia do levantamento considera as cotações analisadas pelo TEx Analytics, a partir do TELEPORT, sistema de multicálculo usado diariamente por milhares de corretoras de seguros no Brasil. Ou seja, é um dado bem próximo da intenção real de contratação, não apenas de curiosidade em buscadores.
A moto está cada vez mais ligada à mobilidade e renda
A frota de motocicletas no Brasil ultrapassa 34 milhões de veículos, o equivalente a 28% da frota nacional, segundo o Ministério dos Transportes/Senatran. O mesmo comunicado associa o crescimento da frota à necessidade de discutir soluções para proteger condutores.
A Agência Brasil, com base em dados da Abraciclo, informa que a frota nacional de motocicletas cresceu 42% em dez anos, de 2015 a 2024, chegando a 35 milhões de veículos motorizados de duas rodas. O Brasil também tem mais de 40 milhões de pessoas aptas a conduzir motocicletas.
Para o condutor, isso significa que o seguro de moto não é mais um produto de nicho. Ele conversa com entregadores, trabalhadores autônomos, deslocamento casa-trabalho, moradores de regiões com transporte público limitado e pessoas que usam a moto para economizar tempo e combustível.
Qual É A Faixa De Preço De Um Seguro De Moto
Falar em valor exato seria enganoso, mas dá para trabalhar com faixas realistas. Em 2026, um seguro de moto costuma custar entre 3% e 15% do valor da moto por ano. Na prática, isso significa algo assim:
- Motos de entrada, de R$ 12 mil a R$ 20 mil: seguro anual entre R$ 800 e R$ 2.800
- Motos urbanas de média cilindrada, de R$ 20 mil a R$ 35 mil: entre R$ 1.500 e R$ 4.500
- Motos premium, esportivas ou muito visadas: de R$ 4.000 a mais de R$ 10 mil por ano
Agora, um exemplo concreto. Imagine duas motos com valor FIPE próximo de R$ 23.000. A primeira é uma Honda CG 160 Titan usada para deslocamento diário em Campinas, conduzida por um homem de 22 anos que estaciona na rua durante o expediente. A segunda fica com uma mulher de 41 anos, em Joinville, guardada em garagem residencial e usada só aos fins de semana. Mesmo com FIPE parecida, a cotação pode sair por R$ 3.900 no primeiro caso e R$ 1.450 no segundo.
Outro ponto importante: seguro de moto quase sempre fica proporcionalmente mais caro do que seguro de carro. O motivo é simples. Em várias regiões, o índice de roubo e furto é mais alto, a exposição ao risco é maior e o custo de sinistro também pesa mais no cálculo atuarial.
Se você parcelar, prepare-se para ver impacto no fluxo de caixa. Uma apólice de R$ 2.400 vira cerca de 10 parcelas de R$ 240 sem juros em algumas seguradoras, mas pode passar para 12 de R$ 228 com custo financeiro em outras. Parece pouca diferença. No fim do ano, não é.
Também vale distinguir seguro completo de proteção mais enxuta. Um plano só com roubo e furto pode custar de 30% a 60% menos do que uma apólice com colisão, danos a terceiros, assistência 24 horas e cobertura para passageiros. Por isso, quando alguém pergunta “quanto custa um seguro de moto?”, a resposta honesta é: depende menos da moto sozinha e mais do conjunto moto + uso + risco + cobertura.
O Que Mais Influencia O Valor Do Seguro
A seguradora não define o preço no chute. Ela cruza dezenas de variáveis para estimar a probabilidade de sinistro e o custo médio de indenização. Algumas pesam muito mais do que outras.
As principais são:
- Cidade e CEP de circulação: um CEP com alta incidência de roubo pode elevar a cotação em 20%, 40% ou até mais
- Idade do condutor principal: perfis entre 18 e 25 anos costumam pagar mais
- Uso da moto: lazer, trabalho, deslocamento diário ou entregas
- Local de pernoite: garagem fechada reduz risco: rua aumenta
- Histórico de sinistro: quem já acionou o seguro várias vezes tende a pagar mais
- Modelo e índice de roubos da moto: algumas motos são muito mais visadas para desmanche e revenda de peças
- Franquia escolhida: franquia menor geralmente eleva o prêmio anual
Também entram fatores que muita gente subestima. Alarmes, rastreadores homologados e bloqueadores podem reduzir a taxa em determinados perfis. Mas nem sempre a economia compensa o investimento. Um rastreador de R$ 79 por mês custa R$ 948 ao ano. Se o desconto na apólice for de apenas R$ 380, a conta não fecha por esse critério isolado.
E há o fator mercado. Seguradoras ajustam preços conforme sua própria carteira. Se uma empresa teve alta sinistralidade com determinado modelo em uma região específica, a cotação pode subir mesmo que, para você, nada tenha mudado de um ano para outro.
Como O Perfil Do Condutor E O Modelo Da Moto Afetam A Cotação
Esse é o coração da cotação. Você pode ter uma direção cuidadosa, nunca ter caído, nunca ter deixado a moto na rua por mais de 15 minutos. Ainda assim, a seguradora olha primeiro para padrões estatísticos.
No perfil do condutor, os itens mais observados costumam ser: idade, sexo, em algumas análises atuariais, estado civil, tempo de habilitação, frequência de uso, finalidade da moto, histórico de sinistros e bônus. Esses fatores ajudam a explicar por que o valor do seguro pode variar tanto entre perfis diferentes, especialmente em um cenário em que as mulheres têm participação crescente na construção de um trânsito mais seguro, como mostra o levantamento sobre segurança no trânsito brasileiro.
O modelo da moto pesa tanto quanto, às vezes mais. Motos com alta liquidez no mercado de peças, como modelos urbanos muito vendidos, podem sofrer mais com índices de furto. E motos esportivas ou de maior cilindrada trazem outro problema: custo de reparo. Um retrovisor, uma carenagem lateral e um farol full LED podem transformar uma queda boba de garagem em um orçamento de R$ 6.000.
Pense numa cena comum. A moto escorregou numa manhã chuvosa, a 30 km/h, depois de passar sobre uma faixa pintada ainda úmida. Não houve trauma grave, mas guidão entorta, manete quebra, tanque amassa e a lateral raspa inteira no asfalto. Em motos premium, esse conserto pode sair por mais de R$ 9.000 em peça original e mão de obra credenciada.
Por isso, duas motos com o mesmo valor de mercado podem ter seguros radicalmente diferentes. A FIPE é apenas o ponto de partida: o risco real é o que fecha a conta.
Quais Coberturas Mudam O Preço Final Da Apólice
A composição da cobertura altera o preço de forma direta. E aqui mora um erro frequente: comparar apólices pelo valor total sem olhar o que está, de fato, incluído.
As coberturas mais comuns são:
- Roubo e furto
- Colisão
- Perda total por acidente
- Incêndio
- Danos materiais a terceiros
- Danos corporais a terceiros
- Acidentes pessoais de passageiros
- Assistência 24 horas
- Carro ou moto reserva, quando disponível no produto
Na prática, o salto de preço pode ser grande. Uma cobertura básica contra roubo e furto para uma moto de R$ 17.000 pode ficar em R$ 1.050 por ano. Ao incluir colisão parcial, danos a terceiros, assistência 24 horas com guincho de 200 km e cobertura para acessórios, o valor pode subir para R$ 2.380.
Danos a terceiros merecem atenção especial. Se você bater em um carro de R$ 140 mil num corredor apertado e causar dano em porta, para-lama, retrovisor, farol e roda, um reparo simples já pode passar de R$ 18 mil. Se houver lesão corporal, esse custo sobe muito. Cortar essa cobertura para economizar R$ 220 no ano pode sair absurdamente caro depois.
A franquia também muda o preço. Exemplo:
- Franquia de R$ 2.500: prêmio anual de R$ 1.980
- Franquia de R$ 1.500: prêmio anual de R$ 2.340
Você economiza na hora do sinistro, mas paga mais para manter a apólice. O ideal é escolher uma franquia que você consiga bancar sem aperto. Se a sua reserva hoje é de R$ 2.000, contratar franquia de R$ 4.500 só para derrubar o prêmio pode ser um falso ganho.
Outro detalhe: indenização integral costuma ser vinculada a percentual da FIPE, normalmente 100%, mas há produtos com 90%, 95% ou percentuais superiores em situações específicas. Essa diferença importa. Em uma moto com FIPE de R$ 31.800, receber 90% em vez de 100% representa R$ 3.180 a menos no bolso.
Quando Vale A Pena Contratar Seguro Para Moto
Contratar seguro para moto costuma valer a pena principalmente para quem utiliza o veículo com frequência no dia a dia, depende dele para trabalhar ou circula em regiões com maior risco de roubo e acidentes. Além da proteção financeira em situações inesperadas, o seguro também pode oferecer suporte importante em casos de danos a terceiros, assistência emergencial e cobertura contra furto ou perda total.
Na hora de escolher, vale observar fatores como reputação da seguradora, clareza nas coberturas, facilidade no atendimento, suporte em caso de sinistro e possibilidade de personalizar a apólice conforme o perfil de uso da moto. Comparar franquias, assistência oferecida e condições contratuais ajuda a evitar gastos desnecessários e encontrar uma proteção mais adequada para cada realidade.
Por isso, antes de fechar contrato, muitos consumidores preferem analisar diferentes opções de seguros de moto, avaliando não apenas o preço, mas também o equilíbrio entre cobertura, segurança e suporte oferecido pela seguradora.
No fim, a melhor escolha não é necessariamente o seguro mais barato, mas aquele que oferece proteção compatível com a rotina e o nível de exposição do motociclista. Avaliar coberturas, suporte e confiabilidade da seguradora com atenção ajuda a evitar prejuízos maiores e garante mais tranquilidade no dia a dia.
CARROS E MOTOS
Tecnologia e robustez: Nova RAM Dakota faz pré-lançamento em Cuiabá
Capital com uma das maiores proporções de picapes do Centro-Oeste foi escolhida para apresentar a nova Dakota, modelo que marca a entrada da RAM no segmento de médias no Brasil. A apresentação do novo modelo foi na Domani Prime
Cuiabá é hoje um dos mercados mais representativos de caminhonetes do Centro-Oeste. Até julho de 2025, a capital mato-grossense contabilizava 73.142 caminhonetes e camionetas em circulação, o que corresponde a cerca de 14% de toda a frota de veículos do município, segundo o Detran-MT. Foi nesse contexto que a RAM escolheu a cidade como uma das estratégicas para o pré-lançamento da nova Dakota, apresentado na última semana, na concessionária Domani Prime.
O lançamento da nova Dakota marca a entrada da RAM no segmento de picapes médias no Brasil, movimento que amplia a atuação da marca no país, até então concentrada principalmente nas picapes full size e, mais recentemente, na Rampage.
Para quem passa horas ao volante, a discussão deixou de ser apenas potência. Conforto, estabilidade e segurança passaram a pesar tanto quanto força. Segundo Anderson Yves, diretor comercial do Grupo Domani, essa mudança é perceptível no dia a dia das concessionárias. “Mato Grosso tem esse DNA de quem abriu o estado com picapes robustas, mas hoje o cliente exige também conforto e tecnologia. Como muitos produtores moram em Cuiabá, eles buscam um veículo que una a força necessária para o campo com o luxo da cidade. No fim, o que esse público quer é performance, status e a sensação de colocar a chave escrita RAM em cima da mesa”, afirma.
A nova Dakota é equipada com motor 2.2 turbo diesel de 200 cavalos e transmissão automática de oito marchas, combinação pensada para oferecer torque elevado para carga e reboque sem sacrificar eficiência. O conjunto é o mesmo nas duas versões apresentadas: Warlock e Laramie.
Em deslocamentos por estradas de terra, onde a visibilidade costuma ser limitada, recursos de assistência ao motorista ganham papel central. A picape oferece câmera 360 graus, alerta de saída de faixa, controle de cruzeiro adaptativo, leitor de sinalização e sistema anticolisão, tecnologias que ajudam a reduzir riscos em percursos longos e irregulares.
Outro ponto destacado é a suspensão. Descrita como alta e bem calibrada, ela busca equilibrar robustez para o trabalho e conforto para o uso diário. A proposta é atender tanto quem passa o dia em áreas rurais quanto quem utiliza o veículo em centros urbanos como Cuiabá.
A versão Warlock, voltada ao uso mais severo, traz pneus mais altos e configuração pensada para terrenos acidentados. Já a Laramie, aposta em acabamento mais sofisticado e perfil mais urbano. Ambas contam com recursos de tração que facilitam a transposição de obstáculos. Segundo a Domani, a Dakota se posiciona entre as picapes médias com maior espaço de caçamba e capacidade de carga, mirando consumidores que hoje utilizam modelos tradicionais do segmento, como Hilux, Ranger e S10.
A escolha de Cuiabá para o pré-lançamento reflete o peso de Mato Grosso no mercado de picapes, impulsionado pelo agronegócio e pelo alto volume de vendas para o campo. Em 2024, a Rampage se consolidou como a picape premium mais vendida do Brasil, movimento puxado em grande parte pelo setor agro, o que reforçou a estratégia da RAM de ampliar presença em segmentos intermediários.
“A Domani tem 30 anos de atuação no estado e uma relação muito próxima com o produtor rural. No agro, pós-venda não é detalhe. Um veículo parado por falta de peça significa prejuízo. Por isso, estrutura e atendimento fazem diferença na decisão de compra”, acrescenta Yves.
O modelo, que estará disponível para test-drive ainda este mês na Domani Prime, já está em fase de pré-reserva e as primeiras unidades devem começar a ser entregues a partir de março, etapa que marca oficialmente a chegada da Dakota ao mercado brasileiro e a entrada da RAM no segmento de picapes médias. A nova Dakota integra a estratégia do Grupo Stellantis de ampliar a atuação da RAM no Brasil, posicionando a marca entre as picapes compactas e as de grande porte.
GRUPO DOMANI
Com três décadas de atuação no mercado automotivo, o Grupo Domani é uma empresa genuinamente mato-grossense e hoje se consolida como a maior rede de concessionárias do estado. Fundado em 1996, em Várzea Grande, o grupo reúne atualmente quatro lojas Fiat — em Várzea Grande, Cuiabá, Tangará da Serra e Cáceres — e três unidades Prime das marcas RAM e Jeep, localizadas em Cuiabá, Várzea Grande e Rondonópolis, além de departamentos especializados que ampliam sua presença no setor e oferecem soluções completas para a compra de veículos. Recentemente, ampliou seu portfólio com a Leapmotor, reforçando seu compromisso com a transição energética e a mobilidade sustentável.
-
BRASIL E MUNDO7 dias atrásSTF endurece controle sobre penduricalhos e barra criação de novos benefícios no Judiciário
-
TRIBUNAL DE JUSTIÇA MT6 dias atrásHomen que tentou matar ex diante das filhas é condenado a 23 anos
-
Saúde7 dias atrásHospital Central já realizou mais de 17 mil atendimentos
-
Saúde6 dias atrásCuiabá inicia atendimentos ambulatoriais para cirurgia bariátrica
-
caceres5 dias atrásEmoção marca despedida do suboficial Clímaco da Agência Fluvial de Cáceres
-
caceres6 dias atrásQueda brusca de temperatura em Cáceres; outono traz frio incomum
-
Mato Grosso6 dias atrásFim de semana será de frio e chance de chuva em Cuiabá e Chapada
-
BRASIL E MUNDO7 dias atrásEUA ampliam sanções contra Cuba e suspendem operações no setor do níquel



