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Saúde

Hospital Central já realizou mais de 17 mil atendimentos

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O Hospital Central de Alta Complexidade, em Cuiabá, já realizou mais de 17 mil atendimentos entre janeiro e maio de 2026 e segue avançando no processo gradual de ativação da unidade. A operação plena do hospital está prevista para o segundo semestre deste ano.

No período, a unidade contabilizou 4.475 consultas, 5.109 exames de imagem, 7.314 exames laboratoriais e 344 cirurgias. Em março, entraram em operação as UTIs Adulto e Pediátrica. O hospital também realizou 11 cirurgias robóticas em urologia, durante mutirão promovido em abril.

Além dos atendimentos já realizados, o Hospital Central amplia o acesso da população mato-grossense à saúde de alta complexidade. Pacientes de 73 dos 142 municípios do Estado já foram encaminhados para a unidade, o que representa cobertura superior à metade do território estadual.

O secretário de Estado de Saúde de Mato Grosso, Juliano Melo, destacou que hospitais de grande porte, como é o Hospital Central, exigem ativação técnica e operacional por etapas, processo que vem sendo cumprido conforme planejamento construído pela Secretaria de Estado de Saúde (SES-MT) e pelo Einstein, organização que administra a unidade.

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“Um hospital deste porte não começa a funcionar integralmente de um dia para o outro. Desde a inauguração, deixamos claro que a ativação ocorreria por fases, com responsabilidade, segurança assistencial e formação gradual das equipes. O Hospital Central já apresenta resultados expressivos, com milhares de atendimentos realizados e ampliação contínua dos serviços ofertados à população”, afirmou o secretário de Estado de Saúde.

Já com a obra do hospital concluída, mas ainda antes de abrir as portas, foi feito o investimento na compra de equipamentos, na contratação de profissionais, em treinamentos, entre outras medidas que fazem parte do período de pré-operação hospitalar.


Registro do mutirão de cirurgias robóticas realizado no Hospital Central

Atualmente, o hospital conta com cerca de 1.100 colaboradores. A contratação ocorre por meio de processo seletivo com prova, entrevista e análise curricular.

Entre as especialidades cirúrgicas já em funcionamento, estão: Pediatria, Urologia, Ortopedia e Traumatologia Pediátrica, Cirurgia Geral e do Aparelho Digestivo e Ginecologia. A unidade também antecipou atendimentos de neurocirurgia de urgência, com quatro procedimentos já realizados, sendo um pediátrico.

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A expansão assistencial seguirá nos próximos meses. Em junho, entrarão em operação os serviços de Cirurgia Vascular, Cirurgia Cardiovascular e Cirurgia Torácica. Já em julho, serão implantadas as especialidades de Mastologia e Cirurgia Oncológica, Cirurgia Plástica e Neurocirurgia Eletiva.

O secretário reforçou que o avanço progressivo da operação garante maior segurança para pacientes e equipes. “Estamos falando de uma estrutura de alta complexidade, equipada com tecnologia moderna e que exige integração entre equipes, protocolos e serviços especializados. O mais importante é que o hospital já está salvando vidas, ampliando atendimentos e consolidando uma assistência pública de excelência para Mato Grosso”, concluiu.

*Com informações da assessoria do Einstein Hospital Israelita.

 

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Saúde

Neurocirurgião defende Profimed como “OAB da Medicina” para garantir qualidade e segurança

Projeto já aprovado no Senado prevê a aplicação de um exame ao final do curso de Medicina

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Neurocirurgião Giovani Mendes

O neurocirurgião Giovani Mendes defendeu a necessidade do Exame Nacional de Proficiência em Medicina (Profimed) como uma ferramenta eficaz para comprovar a qualidade profissional dos médicos recém-formados no Brasil. Em entrevista ao podcast “Café com o Presidente”, da Sociedade Brasileira de Neurocirurgia, o médico, que é referência em neurocirurgia no Brasil, destaca a importância da medida como instrumento de garantia à segurança da população.

Segundo ele, atualmente não há um mecanismo eficaz que avalie, de forma padronizada, a qualidade dos médicos formados em instituições brasileiras. A prova tem sido popularmente chamada de “OAB da Medicina”.

“Para quem faz medicina fora do Brasil, é preciso fazer o Revalida, porque nós não temos nenhuma gestão sobre a qualidade das escolas de Medicina fora do país. Então, quando esse médico tem a intenção de exercer sua profissão no Brasil, ele tem que fazer o Revalida. Já para os médicos egressos das escolas de Medicina no Brasil, nós não temos nenhum mecanismo eficiente de avaliação da qualidade desse ensino”, explica o Dr. Giovani.

A criação do Profimed já foi aprovada na Comissão de Assuntos Sociais (CAS) do Senado Federal, em fevereiro de 2026. O projeto de lei (PL 2294/2024), de autoria do senador Marcos Pontes, prevê a aplicação de um exame ao final do curso de Medicina como forma de avaliar a qualidade da formação dos profissionais que ingressam no mercado de trabalho.

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“Hoje, o médico recém-formado obtém o registro no Conselho Regional de Medicina e já está apto a exercer a profissão, sem passar por uma avaliação nacional de competência. Isso cria uma lacuna importante no controle de qualidade da formação”, afirma o neurocirurgião.

A proposta gerou debates sobre qual instituição seria responsável pela aplicação da prova. Enquanto o governo defende que a atribuição seja do Ministério da Educação (MEC), o Conselho Federal de Medicina sustenta que a função deve caber à própria entidade de classe.

Para o Dr. Giovani Mendes, a divisão de responsabilidades é clara: o MEC deve continuar responsável pela avaliação das instituições de ensino e da formação acadêmica, enquanto o Conselho deve regulamentar o exercício profissional. “É o mesmo modelo adotado no Direito, em que o MEC avalia os cursos e a OAB aplica o exame que habilita o profissional a advogar”, defende.

Além da discussão sobre a prova nacional, o especialista ressaltou o papel das sociedades médicas na qualificação profissional, com destaque para a atuação da Sociedade Brasileira de Neurocirurgia. Segundo ele, a entidade tem investido fortemente na padronização da formação e na fiscalização dos programas de residência médica.

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Para o neurocirurgião, tanto a criação da prova nacional quanto as ações das entidades médicas caminham na mesma direção: assegurar que os profissionais estejam devidamente preparados para atender a população. “A qualidade da formação médica precisa ser constantemente avaliada. Isso não é apenas uma questão corporativa, mas de segurança e cuidado com o paciente”, concluiu.

Após aprovação no Senado, o PL seguiu para avaliação e aprovação na Câmara dos Deputados.

Profimed

O PL 2294/24 prevê que os recém-formados em Medicina realizarão o Profimed a partir do primeiro semestre após o término do curso. Quem não for aprovado poderá atuar de forma exclusiva em atividades técnico-científicas, sem contato com pacientes, mediante autorização do Conselho Regional de Medicina (pela Inscrição de Egresso em Medicina). Ficarão dispensados médicos já registrados e estudantes que começarem o curso enquanto o projeto não virar lei.

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