BRASIL E MUNDO
Militar iraniano vê como “provável” a retomada da guerra com os Estados Unidos
A tensão entre Teerã e Washington voltou a crescer após declarações de um alto responsável militar iraniano, que classificou como “provável” a retomada da guerra com os Estados Unidos. A fala ocorreu neste sábado (2), um dia depois de Donald Trump rejeitar a mais recente proposta enviada pelo Irã para relançar negociações de paz, mediadas pelo Paquistão.
Segundo fontes diplomáticas, Teerã encaminhou um novo texto para discussão, cujo conteúdo não foi divulgado. Trump afirmou que não está “satisfeito” com a proposta e sugeriu que os líderes iranianos estariam “desunidos” sobre como encerrar o conflito. Apesar de dizer que preferia evitar um ataque massivo, o presidente americano reiterou que a volta das hostilidades continua “em aberto”.
Em paralelo, Trump afirmou ao Congresso que as hostilidades no Irã haviam sido encerradas. A comunicação veio no último dia do prazo legal para solicitar autorização para prolongar a ofensiva militar iniciada há dois meses. O republicano justificou que, desde a trégua firmada em 7 de abril, não houve troca de tiros entre forças americanas e iranianas. Parlamentares democratas contestaram a interpretação, destacando que milhares de militares dos EUA seguem posicionados na região.
A presença americana continua visível: embora o USS Gerald Ford tenha deixado o Oriente Médio, outros dois porta-aviões e cerca de 20 embarcações permanecem em operação. Enquanto os bombardeios cessaram, o conflito segue sob outras frentes. Washington mantém o bloqueio aos portos iranianos, uma resposta direta ao fechamento do Estreito de Ormuz por Teerã — via estratégica por onde passa um quinto do petróleo consumido no planeta.
O cessar-fogo estabelecido em abril interrompeu quase 40 dias de ataques entre Estados Unidos, Israel e Irã, mas a rodada de negociações realizada em Islamabad, no dia 11 daquele mês, não avançou. Divergências sobre o estreito marítimo e o programa nuclear iraniano continuam travando qualquer possibilidade de acordo.
A guerra já deixou milhares de mortos, sobretudo no Irã e no Líbano. O impacto econômico global também é significativo: o preço do petróleo alcançou, nesta semana, o maior patamar desde 2022.
Em meio ao impasse, o Departamento de Defesa americano anunciou a retirada de cinco mil militares da Alemanha no prazo de um ano. A decisão foi tomada após críticas do chanceler alemão Friedrich Merz, que acusou Washington de não possuir uma estratégia clara para o conflito e disse que os EUA estariam sendo “humilhados” pelo Irã. Atualmente, mais de 36 mil soldados americanos permanecem instalados em solo alemão.
Trump também ameaça reduzir o contingente militar na Itália e na Espanha, enquanto pressiona a União Europeia em outra frente: o comércio. O presidente declarou que aumentará para 25% as tarifas sobre veículos europeus importados pelos Estados Unidos. Ele acusa o bloco de descumprir o acordo firmado no ano anterior.
Do lado iraniano, o discurso continua rígido. Autoridades afirmam que o país não aceitará imposições externas. Analistas apontam que a liderança iraniana demonstra unidade interna e encara a crise como uma disputa decisiva para sua sobrevivência política.
Mesmo com a trégua, iranianos convivem com inflação alta, desemprego crescente e impactos acumulados por décadas de sanções. O guia supremo, Mojtaba Khamenei, orientou empresas a evitarem demissões para enfrentar o que definiu como “guerra econômica e cultural”.
A população, porém, vive entre a incerteza e o medo. Amir, de 40 anos, descreveu ao noticiário internacional a sensação de viver em “purgatório”, citando as execuções recentes anunciadas pela Justiça iraniana — entre elas, o enforcamento de dois homens acusados de espionagem para Israel. Para ele, a tensão crescente reforça a percepção de que novos ataques contra o Irã são apenas questão de tempo, enquanto “o mundo observa em silêncio”.
*Com Agências
BRASIL E MUNDO
Tensões aumentam no Golfo após novos ataques; EUA e Irã mantêm discurso de trégua
As tensões no Oriente Médio voltaram a crescer nesta terça-feira (5), após os Emirados Árabes Unidos afirmarem que foram novamente alvo de ofensivas do Irã. Apesar das novas acusações, o governo dos Estados Unidos sustenta que o cessar-fogo firmado com Teerã segue valendo — mesmo após ações militares dos dois países registradas no Golfo no início da semana.
Em Washington, o presidente norte‑americano Donald Trump voltou a pressionar o regime iraniano. Em declaração à imprensa na Casa Branca, ele pediu que Teerã “aja com inteligência” e busque um entendimento para encerrar a escalada no Golfo Pérsico.
“Eu não quero ter que intervir de novo e matar pessoas”, disse Trump, sem detalhar quais atitudes poderiam ser interpretadas como ruptura formal da trégua anunciada em 8 de abril.
Segundo o republicano, o Irã estaria “brincando” com as negociações e tentando manter um discurso público distinto do que é tratado nos bastidores. Ele insistiu que qualquer acordo deve impedir Teerã de desenvolver armamento nuclear.
“O que não gosto é que falam comigo com respeito e depois vão à TV dizer que não negociam com o presidente. Isso é blefe. Eles sabem que precisam de um acordo”, afirmou, acrescentando em tom de ameaça: “Quando o seu Exército está em ruínas, qualquer país gostaria de negociar.”
Irã ameaça reagir a navios que desviarem rota no Estreito de Ormuz
A resposta iraniana veio por meio da Guarda Revolucionária, que divulgou comunicado advertindo embarcações que transitam pelo Estreito de Ormuz — corredor estratégico por onde passa boa parte do petróleo mundial.
O Irã determinou que todas as embarcações utilizem exclusivamente a rota definida por Teerã. A mensagem foi direta:
“Qualquer navio que tentar cruzar o Estreito de Ormuz por rotas fora do corredor seguro estará sujeito a uma resposta firme de nossas forças navais”, declarou a corporação, segundo a TV estatal.
A nota foi uma reação imediata à operação americana iniciada na segunda-feira, destinada a escoltar navios bloqueados no Golfo.
Israel eleva alerta e promete resposta “com toda a força aérea”
Em meio à crescente instabilidade regional, Israel também se pronunciou. O novo chefe das Forças Armadas israelenses, general Omer Tischler, afirmou que o país está preparado para uma eventual ofensiva contra o Irã.
“Estamos acompanhando atentamente todos os movimentos do Irã e, se formos atacados, responderemos com toda a nossa força aérea”, declarou durante sua cerimônia de posse, substituindo o general Tomer Bar.
A fala reforça o clima de tensão entre os países da região em um cenário já marcado por disputas militares, ameaças e operações navais.
*Com Agências
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