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BRASIL E MUNDO

Tensões aumentam no Golfo após novos ataques; EUA e Irã mantêm discurso de trégua

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As tensões no Oriente Médio voltaram a crescer nesta terça-feira (5), após os Emirados Árabes Unidos afirmarem que foram novamente alvo de ofensivas do Irã. Apesar das novas acusações, o governo dos Estados Unidos sustenta que o cessar-fogo firmado com Teerã segue valendo — mesmo após ações militares dos dois países registradas no Golfo no início da semana.

Em Washington, o presidente norte‑americano Donald Trump voltou a pressionar o regime iraniano. Em declaração à imprensa na Casa Branca, ele pediu que Teerã “aja com inteligência” e busque um entendimento para encerrar a escalada no Golfo Pérsico.

“Eu não quero ter que intervir de novo e matar pessoas”, disse Trump, sem detalhar quais atitudes poderiam ser interpretadas como ruptura formal da trégua anunciada em 8 de abril.

Segundo o republicano, o Irã estaria “brincando” com as negociações e tentando manter um discurso público distinto do que é tratado nos bastidores. Ele insistiu que qualquer acordo deve impedir Teerã de desenvolver armamento nuclear.

“O que não gosto é que falam comigo com respeito e depois vão à TV dizer que não negociam com o presidente. Isso é blefe. Eles sabem que precisam de um acordo”, afirmou, acrescentando em tom de ameaça: “Quando o seu Exército está em ruínas, qualquer país gostaria de negociar.”

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Irã ameaça reagir a navios que desviarem rota no Estreito de Ormuz

A resposta iraniana veio por meio da Guarda Revolucionária, que divulgou comunicado advertindo embarcações que transitam pelo Estreito de Ormuz — corredor estratégico por onde passa boa parte do petróleo mundial.

O Irã determinou que todas as embarcações utilizem exclusivamente a rota definida por Teerã. A mensagem foi direta:

“Qualquer navio que tentar cruzar o Estreito de Ormuz por rotas fora do corredor seguro estará sujeito a uma resposta firme de nossas forças navais”, declarou a corporação, segundo a TV estatal.

A nota foi uma reação imediata à operação americana iniciada na segunda-feira, destinada a escoltar navios bloqueados no Golfo.

Israel eleva alerta e promete resposta “com toda a força aérea”

Em meio à crescente instabilidade regional, Israel também se pronunciou. O novo chefe das Forças Armadas israelenses, general Omer Tischler, afirmou que o país está preparado para uma eventual ofensiva contra o Irã.

“Estamos acompanhando atentamente todos os movimentos do Irã e, se formos atacados, responderemos com toda a nossa força aérea”, declarou durante sua cerimônia de posse, substituindo o general Tomer Bar.

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A fala reforça o clima de tensão entre os países da região em um cenário já marcado por disputas militares, ameaças e operações navais.

*Com Agências

 

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FGC ainda tem R$ 1,83 bilhão parado para credores do grupo Master e alerta para perda de valor sem correção

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O Fundo Garantidor de Créditos (FGC) ainda tem um montante de R$ 1,83 bilhão reservado para investidores e correntistas de instituições ligadas ao grupo Master que ainda não pediram o reembolso. Segundo balanço divulgado nesta terça-feira (14), os recursos ainda podem ser resgatados pelo aplicativo do FGC.

O FGC ressalta que o valor parado no fundo permanece sem nenhuma correção pela inflação desde a liquidação dos bancos. Na prática, quanto mais tempo o beneficiário demora para solicitar o pagamento, menor será o poder de compra do valor recebido.

Como resgatar

As pessoas físicas podem solicitar o reembolso diretamente pelo aplicativo oficial do FGC.

O fundo orienta os beneficiários a manterem as notificações do aplicativo ativadas, pois o sistema pode solicitar informações adicionais para concluir o pagamento.

Quanto falta

O maior volume de pagamentos já foi realizado, mas ainda há recursos disponíveis para milhares de beneficiários.

Nos bancos Master, Master de Investimento e Letsbank, o FGC já desembolsou R$ 40,03 bilhões, o equivalente a 98,54% do total previsto. Ainda restam cerca de R$ 590 milhões para serem retirados.

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Mais de 718 mil credores já receberam os valores, o que representa 93,72% do público estimado.

No caso do banco Pleno, antigo Voiter, foram pagos R$ 4,5 bilhões, correspondentes a 93,93% do total esperado. Permanecem disponíveis cerca de R$ 290 milhões, enquanto aproximadamente 135 mil beneficiários já fizeram o resgate.

Já no Will Bank, o FGC desembolsou R$ 5,75 bilhões, ou 94,69% do montante previsto. Ainda há cerca de R$ 950 milhões à espera dos clientes. Mais de 276 mil beneficiários já receberam os recursos.

O que é

O Fundo Garantidor de Créditos é uma entidade privada, sem fins lucrativos, criada para proteger clientes de instituições financeiras em caso de intervenção ou liquidação.

Quando um banco quebra, o FGC reembolsa depósitos e determinados investimentos até o limite de R$ 250 mil por Cadastro de Pessoas Físicas (CPF) ou Cadastro Nacional de Pessoa Jurídica (CNPJ), por instituição ou conglomerado financeiro. Existe ainda um teto global de R$ 1 milhão em indenizações por CPF ou CNPJ em um período de quatro anos.

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O objetivo é aumentar a segurança dos investidores e preservar a confiança no sistema financeiro.

O que é protegido

A garantia do FGC cobre diversos produtos financeiros, entre eles:

  • conta-corrente;
  • conta-poupança;
  • CDB e RDB;
  • Letras de Crédito Imobiliário (LCI);
  • Letras de Crédito do Agronegócio (LCA);
  • Letras de Câmbio (LC);
  • Letras Hipotecárias (LH);
  • Letras de Crédito do Desenvolvimento (LCD);
  • operações compromissadas com títulos emitidos por instituições financeiras.

Investimentos como ações, fundos de investimento, debêntures, Tesouro Direto e certificados de operações estruturadas (COEs) não são protegidos pelo FGC.

Patrimônio do fundo

O FGC também divulgou um retrato da cobertura do sistema financeiro brasileiro.

Em abril, os depósitos e investimentos elegíveis à garantia somavam R$ 5,58 trilhões. Considerando o limite máximo de cobertura por cliente, o valor efetivamente protegido era de R$ 2,684 trilhões.

Ao fim de 2025, o patrimônio líquido do fundo estava em R$ 123,2 bilhões, uma queda de 12,25% em relação ao ano anterior, reflexo dos pagamentos realizados após a liquidação de instituições financeiras ligadas ao grupo Master.

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