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Educação

Senado aprova criação da Universidade Federal do Norte de Mato Grosso

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Vou preparar uma matéria jornalística detalhada com base nas informações fornecidas sobre a aprovação do projeto para a criação da Universidade Federal da Região Norte de Mato Grosso. A reportagem abordará os pontos cruciais da proposta, incluindo a transferência do campus de Sinop, a autonomia da nova instituição e os próximos passos no processo legislativo.

A Comissão de Educação do Senado deu um passo decisivo para a reorganização do ensino superior público em Mato Grosso ao aprovar o projeto que autoriza a criação da Universidade Federal da Região Norte de Mato Grosso (UFRNMT), estruturada a partir do atual campus de Sinop da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT). A iniciativa, proposta pelo senador Wellington Fagundes (PL), segue agora para análise na Câmara dos Deputados.

A nova instituição será formada com base em toda a estrutura já existente em Sinop: patrimônio, direitos, cursos, estudantes e corpo docente serão automaticamente transferidos para a futura universidade. Até que seu estatuto próprio seja elaborado e aprovado, a UFRNMT funcionará sob as normas vigentes da UFMT e pelas diretrizes federais.

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O modelo previsto é o de autarquia especial vinculada ao Ministério da Educação, o que lhe garante autonomia administrativa e financeira semelhante à estrutura que, anos antes, deu origem à Universidade Federal de Rondonópolis (UFR). O campus manterá seus cursos atuais, ampliará as atividades de pesquisa e continuará executando projetos de extensão voltados à região norte do estado — uma das áreas que mais cresce em população e demanda por qualificação profissional.

Relator da proposta, o senador Carlos Portinho (PL-RJ) destacou que o texto tem caráter autorizativo, mas busca acelerar o cumprimento de metas nacionais para expansão do ensino superior.
“É importante reconhecer que Sinop já funciona como uma universidade, na prática. Essa mudança é administrativa, mas representa avanço para Mato Grosso e para a interiorização da educação pública”, afirmou.

A transição para os estudantes também está prevista no projeto. Todos os acadêmicos atualmente matriculados passarão automaticamente a integrar o corpo discente da nova universidade, sem necessidade de adaptações curriculares ou procedimentos adicionais.

Após a sanção da lei, a instituição terá 180 dias para apresentar ao Ministério da Educação sua proposta de estatuto. O financiamento virá de dotações orçamentárias da União, convênios e outras fontes formais previstas para autarquias federais.

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Se a proposta avançar na Câmara, Mato Grosso poderá ganhar sua terceira universidade federal autônoma, fortalecendo o ensino superior, a pesquisa científica e o desenvolvimento regional do Norte do estado.

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Educação

Alan Porto defende atualização da lei da carreira da Educação para acompanhar transformação das escolas de MT

Candidato a deputado estadual afirma que Lei Complementar 50, criada em 1998, não acompanha a atual estrutura das escolas e precisa ser modernizada

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Ex-secretária de Educação, Alan Porto

O ex-secretário de Estado de Educação de Mato Grosso e candidato a deputado estadual Alan Porto (Republicanos) defende a necessidade de atualização da Lei Complementar nº 50/1998, que estabelece a carreira dos profissionais da Educação Básica do Estado. Para ele, a legislação, criada há quase três décadas, não acompanha as transformações pelas quais passaram as escolas da rede estadual e precisa ser revisada para incorporar novas funções, modelos de ensino e estruturas pedagógicas.

A LC 50/1998, que tem como objetivo organizar e estruturar a carreira dos profissionais da Educação Básica, incluindo professores, profissionais de suporte pedagógico e servidores das áreas administrativa e de apoio, já recebeu diversas alterações ao longo dos anos, entre elas mudanças promovidas pela Lei Complementar nº 807, de 2024.

Na avaliação de Alan Porto, porém, as mudanças pontuais não são suficientes para adequar o marco legal à realidade atual da rede estadual. “Precisamos melhorar a Lei Complementar 50. Uma lei obsoleta, que não representa a atual estrutura organizacional dentro da escola de Mato Grosso”, afirma.

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Como exemplo, o ex-secretário cita a presença de equipes psicossociais nas unidades escolares. Segundo ele, profissionais como psicólogos e assistentes sociais passaram a fazer parte da realidade das escolas, mas não estão adequadamente contemplados na estrutura estabelecida pela legislação original (LC 50/1998).

Alan Porto, que esteve à frente da Seduc no período de 2019 a 2026, destaca as mudanças nos modelos educacionais adotados pela rede estadual a partir de 2019. Entre elas estão as escolas vocacionadas, as unidades de tempo integral e a ampliação de atividades curriculares, como projetos de vida, protagonismo juvenil e grêmios estudantis. “Nossas leis precisam ser ajustadas a esse novo momento”, defende

Legado na Educação

A proposta é apresentada por Alan Porto como uma das razões para sua candidatura à Assembleia Legislativa. Na avaliação do ex-secretário, a atuação parlamentar será fundamental para garantir continuidade das políticas implementadas em Mato Grosso nos últimos anos, que incluem uma série de investimentos em infraestrutura, tecnologia, alimentação, material didático moderno e novos modelos pedagógicos. “Precisamos proteger esse legado”, afirma.

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Entre os resultados utilizados pelo ex-secretário para sustentar essa avaliação está a evolução de Mato Grosso no Ideb. De acordo com dados divulgados pelo Ministério da Educação, o Mato Grosso passou da 22ª posição nacional em 2019 para a 6ª colocação em 2026.

O ex-secretário destaca que ainda existem desafios a serem enfrentados e que nem todas as mudanças poderiam ser concluídas em sete anos. “Temos ações ainda que precisam avançar, mas nesse caminho que estamos seguindo, eu não tenho dúvida nenhuma que nos próximos anos nós teremos a melhor educação do Brasil”, declara.

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