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cultura

The Xomanos celebra raízes cuiabanas em ensaio que exalta identidade do rock regional

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The Xomanos no Viaduto da Sefaz-MT

A banda cuiabana The Xomanos voltou a movimentar a cena musical ao transformar alguns dos locais mais emblemáticos da capital em cenário para uma nova sessão de fotos que celebra a cultura mato-grossense e reafirma a presença do rock no centro-oeste brasileiro. O ensaio percorreu cartões-postais que refletem a essência da cuiabania e conectam arte, urbanidade e memória.

Entre os espaços escolhidos estão o viaduto da Secretaria de Fazenda, popularmente conhecido como “Hot Wheels”, marcado por murais coloridos de artistas locais; a escadaria do Beco Alto, no Centro Histórico, um dos pontos mais tradicionais de convivência e expressão urbana; e a Ponte Júlio Müller, a “Ponte Velha”, que simboliza a ligação entre diferentes momentos da história cuiabana.

A proposta, segundo a banda, vai além da estética. O objetivo foi ocupar esses locais com atitude e simbolismo, mostrando que o rock também nasce de raízes regionais e dialoga diretamente com o território. “Cuiabá tem cor, tem história, tem calor… e isso também é rock”, afirmaram os integrantes.

A combinação entre guitarras, visual marcante e elementos culturais locais é uma marca do grupo, que aposta na construção de uma identidade própria dentro do cenário independente. A escolha dos pontos para o ensaio reflete essa fusão cultural: o urbano que pulsa no viaduto, a memória preservada no centro histórico e a conexão territorial materializada na antiga ponte.

O projeto faz parte da fase de expansão da banda, que desenvolve novas produções por meio do apoio da Política Nacional Aldir Blanc (PNAB), via Secretaria de Estado de Cultura, Esporte e Lazer (SECEL-MT). Para o grupo, esse tipo de iniciativa reforça a importância de valorizar artistas locais e fortalecer a criação cultural enraizada na identidade mato-grossense.

Os bastidores do ensaio ganharam repercussão nas redes sociais, aumentando a expectativa para o próximo lançamento do The Xomanos: um álbum previsto para 2026, com quatro faixas inéditas. A nova produção promete intensificar ainda mais a mistura de regionalidade, energia e autenticidade que caracteriza o som da banda.

Dez anos de estrada e um novo capítulo

Em 2026, o The Xomanos completa uma década de trajetória. Formado por Tiago Massu (vocal), Elvis Vilas Boas (guitarra), Saulo Vila Nova (baixo) e Styven Barros (bateria), o grupo se consolidou como um dos nomes mais relevantes do pop/rock cuiabano ao unir sonoridades contemporâneas a ritmos locais como rasqueado e lambadão — criando uma linguagem que dialoga com diferentes públicos sem perder sua essência regional.

Com presença crescente no cenário independente, o quarteto se prepara para marcar a data com um EP comemorativo e seguir levando a energia do rock cuiabano para novos espaços — nas ruas, nos palcos e na identidade de quem reconhece suas raízes.

O rock feito em Cuiabá está mais vivo do que nunca — e o The Xomanos parece pronto para amplificar ainda mais essa voz.

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cultura

Museu do Morro da Caixa D’Água Velha reúne dois importantes nomes da poesia visual brasileira

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A capital mato-grossense receberá, entre os dias 7 e 21 de junho, uma rara oportunidade de imersão na poesia visual contemporânea. O Museu do Morro da Caixa D’Água Velha abre simultaneamente as exposições Convergências, de Tchello D’Barros, e Divergências – Cada leitor é o verdadeiro autor da poesia de cada poema, de Juliano Lobato, reunindo 60 obras de dois artistas reconhecidos por suas contribuições à arte experimental brasileira. Com entrada gratuita e classificação livre, a programação reforça o protagonismo histórico de Mato Grosso na poesia visual e transforma o público em participante ativo da criação artística.

Ao reunir 30 obras de cada artista, a iniciativa reafirma o papel do Museu do Morro da Caixa D’Água Velha como espaço de difusão cultural, reflexão e aproximação entre a produção artística contemporânea e a comunidade.

A exposição Convergências, de Tchello D’Barros, apresenta trabalhos que exploram as relações entre imagem, palavra e percepção visual. Reconhecido nacional e internacionalmente, o artista possui trajetória consolidada no campo da poesia visual, com participação em exposições, publicações e projetos culturais desenvolvidos em diversos países.

Já Divergências, de Juliano Lobato, propõe uma experiência baseada na liberdade interpretativa do observador. Artista visual, poeta experimental, curador e pesquisador da linguagem visual, Lobato desenvolve há mais de três décadas uma produção vinculada aos Poemas Sem Palavras, ao Intensivismo e aos desdobramentos contemporâneos do Poema-Processo.

Embora partam de influências estéticas distintas, as duas exposições compartilham uma mesma proposta: transformar o visitante em participante ativo da experiência artística. Sem títulos explicativos ou narrativas fechadas, as obras convidam o público a construir seus próprios significados, assumindo o papel de coautor da poesia presente em cada trabalho.

Para Juliano Lobato, os Poemas Sem Palavras dialogam diretamente com os princípios do Poema-Processo, movimento que compreende a leitura como parte essencial da obra. “Cada leitor é o verdadeiro autor da poesia de cada poema. O artista cria a estrutura visual, mas a poesia se completa quando encontra o olhar, a memória e a experiência de quem observa”, afirma.

A proposta também evidencia a relevância histórica de Mato Grosso para os movimentos experimentais da poesia visual brasileira. O estado mantém forte ligação com artistas e pesquisadores que contribuíram para a consolidação de linguagens inovadoras no cenário nacional, entre eles Wlademir Dias-Pino, Rubens de Mendonça e Silva Freire, referências fundamentais para diferentes gerações de criadores.

A realização simultânea das exposições reforça o compromisso da Prefeitura de Cuiabá com a democratização do acesso à cultura e a valorização dos equipamentos públicos como espaços permanentes de formação, convivência e difusão artística.

Administrado pelo município, o Museu do Morro da Caixa D’Água Velha vem ampliando sua programação cultural e consolidando sua atuação como centro de preservação da memória e promoção das artes. Além de exposições de diferentes linguagens, o espaço desenvolve ações educativas voltadas a estudantes e visitantes de diversas regiões do estado.

Nos últimos meses, o museu recebeu iniciativas de destaque, como a exposição coletiva Unidos pela Arte, que reuniu mais de 20 artistas mato-grossenses, além de atividades vinculadas ao projeto Caminhos da Cultura, fortalecendo sua vocação de aproximar a população do patrimônio histórico, da produção artística contemporânea e das múltiplas manifestações culturais de Mato Grosso.

Para Juliano Lobato, apresentar a exposição em Cuiabá tem significado especial. “Cuiabá ocupa um lugar importante na história da poesia visual brasileira, sendo berço de artistas e movimentos que influenciaram gerações. Expor essas obras ao público é uma forma de reconhecer essa herança cultural e fortalecer o diálogo entre a produção contemporânea e a comunidade.”

“Além de apresentar ao público a produção contemporânea de dois importantes nomes da poesia visual brasileira, as exposições também buscam aproximar os mato-grossenses do legado de Wlademir Dias-Pino, referência internacional da arte e da literatura experimental e um dos principais expoentes das vanguardas poéticas surgidas em Mato Grosso”, destaca Lobato.

E conclui: “A mostra contribui para valorizar um patrimônio cultural que nasceu no estado e continua influenciando artistas e pesquisadores em diversas partes do mundo.”

SERVIÇO

Exposição: CONVERGÊNCIAS
Artista: Tchello D’Barros

Exposição: DIVERGÊNCIAS – Cada leitor é o verdadeiro autor da poesia de cada poema
Artista: Juliano Lobato

Período: 7 a 21 de junho de 2026

Local: Museu do Morro da Caixa D’Água Velha, Cuiabá/MT

Entrada: Gratuita

Classificação: Livre

 

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