Saúde
SES monitora casos de meningite e reforça importância da vacinação
A Secretaria de Estado de Saúde de Mato Grosso (SES-MT) acompanha e monitora a situação epidemiológica dos casos de meningite no Estado, por meio da Vigilância Epidemiológica, em articulação com os municípios, Escritórios Regionais de Saúde e serviços de saúde.
Conforme dados atualizados pelo Sistema de Informação de Agravos de Notificação (Sinan) no final da tarde de terça-feira (28.4), foram confirmados 29 casos de meningite e 8 óbitos pela doença em Mato Grosso. Em relação aos óbitos, o número anteriormente informado era de 6 óbitos, mas passou para 8 após atualização do sistema oficial de notificação, que incorporou os óbitos registrados no município de Sinop.
Para fins de comparação, foram registrados 22 casos em 2024 e 25 casos em 2025, considerando o mesmo recorte até abril de cada ano. Em anos anteriores, foram registrados 25 óbitos em 2024 e 18 óbitos em 2025, considerando os anos completos. Os dados mostram que a ocorrência de casos em 2026, de acordo com o acompanhamento da Vigilância, não caracteriza surto.
“Até o momento, não há indicação de surto ou transmissão comunitária de meningite em Mato Grosso. No município de Sinop, a situação segue em acompanhamento, sem registro de novos casos além das notificações iniciais informadas pela vigilância”, declarou o secretário de Estado de Saúde, Juliano Melo.
A meningite pode ser causada por diferentes agentes, como vírus, bactérias, fungos e outros microrganismos. Por isso, nem todo caso de meningite é meningocócico e nem toda situação exige as mesmas medidas de controle. As ações de vigilância dependem da investigação epidemiológica, da classificação do caso, da identificação do agente causador, da avaliação dos contatos próximos e da existência ou não de vínculo entre os casos.
Orientação
Neste momento, a orientação da SES é para reforçar a vacinação de rotina prevista no Calendário Nacional de Vacinação, especialmente para crianças e adolescentes, com busca ativa de pessoas com esquema vacinal incompleto.
O Sistema Único de Saúde (SUS) oferta gratuitamente a vacina contra a meningite C, aplicada em bebês entre 3 e 5 meses de vida, e a vacina contra as meningites A, C, W, Y, aplicada como reforço preferencialmente aos 12 meses, podendo ser administrada até os 4 anos, 11 meses e 29 dias. A ACWY também pode ser aplicada como dose única ou complementar em adolescentes entre 11 e 14 anos. A cobertura vacinal contra a meningite C em menores de 1 ano é de 98,72% em Mato Grosso.
Os imunizantes previstos pelo Programa Nacional de Imunizações estão disponíveis nas Unidades Básicas de Saúde, conforme os públicos e faixas etárias definidos pelo Ministério da Saúde.
“A população deve manter a caderneta de vacinação atualizada e procurar atendimento de saúde imediatamente diante de sinais como febre alta, dor de cabeça intensa, rigidez na nuca, vômitos, sonolência, confusão mental, convulsões, manchas vermelhas ou arroxeadas na pele ou piora rápida do estado geral. Em lactentes e crianças pequenas, também devem ser observados irritabilidade intensa, choro persistente, recusa alimentar, vômitos, sonolência ou letargia e abaulamento da fontanela [quando a moleira da cabeça do bebê fica estufada]”, alertou a secretária adjunta de Vigilância e Atenção à Saúde da SES, Alessandra Moraes.
A SES ainda orienta que a população evite automedicação e não utilize antibióticos ou medicamentos preventivos sem orientação profissional. A quimioprofilaxia, quando indicada, é direcionada aos contatos próximos definidos pela vigilância epidemiológica, conforme critérios técnicos.
A Secretaria continuará acompanhando a situação, monitorando os dados oficiais e prestando apoio técnico aos municípios para notificação, investigação, coleta de amostras, avaliação de contatos, medidas de prevenção e comunicação de risco.
Cuiabá
Cuiabá registra queda de 88% nos casos de Covid-19 e alta de 75% nas notificações de influenza
A Secretaria Municipal de Saúde (SMS) de Cuiabá divulgou, na sexta-feira (31), o Boletim Epidemiológico de Vigilância dos Vírus Respiratórios, que reúne dados das semanas epidemiológicas 1 a 29 de 2026, compreendendo o período de 4 de janeiro a 25 de julho. O levantamento aponta uma queda expressiva nos casos de Covid-19 na comparação com o mesmo intervalo do ano passado, enquanto as notificações de influenza A e B apresentaram crescimento, comportamento considerado esperado para esta época do ano.
Segundo o documento, foram confirmados 121 casos de Covid-19 na capital, sendo 96 em moradores de Cuiabá e 25 em pacientes de outros municípios. No período, a doença causou cinco óbitos, dois deles de residentes da cidade e três de outras localidades. A taxa de mortalidade entre os moradores da capital permaneceu classificada como muito baixa, com 0,29 óbito por 100 mil habitantes.
Na comparação com as semanas epidemiológicas 1 a 29 de 2025, quando foram notificadas 1.043 ocorrências, a capital registrou uma redução de 88,39% nos casos de Covid-19.
Influenza em alta
Por outro lado, o boletim mostra aumento das notificações de influenza A e B. Foram contabilizados 2.386 casos no período, sendo 1.858 entre residentes de Cuiabá e 528 em pacientes de outros municípios. Também foram confirmados 21 óbitos relacionados à doença, dos quais 16 ocorreram entre moradores da capital.
O crescimento é de 74,95% em relação ao mesmo período de 2025, quando foram registrados 1.062 casos entre residentes. A Vigilância Epidemiológica atribui o cenário à maior circulação dos vírus respiratórios, à baixa cobertura vacinal e à ampliação da oferta de exames em 2026. O boletim destaca ainda que boa parte das notificações vem da rede privada de saúde.
Diante do quadro, a SMS reforça que a vacina contra a influenza está disponível nas 72 Unidades de Saúde da Família (USFs) de Cuiabá. A imunização é destinada aos grupos prioritários: idosos com 60 anos ou mais, crianças de 6 meses a menores de 6 anos, gestantes, puérperas, trabalhadores da saúde e professores. A vacinação é a principal forma de prevenção contra as complicações provocadas pelo vírus e contribui para reduzir internações e óbitos.
As crianças de até 6 anos seguem como o grupo mais afetado pela influenza, com 966 casos registrados. Em seguida aparecem pessoas de 15 a 59 anos, com 673 casos, e crianças e adolescentes de 7 a 14 anos, com 572 notificações. Entre idosos com 60 anos ou mais, foram registrados 175 casos.
SRAG
O levantamento também traz dados sobre a Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG). Entre as semanas epidemiológicas 1 e 29, foram registrados 1.463 casos hospitalizados, dos quais 1.043 eram residentes de Cuiabá. Desse total, 970 pacientes receberam alta hospitalar, 373 permaneciam em investigação e foram contabilizados 120 óbitos.
Em relação às internações por Covid-19, foram registrados 27 casos de SRAG, com cinco óbitos. Já a influenza foi responsável por 332 internações por SRAG, resultando em 21 mortes, sendo 16 entre moradores de Cuiabá. A maioria dos óbitos ocorreu entre idosos com mais de 60 anos.
A Secretaria Municipal de Saúde orienta que pessoas com sintomas gripais mantenham os cuidados para evitar a transmissão dos vírus respiratórios, como higienizar frequentemente as mãos, cobrir o nariz e a boca ao tossir ou espirrar e procurar atendimento médico em caso de sinais de agravamento, como falta de ar, febre persistente e dificuldade para respirar. A população pertencente aos grupos prioritários também deve aproveitar a disponibilidade da vacina nas USFs para garantir proteção contra a influenza.
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