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Saúde

Hospital Central celebra 100 dias de funcionamento e marca “revolução” na saúde pública de Mato Grosso

Nesse período, o Hospital já realizou mais de 2.600 consultas em sete especialidades médicas, mais de 15.400 exames, além de 290 cirurgias

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“Um marco para a área da saúde de Mato Grosso”, disse o ex-secretário de Estado de Saúde, Gilberto Figueiredo, ao comemorar os 100 dias de atendimento do Hospital Central de Alta Complexidade. A unidade, que entrou em operação no dia 19 de janeiro de 2026, atende pelo SUS (Sistema Único de Saúde) e é administrada pelo Hospital Israelita Einstein, garantindo que a população do estado tenha acesso gratuito aos melhores serviços de saúde disponíveis no mundo.

O hospital foi inaugurado após 34 anos de espera. “Cumprimos o compromisso de concluir a obra e entregar o hospital para a população de Mato Grosso, que merece ter o melhor atendimento em saúde pública, com os melhores equipamentos e uma equipe altamente técnica e humanizada”, destaca Gilberto Figueiredo.

Em 100 dias, o Hospital Central de Alta Complexidade já realizou mais de 2.600 consultas em sete especialidades médicas, mais de 15.400 exames de imagem e análises clínicas, além de 290 cirurgias, incluindo procedimentos robóticos. Mais de dois mil profissionais atuam na unidade, entre médicos, enfermeiros, técnicos e especialistas.

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Paralisada por 34 anos, a estrutura foi ampliada de 9 mil m² para 32 mil m² de área construída, visando atender às demandas de alta complexidade do estado. A unidade conta com 287 leitos, sendo 191 de enfermaria e 96 de cuidados intensivos, entre eles 60 de Unidade de Terapia Intensiva (UTI). São 10 salas cirúrgicas e 1 sala híbrida com hemodinâmica, além de um sistema robótico para cirurgias minimamente invasivas.

A unidade foi totalmente reprojetada e construída com o mesmo padrão de qualidade dos melhores hospitais do país para atender a população de Mato Grosso pelo SUS, de forma 100% gratuita.

“A entrada em operação do hospital é apenas mais uma etapa da revolução e do salto de qualidade que saúde pública de Mato Grosso passou nos últimos sete anos”, conclui o ex-secretário.

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Novas máquinas de hemodiálise contínua entram em operação no Hospital Central de Mato Grosso

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O Hospital Central de Alta Complexidade de Mato Grosso é a primeira unidade do Sistema Único de Saúde (SUS) do estado com equipamentos de hemodiálise contínua em operação. O uso dessas máquinas visa garantir mais estabilidade aos pacientes com quadros graves que passaram por procedimentos de alta complexidade, como cirurgias cardíacas e neurocirurgias.

Ao todo, a unidade conta com cinco equipamentos – dois na UTI Pediátrica e três na UTI Adulta -, responsáveis por assumir temporariamente o trabalho dos rins quando eles deixam de funcionar adequadamente, ajudando a manter o organismo em equilíbrio. Porém, o que uma máquina convencional faz num período curto, de cerca de 4h, os novos equipamentos do Hospital Central realizam por prazos de até 72 horas, de forma contínua. Esse período mais longo dá mais estabilidade ao organismo do paciente, o que contribui para uma recuperação mais assertiva.

“Quando você retira muito rápido sangue e toxinas do organismo, o estado de saúde do paciente grave pode piorar e, muitas vezes, é preciso interromper o tratamento. Com essa máquina, é possível fazer essa retirada de forma mais lenta e segura. Isso dá tempo para que os antibióticos façam efeito e para que a equipe consiga estabilizar o organismo do paciente, aumentando as chances de ele atravessar esse período crítico com mais segurança”, esclarece o coordenador médico da UTI Adulta, Eduardo Gomes.

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O procedimento de hemodiálise pode, por exemplo, causar pressão baixa nos pacientes, dentre outras variáveis que descompensam o organismo. No caso de pacientes em quadro crítico, perfil atendido pelo Hospital Central, alterações dessa natureza, quando acontecem de forma mais abrupta, podem tornar o caso ainda mais grave, ampliando o risco. Já com as máquinas de diálise contínua, a chance de instabilidade diminui.

“O paciente no pós-operatório de uma cirurgia cardíaca, por exemplo, já passou por um procedimento complexo e de alto risco. Quando os rins não conseguem funcionar adequadamente, fazer a diálise de forma convencional pode ser mais difícil, porque ele ainda está em um momento de grande fragilidade. Com esse equipamento, a retirada de líquidos acontece de maneira lenta e contínua, o que traz mais segurança durante o tratamento”, acrescenta Eduardo Gomes.

O equipamento também pode auxiliar na retirada do excesso de gás carbônico do organismo. O recurso é importante para pacientes com problemas pulmonares graves, nos quais os pulmões não conseguem eliminar adequadamente esse gás, que se acumula no sangue e agrava o quadro clínico. Com a nova tecnologia, essa remoção pode ser feita de forma contínua e controlada, ampliando o suporte oferecido aos pacientes em estado crítico.

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Para a entrada em funcionamento dos equipamentos, profissionais do Hospital Central passaram por uma qualificação técnica, com a fabricante, e com a equipe do Einstein Hospital Israelita, organização filantrópica responsável pela gestão da unidade pública

“Preparamos os profissionais para utilizar os novos equipamentos e, também, para aplicar protocolos e práticas assistenciais já adotados pelo Einstein. O objetivo foi padronizar o cuidado e garantir aos usuários do SUS de Mato Grosso o mesmo padrão de excelência assistencial que orienta a atuação da organização”, frisa a diretora do Hospital Central, Alessandra Bokor.

O Hospital Central de Alta Complexidade é uma unidade pública de saúde que atende pacientes do SUS de Mato Grosso, encaminhados pela Central Estadual de Regulação.

Confira neste link um vídeo sobre o funcionamento do equipamento.

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