Cuiabá
Dia das Crianças deve movimentar R$ 122 milhões no comércio de Cuiabá
A expectativa é de um Dia das Crianças aquecido para o varejo cuiabano. Levantamento do Núcleo de Inteligência de Mercado da Câmara de Dirigentes Lojistas de Cuiabá (CDL Cuiabá) estima que cerca de 310 mil consumidores devem circular pelas lojas da capital em busca de presentes, o que representa uma injeção de aproximadamente R$ 122 milhões na economia local. Para chegar aos números, a pesquisa ouviu 420 pessoas de todas as regiões da cidade, com margem de erro de 5%.
O presidente da CDL Cuiabá, Júnior Macagnam, avalia o desempenho esperado deste ano como superior ao registrado em 2025. “O levantamento aponta que o valor médio que os consumidores pretendem gastar é de R$ 391,88. E a organização para as compras continua prevalecendo, com 60% do público fazendo as compras de forma planejada”, explicou.
O levantamento revela ainda que a intenção de presentear cresceu: 65% dos entrevistados dizem que pretendem comprar algum mimo neste ano, ante 55,3% no ano passado. Já entre os 35% que não devem ir às compras ou não responderam, a justificativa mais citada é a falta de orçamento, apontada por 26,3%.
Planejamento marca a corrida aos presentes
Entre quem pretende presentear, 41,4% planejam gastar mais do que em 2025, enquanto 35,5% devem manter o mesmo valor e 23,1% pretendem reduzir os gastos. A maioria dos consumidores, 44,3%, quer comprar entre um e dois itens.
O comportamento de compra também foi mapeado: 60,1% dos entrevistados dizem se organizar com antecedência, 30,4% deixam para a véspera e 9,5% resolvem no próprio dia. As lojas físicas seguem como a principal preferência, citadas por 74% dos participantes, superando a internet, que aparece em 25,3% das respostas.
Na hora de escolher onde comprar, o consumidor valoriza a possibilidade de ver o produto (22,6%), a qualidade e a confiança na marca (16,2%) e a propaganda e as promoções (16,1%).
Brinquedos e jogos lideram a lista de intenções de compra, com 29,4% das preferências, seguidos por vestuário (21,3%) e calçados (13,4%). No momento do pagamento, o cartão de crédito é o meio favorito, escolhido por 50,2%, à frente do Pix (32,6%) e do cartão de débito (11%).
Cuiabá
Maysa Leão cobra Prefeitura sobre fila de 24 mil pessoas à espera de atendimento em saúde mental
A vereadora Maysa Leão (Republicanos) cobrou, durante a sessão desta terça-feira (29), na Câmara de Cuiabá, respostas da Prefeitura para a fila de cerca de 24 mil pessoas que aguardam atendimento psiquiátrico e psicoterápico no município. Por meio de requerimento de informação, a parlamentar questionou a Secretaria Municipal de Saúde sobre quais medidas serão adotadas para reduzir a espera e ampliar o atendimento em saúde mental.
No encerramento do Setembro Amarelo, Maysa alertou que o sofrimento psíquico acontece durante todo o ano e relatou o caso de uma jovem de 23 anos, com transtorno bipolar e depressão profunda, que procurou ajuda na Policlínica do Coxipó, em unidade básica de saúde e no CAPS. Segundo o relato recebido pelo gabinete, mesmo após buscar atendimento em diferentes pontos da rede, a jovem não recebeu a assistência necessária e acabou tirando a própria vida.
“Essa menina procurou ajuda. Passou por vários pontos da nossa rede, pediu socorro e não teve o atendimento de que precisava. A mãe guarda até hoje os prontuários e as cartas da filha. A minha filha tem 22 anos. Eu não consigo imaginar o tamanho da dor dessa mãe. E não consigo olhar para uma fila de 24 mil pessoas e tratar isso apenas como um número”, afirmou Maysa.
A vereadora também citou o caso da mãe da jornalista Janaiara, que morreu por suicídio e, segundo o relato apresentado por Maysa, recebeu uma mensagem da Prefeitura informando sobre sua consulta dois anos depois da morte. “Não estamos falando apenas de uma fila. Estamos falando de pessoas que estão sofrendo e procurando o poder público porque precisam de ajuda. Depressão é doença e precisa ser tratada como doença. Quem tem diabetes ou um problema cardíaco procura atendimento e não é questionado. Quem tem depressão também precisa ser acolhido, atendido e respeitado”, destacou.
Maysa reforçou que o debate sobre saúde mental não pode terminar com o Setembro Amarelo. “A depressão, o sofrimento psíquico e o risco de suicídio acontecem nos 365 dias do ano. Eu quero saber o que o município de Cuiabá está fazendo para resolver essa fila de 24 mil pessoas que esperam por atendimento psiquiátrico e psicoterápico. Essa é a pergunta que eu faço hoje e que precisa de uma resposta”, finalizou.
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