Cuiabá
Adoções superam resgates em Cuiabá e canil municipal registra marco inédito
Pela primeira vez na atual gestão do prefeito Abilio Brunini, o canil da Prefeitura de Cuiabá viu mais animais saírem para novos lares do que chegaram por resgates. Entre agosto e setembro, 35 cães foram adotados, enquanto 15 foram levados ao espaço após resgates no mesmo período. O dado foi divulgado pela Secretaria Adjunta de Bem-Estar Animal (BEA) e aponta um resultado considerado histórico nas ações de adoção responsável do município.
O desempenho, segundo a pasta, é fruto do fortalecimento do trabalho de adoção, da divulgação mais ampla dos animais disponíveis e do engajamento da população. A estratégia do BEA tem buscado aproximar os cães da comunidade e multiplicar as chances de que encontrem famílias dispostas a acolhê-los de forma responsável.
Para a secretária-adjunta de Bem-Estar Animal, Milena Cavalieri, o resultado vai além do número de saídas do canil. Em avaliação dela, cada adoção representa uma transformação na vida do animal e também de quem o recebe. “Estamos empenhados em trabalhar cada vez mais na ressocialização dos cães, preparando-os para que possam encontrar novas famílias e viver uma nova história. Cada adoção representa muito mais do que a saída de um animal do canil: representa a oportunidade de um recomeço, de uma nova família feliz e de uma vida com mais cuidado, amor e dignidade”, afirmou.
Milena reforçou ainda que a passagem pelo canil é uma etapa de preparação, e não um destino final para os animais resgatados. “O canil não é o fim da história desses animais, é o começo de um recomeço. Por isso, seguimos trabalhando para que cada cão tenha a oportunidade de encontrar um lar responsável e transformar, também, a vida de quem decide adotá-lo”, completou.
Com o saldo positivo de 20 animais no período, a prefeitura destaca que o resultado confirma a importância da adoção responsável e da participação da população, condições que garantem a mais cães a chance de viver em ambiente familiar, com cuidado, proteção e afeto.
Cuiabá
Consultório na Rua de Cuiabá soma mais de 4,7 mil atendimentos
Cuiabá registrou 4.714 atendimentos a pessoas em situação de rua entre janeiro e 23 de setembro deste ano, por meio do Consultório na Rua, serviço mantido pela Secretaria Municipal de Saúde (SMS), via Secretaria Adjunta de Atenção Primária. Os registros estão documentados no sistema e-SUS PEC.
Hoje, 1.907 pessoas em situação de rua estão cadastradas no serviço. Do total de atendimentos realizados em 2026, 3.665 foram destinados a homens e 1.049 a mulheres. Embora o atendimento acolha todas as faixas etárias, a maior parte dos usuários tem entre 40 e 64 anos.
O Consultório na Rua é uma estratégia da Atenção Primária à Saúde que leva o cuidado diretamente aos territórios onde vive essa população. A proposta é reduzir as barreiras de acesso ao SUS e garantir acompanhamento contínuo para pessoas que, com frequência, encontram dificuldades para chegar às unidades convencionais de saúde.
Duas equipes percorrem os territórios de segunda a sexta-feira, das 7h às 19h. O quadro reúne médicos, enfermeiros, técnicos de enfermagem, assistentes sociais, psicólogos e profissionais de saúde bucal. Entre os serviços disponíveis estão consultas, curativos, testagens rápidas, coleta de exames para investigação de tuberculose, acompanhamento de tratamentos, distribuição de insumos de prevenção e encaminhamentos para outros pontos da rede de saúde e da assistência social.
Para a secretária municipal de Saúde, Deisi Bocalon, a atuação direta no território é o que aproxima o poder público de quem mais precisa. “O Consultório na Rua é uma estratégia importante para garantir que o atendimento chegue até as pessoas que mais precisam. A equipe vai até onde essa população está, identifica as necessidades e oferece o cuidado necessário, além de fazer os encaminhamentos para os demais serviços da rede. É uma forma de ampliar o acesso à saúde e fortalecer o atendimento do SUS”, afirmou.
A secretária adjunta de Atenção Primária, Cinara Brito, reforça que o trabalho vai além do momento da abordagem. Segundo ela, o cuidado se estende no tempo e se conecta a outros serviços. “A equipe consegue acompanhar o usuário no próprio território, identificar as demandas e construir os encaminhamentos necessários. O atendimento começa na rua, mas o cuidado pode continuar em outros pontos da rede, de acordo com a necessidade de cada pessoa”, explicou.
Além de consultas e procedimentos, os profissionais desenvolvem ações de prevenção, monitoramento de doenças e orientação em saúde. Quando necessário, os usuários são direcionados a unidades básicas, serviços especializados e demais equipamentos da rede municipal.
O serviço também mantém articulação com a assistência social, o que permite que as equipes atuem de forma integrada diante das diferentes demandas apresentadas pela população atendida.
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