CARROS E MOTOS
Tecnologia e robustez: Nova RAM Dakota faz pré-lançamento em Cuiabá
Capital com uma das maiores proporções de picapes do Centro-Oeste foi escolhida para apresentar a nova Dakota, modelo que marca a entrada da RAM no segmento de médias no Brasil. A apresentação do novo modelo foi na Domani Prime
Cuiabá é hoje um dos mercados mais representativos de caminhonetes do Centro-Oeste. Até julho de 2025, a capital mato-grossense contabilizava 73.142 caminhonetes e camionetas em circulação, o que corresponde a cerca de 14% de toda a frota de veículos do município, segundo o Detran-MT. Foi nesse contexto que a RAM escolheu a cidade como uma das estratégicas para o pré-lançamento da nova Dakota, apresentado na última semana, na concessionária Domani Prime.
O lançamento da nova Dakota marca a entrada da RAM no segmento de picapes médias no Brasil, movimento que amplia a atuação da marca no país, até então concentrada principalmente nas picapes full size e, mais recentemente, na Rampage.
Para quem passa horas ao volante, a discussão deixou de ser apenas potência. Conforto, estabilidade e segurança passaram a pesar tanto quanto força. Segundo Anderson Yves, diretor comercial do Grupo Domani, essa mudança é perceptível no dia a dia das concessionárias. “Mato Grosso tem esse DNA de quem abriu o estado com picapes robustas, mas hoje o cliente exige também conforto e tecnologia. Como muitos produtores moram em Cuiabá, eles buscam um veículo que una a força necessária para o campo com o luxo da cidade. No fim, o que esse público quer é performance, status e a sensação de colocar a chave escrita RAM em cima da mesa”, afirma.
A nova Dakota é equipada com motor 2.2 turbo diesel de 200 cavalos e transmissão automática de oito marchas, combinação pensada para oferecer torque elevado para carga e reboque sem sacrificar eficiência. O conjunto é o mesmo nas duas versões apresentadas: Warlock e Laramie.
Em deslocamentos por estradas de terra, onde a visibilidade costuma ser limitada, recursos de assistência ao motorista ganham papel central. A picape oferece câmera 360 graus, alerta de saída de faixa, controle de cruzeiro adaptativo, leitor de sinalização e sistema anticolisão, tecnologias que ajudam a reduzir riscos em percursos longos e irregulares.
Outro ponto destacado é a suspensão. Descrita como alta e bem calibrada, ela busca equilibrar robustez para o trabalho e conforto para o uso diário. A proposta é atender tanto quem passa o dia em áreas rurais quanto quem utiliza o veículo em centros urbanos como Cuiabá.
A versão Warlock, voltada ao uso mais severo, traz pneus mais altos e configuração pensada para terrenos acidentados. Já a Laramie, aposta em acabamento mais sofisticado e perfil mais urbano. Ambas contam com recursos de tração que facilitam a transposição de obstáculos. Segundo a Domani, a Dakota se posiciona entre as picapes médias com maior espaço de caçamba e capacidade de carga, mirando consumidores que hoje utilizam modelos tradicionais do segmento, como Hilux, Ranger e S10.
A escolha de Cuiabá para o pré-lançamento reflete o peso de Mato Grosso no mercado de picapes, impulsionado pelo agronegócio e pelo alto volume de vendas para o campo. Em 2024, a Rampage se consolidou como a picape premium mais vendida do Brasil, movimento puxado em grande parte pelo setor agro, o que reforçou a estratégia da RAM de ampliar presença em segmentos intermediários.
“A Domani tem 30 anos de atuação no estado e uma relação muito próxima com o produtor rural. No agro, pós-venda não é detalhe. Um veículo parado por falta de peça significa prejuízo. Por isso, estrutura e atendimento fazem diferença na decisão de compra”, acrescenta Yves.
O modelo, que estará disponível para test-drive ainda este mês na Domani Prime, já está em fase de pré-reserva e as primeiras unidades devem começar a ser entregues a partir de março, etapa que marca oficialmente a chegada da Dakota ao mercado brasileiro e a entrada da RAM no segmento de picapes médias. A nova Dakota integra a estratégia do Grupo Stellantis de ampliar a atuação da RAM no Brasil, posicionando a marca entre as picapes compactas e as de grande porte.
GRUPO DOMANI
Com três décadas de atuação no mercado automotivo, o Grupo Domani é uma empresa genuinamente mato-grossense e hoje se consolida como a maior rede de concessionárias do estado. Fundado em 1996, em Várzea Grande, o grupo reúne atualmente quatro lojas Fiat — em Várzea Grande, Cuiabá, Tangará da Serra e Cáceres — e três unidades Prime das marcas RAM e Jeep, localizadas em Cuiabá, Várzea Grande e Rondonópolis, além de departamentos especializados que ampliam sua presença no setor e oferecem soluções completas para a compra de veículos. Recentemente, ampliou seu portfólio com a Leapmotor, reforçando seu compromisso com a transição energética e a mobilidade sustentável.
CARROS E MOTOS
Seguro tradicional x proteção veicular: quais são as diferenças?
Escolher uma forma de proteção para o veículo exige mais do que comparar valores mensais. Em muitos casos, a decisão envolve entender regras contratuais, critérios de aceitação, tipo de cobertura e o nível de previsibilidade oferecido em situações como colisão, roubo, furto ou danos a terceiros. Quando esses pontos não ficam claros, a contratação pode gerar expectativa equivocada justamente no momento em que o suporte mais importa.
A discussão ganhou força recentemente também por mudanças regulatórias e pelo peso do automóvel na rotina brasileira. Em 2025, o IBGE informou que o automóvel era o meio de transporte mais usado no deslocamento para o trabalho, com 32,3% de participação, equivalente a 22,6 milhões de pessoas. Já o Ministério dos Transportes registrou que a frota nacional superou 71 milhões de veículos em 2024, com automóveis respondendo por 63% do total.
Nesse cenário, entender a diferença entre seguro tradicional e proteção veicular deixou de ser uma dúvida pontual e passou a ser uma decisão patrimonial relevante. Acompanhe mais sobre o assunto a seguir!
Natureza jurídica e modelo de funcionamento
O seguro tradicional é um produto regulado pelo Sistema Nacional de Seguros Privados. Ele é ofertado por seguradoras autorizadas, segue regras próprias e opera com apólice, prêmio, análise de risco e condições contratuais formalizadas. Há supervisão da Superintendência de Seguros Privados, a Susep, além de normas específicas sobre contratação, cobertura e liquidação de sinistros.
A proteção veicular, por sua vez, historicamente se estruturou de forma associativa e mutualista. Em linhas gerais, os participantes contribuem para um fundo comum destinado ao rateio de eventos cobertos pelo regulamento interno. A diferença central está no fato de que esse modelo não é, por definição, o mesmo contrato de seguro.
Em 2025, a Susep passou a orientar o mercado com base na Lei Complementar nº 213/2025, informando que a autorização das administradoras de operações patrimoniais mutualistas depende de regulamentação específica. Isso torna a leitura do regulamento, da governança e das regras operacionais ainda mais importante.
Critérios de adesão e análise de perfil
No seguro tradicional, a seguradora costuma precificar o risco com base em variáveis como modelo do veículo, região de circulação, histórico do condutor, idade, uso particular ou profissional e local de pernoite. Esse processo tende a tornar a contratação mais personalizada, mas também pode elevar o custo ou restringir a aceitação em determinados perfis.
Na proteção veicular, a lógica costuma ser menos centrada no perfil individual do condutor e mais focada nas regras gerais de elegibilidade da associação ou administradora, o que pode ampliar o acesso para perfis que encontram mais barreiras no seguro tradicional, como veículos antigos, de leilão ou utilizados por mais de um motorista. Ainda assim, acesso mais simples não significa cobertura automaticamente equivalente. A comparação precisa considerar exclusões, limites e condições de acionamento.
Coberturas possíveis e limites práticos
Tanto o seguro tradicional quanto a proteção veicular podem incluir proteção contra roubo, furto, colisão, incêndio, perda total, assistência 24 horas e danos a terceiros. A semelhança superficial entre as listas de cobertura, porém, não deve ser confundida com identidade operacional. O que muda, na prática, é a forma como essas coberturas são definidas, acionadas e indenizadas.
No seguro, as condições aparecem detalhadas na apólice e nas cláusulas contratuais. Na proteção veicular, elas costumam constar no regulamento do programa ou da associação. Por isso, antes da adesão, convém compreender franquias, carências, critérios de perda total, prazos de análise e hipóteses de negativa.
Para quem busca uma base comparativa mais clara sobre esse modelo associativo, vale consultar um conteúdo explicativo sobre o que é proteção veicular, especialmente para distinguir promessa comercial de regra efetiva de funcionamento.
Regulação, fiscalização e segurança contratual
Esse é um dos pontos mais decisivos da comparação. O seguro tradicional opera em ambiente regulado, com exigências de capital, reservas técnicas, regras contábeis e fiscalização estatal consolidada. Isso não elimina conflitos, mas cria uma estrutura institucional mais definida para a operação e para a proteção do consumidor.
Na proteção veicular, o avanço legal recente trouxe um novo marco para as operações patrimoniais mutualistas, mas o setor ainda depende de regulamentação complementar para a autorização formal das administradoras, como a própria Susep informou em 2025.
Em termos práticos, isso exige atenção redobrada à documentação, ao estatuto ou regulamento, à transparência da gestão e aos canais de atendimento e contestação. A principal pergunta não é apenas quanto custa, mas sob quais regras o amparo será prestado.
Custos, previsibilidade e lógica financeira
O apelo econômico costuma ser uma das maiores diferenças percebidas pelo público. O seguro tradicional trabalha com prêmio definido de acordo com cálculo atuarial e perfil de risco. Já a proteção veicular, em muitos arranjos, adota mensalidade administrativa somada ao rateio dos prejuízos ocorridos no grupo. Isso pode resultar em custo inicial mais acessível em alguns casos, mas também pode significar menor previsibilidade sobre a composição final do valor pago ao longo do tempo.
A análise, portanto, não deve parar no preço de entrada. É mais útil comparar o custo total potencial, a amplitude da cobertura, a reputação operacional e a clareza das regras. Em 2026, a CNseg projetou crescimento de 8% para o mercado segurador brasileiro, em um ambiente de maior pressão sobre preços e gestão de risco. Esse contexto ajuda a explicar por que muitos consumidores passaram a avaliar alternativas, mas não substitui a necessidade de examinar a qualidade real da proteção contratada.
Quando cada modelo tende a fazer mais sentido
O seguro tradicional tende a ser mais indicado para quem prioriza regulação consolidada, contrato padronizado e maior previsibilidade jurídica. Também costuma ser a escolha de quem deseja uma relação contratual clássica com seguradora supervisionada e aceita passar por análise de risco mais detalhada para definir preço e cobertura.
A proteção veicular pode fazer sentido para quem busca flexibilidade de entrada, aceitação mais ampla de perfis e soluções adaptadas a veículos ou usos que nem sempre encontram boas condições no seguro convencional. Ainda assim, essa escolha só é prudente quando a entidade ou operação apresenta regras claras, atendimento verificável e documentação consistente. Em qualquer hipótese, comparar apenas a mensalidade pode ser um erro custoso.
A escolha informada reduz frustração futura
Seguro tradicional e proteção veicular não são sinônimos, embora possam atender a necessidades semelhantes. A diferença real está no contrato, na regulação, na forma de custeio e no grau de previsibilidade oferecido quando ocorre o imprevisto.
A decisão mais segura costuma surgir menos da propaganda e mais da leitura crítica das regras. Quando a proteção é bem compreendida antes da adesão, o patrimônio fica menos exposto a surpresas, justamente no momento de maior vulnerabilidade.
Referências
IBGE. Automóvel é o meio de transporte mais utilizado no deslocamento para o trabalho. 2025. Disponível em: https://agenciadenoticias.ibge.gov.br/agencia-noticias/2012-agencia-de-noticias/noticias/44713-automovel-e-o-meio-de-transporte-mais-utilizado-no-deslocamento-para-o-trabalho.
BRASIL. Ministério dos Transportes. Brasil atualiza inventário nacional de emissões do transporte rodoviário após 10 anos. 2025. Disponível em: https://www.gov.br/transportes/pt-br/assuntos/noticias/2025/12/brasil-atualiza-inventario-nacional-de-emissoes-do-transporte-rodoviario-apos-10-anos.
BRASIL. Ministério dos Transportes. Frota de Veículos – 2026. 2026. Disponível em: https://www.gov.br/transportes/pt-br/assuntos/transito/conteudo-Senatran/frota-de-veiculos-2026.
CARVALHO, Carlos Henrique Ribeiro; GUEDES, Erivelton Pires. Balanço da primeira década de ação pela segurança no trânsito no Brasil e perspectivas para a segunda década. 2023. Disponível em: https://repositorio.ipea.gov.br/items/3b0ec041-a948-4ba3-a542-3cc0805c68d6.
CNSEG. CNseg prevê expansão de 8% do mercado de seguros em 2026. 2025. Disponível em: https://cnseg.org.br/noticias/c-nseg-preve-expansao-de-8-do-mercado-de-seguros-em-2026.
FERREIRA, Paulo César Pêgas. Novas tecnologias nos veículos e a redução da sinistralidade no trânsito. 2024. Disponível em: https://repositorio.ipea.gov.br/items/58b9bf80-cec5-4f51-86b7-e667feac77cf.
SUSEP. Associações de proteção patrimonial mutualista. 2025. Disponível em: https://www.gov.br/susep/pt-br/assuntos/associacoes-de-protecao-patrimonial-mutualista.
SUSEP. Susep esclarece próximos passos para regularização das operações de proteção patrimonial mutualista. 2025. Disponível em: https://www.gov.br/susep/pt-br/central-de-conteudos/noticias/2025/agosto/susep-esclarece-proximos-passos-para-regularizacao-das-operacoes-de-protecao-patrimonial-mutualista.
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