Pesquisar
Feche esta caixa de pesquisa.

AGRO & NEGÓCIO

Manejo outonal ajuda a reduzir plantas daninhas e aumentar o potencial produtivo da próxima safra

Chuvas registradas durante a entressafra criam condições ideais para controlar espécies como vassourinha-de-botão e capim-pé-de-galinha

Publicados

em

As chuvas isoladas registradas nas últimas semanas em diferentes regiões do Cerrado, especialmente em Mato Grosso, acenderam um alerta entre os produtores rurais. Embora o período seja marcado pelo vazio sanitário da soja, a umidade favoreceu a emergência e o rebrote de plantas daninhas, tornando este um dos momentos mais estratégicos para a realização do chamado manejo outonal.

A prática consiste no controle antecipado dessas plantas ainda durante a entressafra, reduzindo a pressão de infestação para a próxima safra de soja e milho. Além de competir por água, luz e nutrientes, as plantas daninhas dificultam as operações agrícolas, elevam os custos de produção e favorecem o surgimento de populações resistentes aos herbicidas.

Entre as espécies que mais preocupam os produtores estão a vassourinha-de-botão ( Spermacoce latifolia e outras espécies dos gêneros Spermacoce e Borreria ) e o capim-pé-de-galinha ( Eleusine indica ), reconhecidos pela alta capacidade de adaptação e pela dificuldade de controle quando atingem estágios mais avançados de desenvolvimento.

Segundo o gerente Técnico e de Serviços da Fiagril, Talis Melo, as recentes chuvas criaram uma oportunidade importante para o manejo das áreas. “Após as chuvas fora de época, muitas plantas daninhas emergem ou rebrotam, encontrando condições favoráveis para o seu desenvolvimento. Nesse estágio, elas apresentam maior atividade metabólica, o que favorece a absorção dos herbicidas e aumenta significativamente a eficiência do controle antes do início da próxima safra”, explica.

Leia mais:  Colheita do algodão avança em Mato Grosso com alta produtividade

Ao eliminar essas plantas antes que completem seu ciclo, o produtor evita a produção de novas sementes e reduz o banco de sementes presente no solo, diminuindo a infestação nas culturas seguintes. O resultado é uma área mais limpa para o plantio, menor necessidade de aplicações corretivas e melhores condições para que soja e milho expressem todo o seu potencial produtivo.

Para que o manejo seja eficiente, no entanto, é fundamental considerar fatores como o histórico da área, as espécies predominantes, o estádio de desenvolvimento das plantas daninhas e as condições climáticas. A escolha do herbicida, dos adjuvantes e da tecnologia de aplicação também influencia diretamente os resultados da operação.

Suporte técnico

Na Fiagril, o acompanhamento técnico faz parte dessa estratégia. Os consultores da empresa monitoram as áreas e elaboram recomendações personalizadas para cada produtor, indicando o momento mais adequado para as aplicações e as soluções mais eficientes para cada situação.

“Mais do que fornecer insumos, buscamos estar ao lado do produtor durante todo o ciclo produtivo. Nossos consultores já identificam áreas onde as chuvas favoreceram o desenvolvimento das plantas daninhas e orientam sobre o momento ideal para realizar o manejo, garantindo maior eficiência no controle e mais segurança para a próxima safra”, destaca Talis Melo.

Leia mais:  Receita das cooperativas do agro cresce R$ 49 bilhões

Para o especialista, o sucesso da safra começa muito antes da semeadura. “Controlar espécies como a vassourinha-de-botão e o capim-pé-de-galinha neste momento significa reduzir a pressão de infestação, facilitar o manejo ao longo do ciclo e criar as condições necessárias para que soja e milho alcancem maior produtividade e rentabilidade”, conclui.

Propaganda

AGRO & NEGÓCIO

Receita das cooperativas do agro cresce R$ 49 bilhões

Publicados

em

As cooperativas agropecuárias brasileiras ampliaram a receita em aproximadamente R$ 49 bilhões em 2025, mas encerraram o ano com redução nas sobras destinadas aos associados. O resultado mostra que o crescimento das operações não foi suficiente para compensar o aumento dos custos financeiros, industriais e logísticos enfrentados pelo setor.

Os dados estão no Anuário do Cooperativismo Brasileiro 2026, divulgado na sexta-feira (31.07) pela Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB).

A movimentação financeira das cooperativas do agro passou de aproximadamente R$ 438,2 bilhões em 2024 para R$ 487,3 bilhões no ano passado, crescimento de 11,2%.

As sobras fizeram o caminho inverso. O valor caiu de cerca de R$ 30,2 bilhões para R$ 29,2 bilhões, redução de 3,3%. Na prática, o setor movimentou mais dinheiro, mas terminou o exercício com aproximadamente R$ 1 bilhão a menos em resultados.

No cooperativismo, as sobras correspondem ao valor que permanece depois do pagamento dos custos, despesas e obrigações. A assembleia dos associados decide quanto será distribuído aos cooperados e quanto ficará na organização para reforçar o capital, formar reservas ou financiar novos investimentos.

O valor recebido por cada associado costuma ser calculado de acordo com sua movimentação. Podem ser considerados o volume de produção entregue, as compras realizadas e a utilização dos serviços oferecidos pela cooperativa.

A queda das sobras ocorre em um momento de margens apertadas no campo. Juros elevados, custos de armazenagem e transporte, despesas industriais e preços menores para algumas commodities pressionaram os resultados das cooperativas e dos produtores.

A relação entre as sobras e a movimentação financeira caiu de aproximadamente 6,9% em 2024 para 6% em 2025. O indicador não equivale à margem de lucro de uma empresa convencional, mas ajuda a mostrar que uma parcela maior da receita foi absorvida pelas despesas.

Leia mais:  Brasil pode unificar rastreabilidade para blindar soja e carne à China e à União Europeia

Mesmo com a redução no resultado, o agro manteve ampla liderança dentro do cooperativismo nacional. O segmento respondeu por 57,4% de toda a movimentação financeira das cooperativas brasileiras.

O País encerrou 2025 com 1.254 cooperativas agropecuárias e 1,13 milhão de produtores associados. Essas organizações mantiveram 277,2 mil empregos diretos, quase metade dos postos de trabalho gerados por todo o sistema cooperativista.

A importância para o produtor vai além da comercialização. As cooperativas participam de 53% da produção brasileira de grãos, possuem 25% da capacidade nacional de armazenagem e respondem por 22% da carteira de crédito rural, segundo o anuário.

Essa estrutura permite que produtores negociem insumos em maior escala, armazenem a colheita, industrializem matérias-primas e vendam a produção de forma conjunta. Em regiões com pouca concorrência ou infraestrutura insuficiente, a cooperativa pode ser o principal canal de acesso a crédito, assistência técnica e mercado.

O segmento mantinha 10,7 mil profissionais de assistência técnica e extensão rural em 2025. São agrônomos, veterinários, técnicos agrícolas e outros profissionais que atendem os associados no planejamento das lavouras, na sanidade dos rebanhos e na gestão das propriedades.

Os ativos das cooperativas agropecuárias chegaram a R$ 340,1 bilhões, alta de 10,6%. O valor inclui armazéns, indústrias, máquinas, estoques, créditos e outros bens e direitos controlados pelas organizações.

Leia mais:  Sorgo pode ocupar 200 mil hectares e ocupar nova fronteira agrícola 

O crescimento patrimonial pode ampliar a capacidade de receber, processar e comercializar a produção. Ao mesmo tempo, exige capital para manter as estruturas em funcionamento, especialmente em um período de juros elevados.

No mercado externo, 140 cooperativas venderam aproximadamente R$ 96 bilhões em produtos em 2025. O volume representou 10,3% das vendas internacionais do agronegócio brasileiro.

Café, carnes de aves e suínos, farelo e óleo de soja ficaram entre os principais produtos comercializados. China, Japão, Estados Unidos, Alemanha e Países Baixos foram os maiores destinos.

A participação internacional, porém, está concentrada. Apenas dez cooperativas responderam por 67% do valor vendido ao exterior. O dado mostra que a maior parte das organizações ainda enfrenta dificuldades para alcançar outros países, seja por falta de escala, estrutura logística, certificações ou regularidade na oferta.

Para o produtor, o desempenho de uma cooperativa não deve ser avaliado apenas pelo faturamento. Preço pago pela produção, custo dos insumos, qualidade da assistência técnica, capacidade de armazenagem, nível de endividamento e sobras devolvidas ao associado são indicadores mais próximos do resultado efetivo dentro da propriedade.

Considerando todos os ramos, o cooperativismo brasileiro movimentou R$ 848,4 bilhões em 2025. O sistema reuniu 4.400 cooperativas, 29 milhões de associados e 613,4 mil empregados. O agro permaneceu como o principal responsável pelas receitas e pelos empregos.

Fonte: Pensar Agro

Continue lendo

Polícia

MATO GROSSO

Política Nacional

AGRO & NEGÓCIOS

ESPORTES

VARIEDADES

CIDADES

Mais Lidas da Semana