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Linguagem, eis a questão

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Da Assessoria

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Onofre Ribeiro

Desde a escrita mais primitiva a necessidade de transmissão de ideias persegue o Homem. Os desenhos das cavernas da pré-história expressavam ideias. As placas de barro antiquíssimas da civilização suméria remetem a hipóteses extraterrestres. Os hieróglifos dos egípcios eram misteriosos por essência. Segundo Edouard Schurè, eles continham três leituras. A mais simples, a mediana e uma só acessível aos sacerdotes iniciados. Na essência o que consta é a existência de linguagens capazes de interagir pessoas dentro das sucessivas civilizações.

 

Chegamos ao agora. É um momento de sofisticação inigualável na construção de comunicações, como de sua transmissão.

 

Porém, a transformação dos comportamentos coletivos veio numa onda inesperada e muito complexa. A internet quebrou todos os códigos antes vigentes e pôs no lugar simbologias inexistentes. Exemplos são os emojis. As carinhas expressam centenas e intermináveis sensações de sentimentos e dispensam o palavreado tradicional na expressão das ideias. Antes uma carta dizia muitos assuntos. Mas abria e concluía com sentimentos de relacionamentos. Isso acabou definitivamente.

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O essencial a se discutir é a relação de todos os estágios das vivências e das convivências humanas embaralhas dentro das tecnologias e as ideias que se deseja passar. Aqui está a grande equação. Ao mesmo tempo em que a tecnologia avança e derrubada séculos de comunicação formal, os processos humanos de convivência não acompanham. Resultado: a sensação permanente de caos.

 

Veja-se o caso do Estado que gere as nações. Absolutamente caótico. Os chamados poderes estão caóticos e cada vez mais distantes das pessoas. A educação que sempre foi reverenciada como num dom quase divino na formulação dos comportamentos coletivos, morre a cada dia. As igrejas que sempre ditaram as normas sociais tornam-se pregadores ao vento e os templos religiosos vazios gritam socorro. A família que sempre teve papel especial no conceito social, hoje está multiforme de deformada em relação ao seu padrão histórico.

 

As pessoas se expressam por meio de canais jamais imaginados.

 

No meio e no fim de tudo isso, o caos sabe que é passageiro. Mas pede uma linguagem pra unir o passado ao presente e ao futuro. Nada deterá o avançar.

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Enquanto isso os emojis farão a transmissão dos sentimentos para uma população que cada dia mais deixará o bêabá para ingressar no mundo dos símbolos.

Onofre Ribeiro é jornalista em Mato Grosso

 

[email protected]  www.onofreribeiro.com.br

           

 

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Série Governantes: Faça a sua parte

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Por Francisney Liberato

“Não pergunte o que seu país pode fazer por você. Pergunte o que você pode fazer por seu país.” John F. Kennedy

Uma das características mais marcantes do brasileiro é a sua criatividade. Ele consegue desenvolver e pôr em prática várias habilidades como: ideias, pensamentos, empreendedorismo, visando o seu bem-estar e o seu conforto, como também o de sua família.

Segundo o site “Terra”, em 30/09/2019, é apresentada uma pesquisa a qual conclui: “A pesquisa Amway Global Entrepreneurship Report (AGER) revela que 56% dos brasileiros desejam ser donos do seu próprio negócio. Destes, 74% são jovens entre 18 e 35 anos. O índice do Brasil é maior que a média global, que está em 47%”.

Vejam que no Brasil os jovens desejam criar e empreender, eles querem ter o seu próprio negócio. Isso é muito positivo para nossa nação. Infelizmente, uma coisa é desejar e querer ser um empresário, outra, bem diferente, é efetivar esse desejo.

Não podemos permitir que o conceito autocrático, isto é, esperar que as ideias, iniciativas e as respostas sejam exclusivamente do chefe, do líder, do diretor escolar, do pai e da mãe, do governante, do presidente, uma vez que, se agirmos dessa maneira, veremos falecer a nossa liberdade de criar.

É fundamental para todos que tenham uma mentalidade aberta e moderna que as pessoas criem e empreendam mais, pois é por intermédio disso que é gerada riqueza para o nosso país.

Você deve olhar para dentro de si e se perguntar: Qual é a sua vocação para melhorar a sua vida, a vida da sua família, dos seus entes queridos e do país onde reside? Essa reflexão é de extrema importância.

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A responsabilidade é única e exclusivamente sua. Aqui existe um conceito fundamental que devemos ter como prisma em nossas vidas, que é chamado de Autorresponsabilidade. Em síntese, é necessário trazer para si a responsabilidade, e não a de colocar sobre o encargo do outro, como: os seus pais, seus familiares, seus empregadores e seus governantes. Em outras palavras, o sucesso ou fracasso da sua vida está em sua alçada.

Se pensarmos a vida dessa forma, saiba que teremos uma nação moderna e próspera, com índices de desenvolvimento econômico e humano semelhantes aos de países do primeiro mundo.

Entretanto, muitos indivíduos têm dificuldades de entender o seu propósito para esta vida. Muitos estudantes que estão cursando uma faculdade já pensam em desistir, por entender que não é bem isso o que sonham para sua vida. Enquanto existem muitos indivíduos desejando crescer evoluir, por outro lado, têm, infelizmente, os que esperam “a comida, o emprego, o dinheiro caírem do céu”.

John Fitzgerald Kenedy ou JFK foi um político norte-americano que governou os Estados Unidos (1961-1963), o seu nome está registrado como o 35° presidente daquela nação. Ele é considerado uma das grandes personalidades do século XX.

Kennedy se tornou o segundo presidente mais jovem do seu país, depois de Theodore Roosevelt. Infelizmente, não conseguiu terminar o seu mandato, uma vez que foi assassinado em 1963.

O presidente John Kennedy proferiu uma célebre frase que ainda tem uma enorme relevância para os nossos dias: “Não pergunte o que seu país pode fazer por você. Pergunte o que você pode fazer por seu país”.

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Podemos parafrasear essa afirmação do ex-presidente americano para o nosso contexto: o que nós brasileiros podemos fazer pelo Brasil? O que estamos fazendo para melhorar o nosso país? Qual tem sido a minha e sua contrapartida para desenvolver e aperfeiçoar esta nação? Como podemos abandonar determinadas atitudes paternalistas e viver de forma mais racional, visando o bem comum? O Estado pertence a todos nós. Devemos fazer a nossa parte, e não exigir que Estado seja o responsável e provedor por tudo.

Nosso país é formado pela diversidade cultural, étnica e social de milhares de brasileiros, que nem sempre concordam com as decisões dos nossos governantes, mas todos fazemos parte da nação, e devemos caminhar em um mesmo sentido. A nossa Constituição de 1988 dispõe que todo poder se origina do povo. O poder está nas mãos de cada ser habitante deste país. Nós podemos e devemos fazer o melhor pelo Estado, independentemente de questões políticas e partidárias.

Não diga o que o país deve fazer por você, use a sua criatividade, empreendedorismo, e faça o seu melhor na medida de suas condições, e de acordo com as suas circunstâncias. Seja presente e deixe o seu legado para esta nação. A responsabilidade pelo sucesso ou fracasso do Brasil está em nossas mãos. Está disposto a tomar uma iniciativa para contribuir com a República Federativa do Brasil?

Francisney Liberato Batista Siqueira é Auditor Público Externo do Tribunal de Contas de Mato Grosso, Chefe de gabinete de Conselheiro do TCE-MT, Palestrante Nacional, Professor, Coach, Mentor, Advogado e Contador, Autor dos Livros “Mude sua vida em 50 dias”, “Como falar em público com eficiência” e “A arte de ser feliz”.

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