HISTÓRIA DOS MUNICIPIOS DE MATO GROSSO
História do município de Araputanga
O povoamento em Araputanga originou-se em função do movimento de colonização programada do governo estadual iniciado na década de 1940.
De 1953 à 1955, o Dr. Nélson da Costa Marques conheceu e mediu terras entre os rios Jauru e Cabaçal. Separou para si algumas sobras e logo legalizou a posse dessas terras. A mata fechada cobria um solo ubertoso. As sobras localizavam-se no Vale das Pitas, do Bugre, da Água Suja e do Córrego Grande. Pelos anos de 1957/58, um grupo de imigrantes coreanos e japoneses adquiriu terras na região, a fim de implantar uma colonização modelo. Pretendiam situar a sede à margem esquerda do córrego das Pitas, onde mais tarde moraria o Sr. José Sato. Denominaram o lugar de Ituinópolis. No entanto, o projeto não vingou e a maioria foi embora.
O Dr. Nelson da Costa Marques, dono de extensa área resolveu lotear sua propriedade. A primeira escritura pública foi lavrada a 26 de julho de 1958, em terreno adquirido por Alcides Vidal Salomé. Com Alcides adquiram terras Gabriel Villas Boas, Bertolino Micheles, Írio Mathias, Fumio Itai e Zé Cearense.
No dia 16 de julho de 1958, Bertolino Micheles e Fumio Itai abriram picada na região até o córrego das Pitas. Assentaram barraco à margem do córrego, a fim de abrirem a mata e plantarem lavoura de subsistência. Mais tarde seria plantado café. Neste mesmo ano o pioneiro Zé Cearense abriu o primeiro bolicho perto da futura cidade de Araputanga. Em 1962, chegaram as famílias Mamedes, Pimenta, Sato, Tavares, Horácio, Chiquinho Tatu, Benedito Sardinha e outras.
A primeira escola começou a funcionar a 23 de março de 1961. Foi construída com tabuinhas de mamica, nas proximidades da futura propriedade da família Eliseu de Macedo. Chamava-se Escola Mista Rural da Gleba Paixão. Os primeiros professores foram: Fany Inagake, Joana do Ditão, Satie Sato, Lourdes de Oliveira Mamedes, Rosa Itai, Francisco da Silva, Palmira Rosa da Silva, Aristides da Silva, entre outros.
Shigeyoshi Sato (João Sato) e seu Filho Shiguemitu Sato (José Sato), compraram 638 hectares e 8.800 metros quadrados de terras, conforme assento de 10 de setembro de 1962, do Livro 3 D, folha 270, nº. de ordem 5.568 do Cartório do 1º Ofício de Cáceres, constando na escritura definitiva o valor de Cr$ 127.776,00. A terra situava-se precisamente no atual sítio urbano de Araputanga.
Antonio Cearense abriu o primeiro boteco no perímetro urbano de Araputanga em 1962, onde mais tarde seria construída a residência de Luíza de Souza. Antonio Cearense posteriormente passou o ponto a Oscar Gomes da Silva.
Em 1962, foi construída a primeira capela, um rancho sem paredes, com cobertura de tabuinhas, exatamente onde seria construída anos depois a residência de Moisés de Lacerda.
A 23 de maio de 1963, a família Sato tomou a determinação de fundar o patrimônio, ao ser vendido o primeiro lote urbano. Ao povoado deu-se o nome de Paixão que perdurou durante anos. A atual denominação foi sugerida pelo Dr. Nelson da Costa Marques. Em 1965, Oscar Gomes construiu uma segunda capela, tendo por padroeiros Nossa Senhora de Fátima e São José. O terreno foi doado por José Sato. É atualmente a capela do Colégio das Irmãs. As imagens dessa segunda capela foram doadas por Bertuliano Micheles e Olívia, sua esposa. José Cearense e Oscar Gomes transportaram as imagens de Cáceres para Paixão no jipe (o primeiro a chegar ao povoado) do José Cearense. As imagens foram depositadas na casa de Eodaldo e Aldenora Azevedo e conduzidas à capela em procissão.
O alemão Carlos Kulex, dono de uma serraria em Cáceres, instalou uma serra-fita à margem esquerda do córrego das Pitas, onde seria construída residência de José Sato. A serra-fita foi uma atração na época. Pelos anos de 1965, foi instalado um distrito policial, sendo primeiro delegado Bertolino Micheles e Manoel Cardoso o primeiro soldado.
O primeiro hospital foi fundado pelos médicos: José Matias, José da Silva Queiróz e Serafim. Situava-se no local do atual Hotel Maitá. As primeiras enfermeiras foram Maria de Lourdes, Marli e Sônia. A 29 de maio de 1970 foi inaugurada a estrada ligando Araputanga à Cáceres. Na festa de inauguração o povo comemorou com um churrasco. Compareceram aproximadamente 2.000 pessoas. Mataram 16 vacas, 52 leitoas e 100 galinhas. Passou então, Araputanga, a ter múltiplas ligações de estradas.
Em 1975, foi inaugurada a primeira escola estadual de 1º grau, denominada João Sato. A primeira diretora foi Dª. Dereni Ribeiro e professores Dª. Adalgisa Pim Sabino, Elizabeth Eiko N. Sato, Wilson Sanaiotti Jr., Carmem Silva Sanaiotti, Pe. Ermínio Duca, Vano Batista, Dirceu Perez Ribei-ro. Em 1976 foi inaugurado o primeiro Jardim da Infância, na casa das Irmãs de Nossa Senhora do Calvário. Ainda em 1975 foi fundada a Cooperativa Agropecuária do Noroeste, que passou a coletar leite de toda a região e a industrializá-lo. A Coopnoroeste teve incentivo decisivo do Pe. Celso. O objetivo da cooperativa foi unir e promover o pequeno e médio agricultor.
Araputanga passou a desenvolver-se rapidamente e tornou-se distrito, através da Lei nº. 3.922, de 04 de outubro de 1977, com território jurisdicionado ao município de Mirassol D’Oeste.
A 19 de junho de 1978, foi inaugurada a agência do banco Bradesco, sendo primeiro gerente o Sr. Ataíde Mota de Godoy. A Lei Estadual nº. 4.153, de 14 de dezembro de 1979 criou o município de Araputanga.
Significado do nome
A denominação do município é referência à vegetal lenhoso (árvore) popularmente denominado araputanga ou mogno, da família das meliáceas, cientificamente conhecida por Swietenia macrophilla, encontrada com fartura na região centro oeste ao tempo da ocupação desse territõrio. É nome de origem tupi “ari”+” pytanga”, que significa madeira vermelha. Contemporaneamente é espécie de madeira protegida por lei, encontrando-se em franco processo de extinção.
HISTÓRIA DOS MUNICIPIOS DE MATO GROSSO
História do município de Tangará da Serra
Ponto de passagem de históricas expedições, o lugar onde se assenta a sede municipal de Tangará da Serra abrigava um barracão de seringueiros, conforme informações vindas do povo paresí.
Em 1960, Joaquim Oléas e Wanderley Martinez fundaram a empresa Sociedade Imobiliária Tupã para Agricultura Ltda – SITA. O objetivo era a implantação de um pólo agrícola, em face da fertilidade do solo e clima propício da região.
O lugar, sede da futura cidade, recebeu o nome de Tangará, nome propositadamente escolhido, pois o tangará é pássaro de cores bem definidas, de cabeça encarnada e de canto muito belo. O pássaro tangará recebe outros nomes: fandangueiro, dançador, dançarino e uirapuru. Existe uma lenda que o canto do tangará é tão melodioso que, quando canta, os outros pássaros emudecem para escutá-lo. Com a denominação da localidade de Tangará, os fundadores da colonização queriam dizer que no futuro seria uma povoação excelente e admirável. O termo “da Serra” foi adotado para diferenciar o município mato-grossense do homônimo potiguar e catarinense.
Os primeiros nomes da posse efetiva de Tangará foram de José Itamura, Jonas e Arlindo Lopes. A primeira escola a funcionar em Tangará foi Escola Municipal Santo Antonio, na zona rural, fundada a 18 de julho de 1965, no sítio do Sr. Antônio Galhardo. Nesta época a primeira professora foi dª Iracema da Silva Casa Grande.
Na zona urbana, a primeira escola a funcionar foi a Escolas Reunidas, criada pelo Decreto nº 264, do Diário Oficial de 28 de junho de 1967, tendo como coordenador o Sr. José Davi Nodari, funcionário da prefeitura de Barra do Bugres. Mais tarde a escola passou a chamar-se Grupo Escolar de Tangará da Serra. Nesta fase a diretora era Maria Laura Jhansel – Irmã Mírian. A partir de 1974 mudou novamente de nome: Grupo Escolar Dr. Ataliba Antônio de Oliveira Neto, atuando como diretora a Irmã Osvalda.
Corria fama de terra excelente a da Gleba de Tangará. A administração da colonizadora dera certo. Inicialmente a região pertencia a Diamantino. No entanto, com a criação do município de Barra do Bugres, a região passou para o novo município.
A Lei nº 2.906, de 06 de janeiro de 1969, criou o distrito de Tangará da Serra, no município de Barra do Bugres. A Lei Estadual nº 3.687, de 13 de maio de 1976, pelo deputado José Amando, criou o município. Nas primeiras eleições municipais foi eleita prefeita a Sra. Thaís Bergo, que acumulou prestígio graças à boa administração que teve frente ao executivo municipal de Tangará da Serra.
SIGNIFICADO DO NOME
A denominação da localidade surgiu através de Joaquim Oléas e Wanderley Martinez, donos da empresa Sociedade Imobiliária Tupã para Agricultura Ltda – SITA, que implantou na região um pólo agrícola, tendo como sede a cidade de Tangará. O termo “da Serra” foi adotado para diferenciar o município mato-grossense de homônimo potiguar e catarinense
VEJA AQUI DADOS DO IBGE SOBRE O MUNICÍPIO DE TANGARÁ DA SERRA
-
esportes7 dias atrásPromessa cuiabana desperta interesse de grandes clubes nacionais
-
tce mt6 dias atrásSérgio Ricardo anuncia inspeção na MT-170 e convoca empreiteiras após colapso de rodovia recém-entregue
-
POLÍCIA3 dias atrásAtaque armado deixa um brasileiro morto e dois feridos em San Matías na Bolívia
-
Saúde6 dias atrás“Ele não aceita ajuda”, diz estudante sobre familiar viciado em apostas online
-
TRIBUNAL DE JUSTIÇA MT5 dias atrásJustiça mantém condenação de motorista por morte da esposa em acidente
-
tce mt5 dias atrásSérgio Ricardo aponta medidas para reequilibrar contratos e garantir obras rodoviárias de qualidade em Mato Grosso
-
artigos6 dias atrásMagnifica humanistas: a primeira encíclica de Leão XIV
-
AGRO & NEGÓCIO5 dias atrásAgro cresce, mas falta de líderes ameaça ritmo de expansão nas empresas do setor



