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Além do varejo, shopping como ativo de transformação urbana

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Por José Flávio Alves Jr.

Por muito tempo, Várzea Grande guardou um desejo latente por mais espaços públicos de lazer, cultura e convivência familiar. Como tantas cidades que cresceram de forma acelerada, parte do entretenimento acabou se concentrando na capital. Trazer mais vida aos espaços urbanos foi, assim, se tornando não apenas uma pauta cultural, mas um anseio coletivo da cidade.

O VG Shopping na Rua nasce exatamente dessa compreensão. Mais do que promover eventos, o projeto foi pensado para aproximar o empreendimento da dinâmica urbana de Várzea Grande e contribuir para uma cidade mais viva, integrada e acessível para as famílias.

A Avenida Filinto Müller, uma das vias mais movimentadas do município, passou a receber encontros de carros antigos, exposições de motos e o primeiro carnaval de rua no centro da cidade, transformando o entorno do shopping em um novo ponto de convivência. O que antes era apenas passagem ganhou permanência, circulação de pessoas e experiências compartilhadas entre diferentes gerações.

Esse movimento também revela uma mudança importante na relação entre os empreendimentos e a cidade. O shopping center deixou de ser apenas um espaço de consumo. Hoje, precisa funcionar como parte ativa do ambiente urbano, conectado às necessidades da população e atento à forma como as pessoas vivem.

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A parceria construída entre o Várzea Grande Shopping, Poder Público Municipal e Governo do Estado, mostra que iniciativas colaborativas conseguem gerar impacto positivo quando existe planejamento, organização e propósito coletivo. Ao mesmo tempo em que os eventos movimentam o comércio e fortalecem os lojistas, também ampliam o acesso da população ao lazer gratuito e à ocupação qualificada dos espaços públicos.

Os resultados vão além dos números de público ou do aumento no fluxo de visitantes. Existe um valor simbólico importante quando famílias escolhem permanecer na cidade para viver experiências culturais, quando crianças encontram espaços seguros de convivência e quando os moradores passam a enxergar Várzea Grande como protagonista da própria transformação.

O aniversário de 159 anos da cidade reforça justamente essa reflexão. Várzea Grande cresceu, amadureceu e construiu uma identidade própria, sustentada pela força das pessoas que movimentam sua economia, sua cultura e sua vida cotidiana. Valorizar e promover esses encontros também é uma forma de celebrar a cidade.

José Flávio Alves Jr. é superintendente do Várzea Grande Shopping e coordenador da Abrasce Mato Grosso

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SOP tem novo nome: Síndrome Ovariana Metabólica Poliendócrina

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Por Giovana Fortunato

A condição conhecida mundialmente como Síndrome dos Ovários Policísticos (SOP) passou a adotar uma nova nomenclatura no meio científico internacional. A partir de um consenso global publicado na revista científica The Lancet, o termo em inglês Polycystic Ovary Syndrome (PCOS) foi substituído por Polyendocrine Metabolic Ovarian Syndrome (PMOS), traduzido para o português como Síndrome Ovariana Metabólica Poliendócrina.

A mudança reflete a evolução do conhecimento sobre essa condição, considerada uma das alterações endocrinometabólicas mais frequentes entre mulheres em idade reprodutiva. Estima-se que a síndrome afete cerca de uma em cada oito mulheres no mundo, totalizando mais de 170 milhões de pessoas globalmente.

O novo nome foi definido após um amplo processo internacional de consenso, que envolveu mais de 14.360 participantes entre pacientes, profissionais de saúde e pesquisadores, além da colaboração de 56 organizações médicas e científicas de diferentes países. A iniciativa incluiu pesquisas Delphi, workshops internacionais, análises culturais e linguísticas e estratégias para implementação global.

O objetivo da mudança foi substituir uma nomenclatura considerada limitada, já que o termo “ovários policísticos” não representa adequadamente a complexidade da síndrome. Nem todas as pacientes apresentam ovários com aspecto policístico ao ultrassom, e os chamados “cistos” descritos no nome tradicional correspondem, na maioria dos casos, a folículos ovarianos, e não a cistos propriamente ditos.

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Além disso, a condição envolve alterações que vão muito além dos ovários. Entre suas características estão o hiperandrogenismo, a resistência à insulina, as alterações metabólicas e o aumento do risco de desenvolvimento de diabetes tipo 2, dislipidemias e doenças cardiovasculares.

Na nova nomenclatura, o termo “polyendocrine” destaca o envolvimento de múltiplos sistemas hormonais, incluindo alterações ovarianas, neuroendócrinas e metabólicas. A palavra “metabolic” reforça o impacto sobre o metabolismo e a saúde cardiometabólica. Já “ovarian” mantém a referência à disfunção ovariana e ovulatória, enquanto “syndrome” reconhece a diversidade de manifestações clínicas associadas à condição.

Segundo as entidades envolvidas no consenso, a atualização do nome busca aprimorar a compreensão da doença, facilitar o diagnóstico e ampliar o reconhecimento dos riscos metabólicos associados. A mudança de nomenclatura não altera os critérios diagnósticos nem as estratégias terapêuticas atualmente utilizadas, mas pretende refletir de forma mais precisa o entendimento científico contemporâneo sobre a síndrome.

A implementação do novo termo deverá ocorrer gradualmente nos próximos anos, com atualização de diretrizes médicas, materiais educacionais e documentos científicos em diversos países.

Dra. Giovana Fortunato é ginecologista e obstetra, especialista em endometriose e infertilidade, e professora da UFMT.
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