AGRO & NEGÓCIO
Pedra de vesícula de bois podem valer R$ 3 milhões por quilo
Um estudo realizado pelo Instituto Mineiro de Agropecuária e pelo Instituto Federal Goiano revelou detalhes sobre as pedras de boi, também conhecidas como pedras de fel.
Formadas no fígado dos ruminantes, esses cálculos biliares são frequentes em rebanhos de regiões com pastagens ricas em elementos alcalinos. Durante o abate em frigoríficos, as pedras são coletadas e podem alcançar valores elevados no mercado, com o preço médio de R$ 300 por grama, elevando o valor de um quilo para cerca de R$ 3 milhões.
Devido ao alto valor, o manuseio e armazenamento dessas pedras nos frigoríficos são realizados com extrema segurança, incluindo áreas trancadas com cadeado. O que se justifica, já que a alta cotação dessas pedras no mercado tem atraído criminosos. Um exemplo ocorreu em Barretos, São Paulo, em setembro de 2023, quando assaltantes roubaram uma carga avaliada em R$ 2 milhões de uma empresa exportadora.
Os principais compradores das pedras de boi brasileiras são os Estados Unidos e a China, onde são usadas para fins medicinais, incluindo o tratamento de febre alta, epilepsia e doenças respiratórias. O valor das pedras pode variar de acordo com a cor e qualidade, sendo as amarelas as mais valorizadas.
O estudo também indicou uma maior frequência de pedras de boi em fêmeas, enquanto os machos, geralmente abatidos mais jovens, apresentam um menor número desses cálculos.
Fonte: Pensar Agro
AGRO & NEGÓCIO
Pequenos produtores ampliam presença no mercado internacional
O comércio exterior deixou de ser uma realidade exclusiva das grandes tradings e cooperativas para se tornar uma oportunidade cada vez mais concreta para pequenos negócios ligados ao agronegócio brasileiro.
Dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) mostram que 877 microempreendedores individuais (MEIs), microempresas e empresas de pequeno porte do setor exportaram seus produtos em 2025, um crescimento de 154,9% em comparação com 2015.
Mais expressivo ainda foi o avanço da receita gerada por esses negócios. Em dez anos, o faturamento das exportações quintuplicou, passando de R$ 583 milhões para R$ 2,9 bilhões, um crescimento de 402%. Os números revelam uma mudança importante no perfil do comércio exterior brasileiro e demonstram que produtores de menor porte estão encontrando espaço em mercados cada vez mais exigentes ao redor do mundo.
O avanço é resultado de uma combinação de fatores, entre eles a busca internacional por alimentos diferenciados, a organização dos produtores em cooperativas, o acesso a certificações de qualidade, a profissionalização da gestão rural e a abertura de novos mercados para produtos com identidade regional. Hoje, cafés especiais, mel, frutas, castanhas, erva-mate, pescados, queijos artesanais e diversos outros produtos oriundos de pequenas propriedades já chegam a consumidores na Europa, Ásia, Oriente Médio e América do Norte.
O crescimento também mostra que exportar deixou de ser apenas uma estratégia para grandes volumes. Em muitos casos, o diferencial competitivo está justamente na qualidade, na rastreabilidade, na sustentabilidade e na história por trás do produto. É o caso de pequenos cafeicultores de Minas Gerais e Espírito Santo, produtores de mel do Sul do país, fruticultores do Nordeste e agroindústrias familiares que agregam valor à produção antes de comercializá-la.
Segundo dados do governo federal, os pequenos negócios já representam mais da metade das empresas exportadoras do agronegócio brasileiro. Embora ainda respondam por uma parcela menor do valor total exportado quando comparados aos grandes grupos, sua participação cresce ano após ano e demonstra o potencial de inclusão produtiva e geração de renda no campo.
A expansão das exportações de pequenos produtores também fortalece economias regionais, estimula investimentos em tecnologia e incentiva a sucessão familiar nas propriedades rurais. Em um cenário de crescente demanda global por alimentos, o mercado internacional passa a ser visto não apenas como uma oportunidade de negócios, mas como um caminho para aumentar a rentabilidade e reduzir a dependência exclusiva do consumo interno.
Os números mostram que a internacionalização do agro brasileiro não está acontecendo apenas nas grandes fazendas ou nas multinacionais do setor. Ela também avança dentro das pequenas propriedades, onde produtores encontram novas oportunidades para transformar qualidade, tradição e inovação em renda e desenvolvimento.
Fonte: Pensar Agro
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