livre pensar
Efeito Pigmaleão
Da Assessoria
Francisney Liberato Batista Siqueira
A melhor maneira de melhorarmos nossa relação com o próximo é estarmos conscientes de nossa humanidade. Independente de qual seja o seu incômodo, optar em ser generoso ao invés de criticar, gerará resultados mais positivos para todos os envolvidos.
Não há nenhum mérito em falar ou desejar o mal das pessoas. Ter uma postura como essa, ao invés de ajudar, acaba por desestabilizar todos os envolvidos.
Já basta o mundo com os seus males e problemas, por que, ainda, insistimos em agir negativamente? O fato é que um dos grandes geradores de conflitos é a nossa comunicação. Muitas vezes, alguém diz algo com uma intenção e se transforma em outra mensagem para o receptor.
Observe os meios de comunicação, que a todo instante estão divulgando matérias e reportagens a fim de prestarem a informação de forma fidedigna. Todos os telespectadores e ouvintes estão acostumados com esse perfil da imprensa. Poderíamos enviar mensagens de agradecimentos por prestarem informações para nós todos os dias, contudo, quase nunca enviamos uma mensagem ou e-mail agradecendo pelos trabalhos realizados.
Por outro lado, quando a imprensa anuncia algo errado, por falha técnica, isso repercute com uma velocidade extremamente rápida, e a crítica impera no cenário descrito. Mesmo que exista o reconhecimento da falha pela imprensa, e haja as devidas correções, a situação negativa e crítica perdurarão.
Não podemos continuar pensando e vivendo desta forma. É necessário reorganizarmos o nosso padrão mental e buscarmos evoluir como seres humanos. Se você não possui a informação de fontes seguras, abandone o “achismo” e as deduções de vidas alheias; deixe de comentar e espalhar mensagens desconhecidas para os outros indivíduos, a fim de evitar o ruído do telefone sem fio.
Aprecio as seis leis da autorresponsabilidade criada pelo escritor Paulo Vieira, a qual nos ensinam: “1 – Se é para criticar (os outros), cale-se. 2 – Se é para reclamar, dê sugestão. 3 – Se é para buscar culpados, busque solução. 4 – Se é para se fazer de vítima, faça-se de vencedor. 5 – Se é para justificar seus erros, aprenda com eles. 6 – Se é para julgar as pessoas, julgue suas atitudes”
Aliado aos ensinamentos descritos, existe, também, o chamado “Efeito Pigmaleão” ou profecia autorrealizável, também conhecida como efeito Rosenthal, o qual define que, quanto melhores forem as suas expectativas, pensamentos positivos, crenças realizadoras em relação a um indivíduo, ou grupo de pessoas, melhores serão o desempenho, a produtividade, e a satisfação deles. Inversamente, se suas prospecções são negativas, o desempenho será ruim.
Em 1968, os pesquisadores Robert Rosenthal e Lenore Jacobson, da Harvard University, realizaram diversos estudos, aplicando o “Efeito Pigmaleão”, no qual submetiam alunos de uma escola do Estado da Califórnia a um teste em sala de aula. A direção e os professores escolhiam aleatoriamente alguns alunos (20% da turma) e na sequência lhes diziam palavras positivas, tais como: vocês são os melhores alunos desta sala. Ao final do ano, repetiam o mesmo teste, e para surpresa de todos, esses mesmos alunos, obtinham as melhores notas da sala, por que acreditaram nos professores e na direção da escola.
Só o fato de 20% dos alunos ouvirem que eram ótimos e bons no que faziam, foi suficiente para alcançarem melhores resultados. Ao mesmo tempo, esses alunos passaram a ter mais confiança em si mesmos, consequentemente, o desempenho deles foram aperfeiçoados.
O mesmo efeito também foi observado em algumas empresas. A verdade é: Ao invés de ficarmos criticando as pessoas que estão ao nosso redor, por que não pensarmos no que podemos contribuir para melhor? Lembre-se, o seu próximo é falho e possui problemas, assim como você.
O efeito a que menciono, não é um milagre. Na realidade é o exercício de palavras e pensamentos do bem, visando gerar resultados positivos para os indivíduos. Quanto mais sincero com os seus defeitos você for, mais generoso você será com o seu próximo, pois o autoconhecimento de sua humanidade lhe aproximará do outro, sem diferenças ou distinções, seja nas fraquezas, na personalidade ou nos erros.
Se você possui expectativas positivas para a sua vida e acredita em você, pode ter certeza que será uma pessoa autorrealizável. Da mesma forma, se você for alguém que reverbera palavras boas ao seu próximo, você estará estimulando-o a ser melhor. Se ao contrário disso, você só enxergar erros nos outros e critica demais, com certeza, você não realizará nada e será infeliz, além de fazer o outro amargurado.
Creio que tudo passa pela forma como pensamos, ao invés de criticarmos e desprezarmos as pessoas, comecemos a olhar para elas com mais atenção, cuidado, generosidade, amor e carinho. Só crendo que é possível ser realizável, que conseguiremos mudar e melhorar a nossa vida.
Se mudarmos a forma de pensar, com certeza o “efeito Pigmaleão” será de grande valia para você, bem como para as pessoas com os quais você convive. Tenha atitude, pense melhor e seja mais positivo. Seja autorrealizável. Amplie as suas expectativas da vida e das pessoas que estão ao seu redor.
Francisney Liberato Batista Siqueira é Secretário de Controle Externo, Auditor Público Externo do Tribunal de Contas do Estado de Mato Grosso, Palestrante Nacional, Professor, Coach, Mentor, Advogado e Contador. Autor do Livro “Mude sua vida em 50 dias”.
artigos
Série Governantes: Faça a sua parte
Por Francisney Liberato
“Não pergunte o que seu país pode fazer por você. Pergunte o que você pode fazer por seu país.” John F. Kennedy
Uma das características mais marcantes do brasileiro é a sua criatividade. Ele consegue desenvolver e pôr em prática várias habilidades como: ideias, pensamentos, empreendedorismo, visando o seu bem-estar e o seu conforto, como também o de sua família.
Segundo o site “Terra”, em 30/09/2019, é apresentada uma pesquisa a qual conclui: “A pesquisa Amway Global Entrepreneurship Report (AGER) revela que 56% dos brasileiros desejam ser donos do seu próprio negócio. Destes, 74% são jovens entre 18 e 35 anos. O índice do Brasil é maior que a média global, que está em 47%”.
Vejam que no Brasil os jovens desejam criar e empreender, eles querem ter o seu próprio negócio. Isso é muito positivo para nossa nação. Infelizmente, uma coisa é desejar e querer ser um empresário, outra, bem diferente, é efetivar esse desejo.
Não podemos permitir que o conceito autocrático, isto é, esperar que as ideias, iniciativas e as respostas sejam exclusivamente do chefe, do líder, do diretor escolar, do pai e da mãe, do governante, do presidente, uma vez que, se agirmos dessa maneira, veremos falecer a nossa liberdade de criar.
É fundamental para todos que tenham uma mentalidade aberta e moderna que as pessoas criem e empreendam mais, pois é por intermédio disso que é gerada riqueza para o nosso país.
Você deve olhar para dentro de si e se perguntar: Qual é a sua vocação para melhorar a sua vida, a vida da sua família, dos seus entes queridos e do país onde reside? Essa reflexão é de extrema importância.
A responsabilidade é única e exclusivamente sua. Aqui existe um conceito fundamental que devemos ter como prisma em nossas vidas, que é chamado de Autorresponsabilidade. Em síntese, é necessário trazer para si a responsabilidade, e não a de colocar sobre o encargo do outro, como: os seus pais, seus familiares, seus empregadores e seus governantes. Em outras palavras, o sucesso ou fracasso da sua vida está em sua alçada.
Se pensarmos a vida dessa forma, saiba que teremos uma nação moderna e próspera, com índices de desenvolvimento econômico e humano semelhantes aos de países do primeiro mundo.
Entretanto, muitos indivíduos têm dificuldades de entender o seu propósito para esta vida. Muitos estudantes que estão cursando uma faculdade já pensam em desistir, por entender que não é bem isso o que sonham para sua vida. Enquanto existem muitos indivíduos desejando crescer evoluir, por outro lado, têm, infelizmente, os que esperam “a comida, o emprego, o dinheiro caírem do céu”.
John Fitzgerald Kenedy ou JFK foi um político norte-americano que governou os Estados Unidos (1961-1963), o seu nome está registrado como o 35° presidente daquela nação. Ele é considerado uma das grandes personalidades do século XX.
Kennedy se tornou o segundo presidente mais jovem do seu país, depois de Theodore Roosevelt. Infelizmente, não conseguiu terminar o seu mandato, uma vez que foi assassinado em 1963.
O presidente John Kennedy proferiu uma célebre frase que ainda tem uma enorme relevância para os nossos dias: “Não pergunte o que seu país pode fazer por você. Pergunte o que você pode fazer por seu país”.
Podemos parafrasear essa afirmação do ex-presidente americano para o nosso contexto: o que nós brasileiros podemos fazer pelo Brasil? O que estamos fazendo para melhorar o nosso país? Qual tem sido a minha e sua contrapartida para desenvolver e aperfeiçoar esta nação? Como podemos abandonar determinadas atitudes paternalistas e viver de forma mais racional, visando o bem comum? O Estado pertence a todos nós. Devemos fazer a nossa parte, e não exigir que Estado seja o responsável e provedor por tudo.
Nosso país é formado pela diversidade cultural, étnica e social de milhares de brasileiros, que nem sempre concordam com as decisões dos nossos governantes, mas todos fazemos parte da nação, e devemos caminhar em um mesmo sentido. A nossa Constituição de 1988 dispõe que todo poder se origina do povo. O poder está nas mãos de cada ser habitante deste país. Nós podemos e devemos fazer o melhor pelo Estado, independentemente de questões políticas e partidárias.
Não diga o que o país deve fazer por você, use a sua criatividade, empreendedorismo, e faça o seu melhor na medida de suas condições, e de acordo com as suas circunstâncias. Seja presente e deixe o seu legado para esta nação. A responsabilidade pelo sucesso ou fracasso do Brasil está em nossas mãos. Está disposto a tomar uma iniciativa para contribuir com a República Federativa do Brasil?
Francisney Liberato Batista Siqueira é Auditor Público Externo do Tribunal de Contas de Mato Grosso, Chefe de gabinete de Conselheiro do TCE-MT, Palestrante Nacional, Professor, Coach, Mentor, Advogado e Contador, Autor dos Livros “Mude sua vida em 50 dias”, “Como falar em público com eficiência” e “A arte de ser feliz”.
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