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Terra, teto e trabalho x salário

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Por Juacy da Silva

“Não se entende que o amor pelos pobres está no centro do Evangelho. Terra, teto e trabalho – isso pelo qual vocês lutam – são direitos sagrados. Reivindicar isso não é nada raro, é a doutrina social da Igreja. Vou me deter um pouco sobre cada um deles, porque vocês os escolheram como tema para este encontro.” Papa Francisco, discurso aos participantes do Encontro Mundial dos Movimentos Populares, promovido pelo Pontifício Conselho Justiça e Paz, em colaboração com a Pontifícia Academia das Ciências Sociais, em Roma, 29/10/2014.

“Sustentar uma família de quatro pessoas no Brasil em 2026 exige uma renda muito acima do salário mínimo, segundo estimativas baseadas na cesta básica. Alimentação, aluguel, transporte, saúde, escola, luz, água e pequenos gastos do dia a dia formam uma soma que cresce rapidamente, especialmente quando é necessário atender às necessidades simultâneas de quatro pessoas. De acordo com dados do Dieese divulgados em maio, o salário mínimo necessário para manter uma família desse porte em abril de 2026 seria de R$ 7.612,49, equivalente a 4,7 vezes o salário mínimo oficial de R$ 1.621. O cálculo considera uma família formada por dois adultos e duas crianças, utilizando como referência a Constituição, que determina que o salário mínimo deve cobrir gastos com alimentação, moradia, saúde, educação, vestuário, higiene, transporte, lazer e previdência.” Fonte: Revista Fórum, 02/06/2026 Raony Salvador

“Vejam, o salário dos trabalhadores que ceifaram os seus campos e que vocês retiveram com fraude está clamando contra vocês. O lamento dos ceifeiros (trabalhadores e trabalhadoras) chegou aos ouvidos do Senhor dos Exércitos.” Carta de São Tiago 5:4, sobre a fé e a prática da justiça. Com certeza, este ainda é o mesmo clamor no Brasil de hoje e na grande maioria dos países. É o grito dos pobres e também o grito/gemido da terra, como está na Laudato Si’.

Entre os países do G20 (as vinte maiores economias do mundo, entre as quais nosso país ocupa a 10ª posição), o Brasil foi o segundo pior (19º) em desigualdade de renda/salário, riqueza e patrimônio/propriedade, medida através do índice de Gini, onde a África do Sul ocupou a 20ª posição. Isso nos aproxima dos países mais pobres da África, da América Latina e da Ásia, apesar de um certo ufanismo muito próprio de alguns setores econômicos, dos discursos das elites dominantes e dos donos do poder.

Ao longo dos últimos 135 anos, desde a publicação da encíclica Rerum Novarum pelo Papa Leão XIII, em 15 de maio de 1891, passando pela Quadragesimo Anno, escrita pelo Papa Pio XI em 1931, em meio à grande recessão econômica mundial, seguindo-se a Mater et Magistra, do Papa João XXIII, em 1961, celebrando os 70 anos da publicação daquela encíclica que representa os fundamentos básicos da Doutrina Social da Igreja, chegando à Centesimus Annus, escrita pelo Papa João Paulo II em 1991, para marcar o centenário da Rerum Novarum e analisar as transformações pós-Guerra Fria, e chegando, finalmente, à Magnifica Humanitas, a primeira encíclica publicada recentemente, em 15 de maio último (2026), pelo Papa Leão XIV, para celebrar o 135º aniversário da Rerum Novarum, focando nos desafios e impactos da inteligência artificial, a Igreja Católica, por meio das exortações de seus líderes máximos, que são os Papas, tem se posicionado de forma coerente, firme e corajosa na defesa dos trabalhadores, exortando a todos e todas de que o trabalho é um direito humano fundamental, como condição de sobrevivência e progresso individual e familiar, mas que o trabalho tem que estar embasado na dignidade humana e garantir condições básicas, como jornada de trabalho coerente com as necessidades físicas e de descanso, bem como salário justo que possibilite ao trabalhador atender às suas necessidades básicas e às de sua família.

Assim, a defesa do trabalhador, de condições dignas e salário justo é o único caminho para que os trabalhadores desfrutem de um padrão de vida e de bem-estar, e de uma condição necessária para reduzir ou até mesmo eliminar as desigualdades sociais e econômicas existentes em nosso país e ao redor do mundo.

A Igreja no Brasil, por meio da CNBB, tem se posicionado e orientado em relação a esses desafios por meio de ações das pastorais sociais, inseridas na dimensão sociotransformadora, conforme diversos de seus documentos oficiais.

Por isso, acreditamos que, se tais requisitos não forem cumpridos, mesmo que o trabalho escravo tenha sido eliminado na grande maioria dos países ao longo desses 135 anos, as condições de vida do trabalhador ainda estarão próximas do chamado trabalho em situação análoga à escravidão, como ainda existe em um grande número de países.

Outro aspecto importante nesta reflexão sobre a questão central, que é o valor do trabalho e como, ao ser este valor aviltado, o trabalhador jamais deixará sua condição de pobreza, fome, miséria, discriminação e exclusão, razão pela qual a Igreja, ao longo de milênios, tem feito a opção preferencial pelos pobres e, por meio de seu magistério social, apoia a luta dos trabalhadores e trabalhadoras no mundo inteiro e também no Brasil.

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Todavia, é importante estarmos cientes de que a maioria das discussões sobre pobreza, fome, miséria e exclusão que caracterizam mais da metade dos trabalhadores e trabalhadoras brasileiras parece fugir de uma reflexão que demonstre a origem verdadeira: a maior causa dessas desigualdades é o aviltamento e os baixos salários pagos aos trabalhadores ao longo de décadas ou até mesmo de séculos.

A abolição do trabalho escravo, longe de fazer justiça plena e garantir dignidade aos trabalhadores e trabalhadoras, foi substituída por condições e padrões de vida que estão muito mais próximos das senzalas e dos mocambos do que da casa grande. Basta observarmos a precariedade das áreas periféricas de nossas cidades, onde vive a grande maioria da classe trabalhadora.

O trabalho que garanta condições dignas e salário justo é o único caminho que conduz à dignidade humana, à libertação plena e à mobilidade social e econômica. Sem isso, os trabalhadores continuarão apenas como o elo mais fraco dos sistemas de produção e de relações de trabalho, contribuindo para gerar renda, riqueza, patrimônio, privilégios e opulência para as classes abastadas.

Os trabalhadores que constroem os edifícios e os apartamentos luxuosos são os mesmos que moram nas favelas, nos cortiços, nas palafitas e, enfim, nas periferias urbanas sem as mínimas condições que lhes garantam a dignidade humana.

Ao não identificar a maior causa dessas mazelas, que é o aviltamento dos salários, das aposentadorias e pensões, principalmente o valor do salário mínimo que, legal e constitucionalmente, deveria ser reajustado tanto em relação aos índices de inflação em geral quanto à manutenção do poder aquisitivo dos salários, cria-se um hiato, um abismo, a longo prazo, entre o valor do salário e seu poder de compra, empurrando o trabalhador para a pobreza, a miséria e a fome.

Desde a sua criação, há quase um século, nos anos 40 do século passado, por exemplo, o salário mínimo e todas as demais faixas salariais pagas aos trabalhadores foram perdendo poder de compra.

Essa perda de poder de compra do salário mínimo, por exemplo, ao longo de mais de 83 anos, chega em 2026 a 78,2% em relação ao que comprava nos anos 40, ou seja, o salário mínimo em 2026 vale apenas 21,8% do valor recebido, em poder de compra, por um trabalhador que ganhava um salário mínimo na década de 40.

Costuma-se dizer que a inflação é algo democrático, que afeta igualmente todas as classes sociais, mas não é bem assim. A inflação impacta de uma forma mais cruel os trabalhadores, principalmente quem ganha um ou dois salários mínimos, e nesse sentido ocorre uma transferência de renda dos mais pobres, dos trabalhadores, para a classe alta, a chamada burguesia ou os donos do poder. Esta é uma ou a maior fonte da acumulação de capital em poucas mãos, como costuma-se dizer.

Vejamos o caso brasileiro, país que ostenta um dos maiores índices de desigualdade de renda, riqueza e patrimônio do planeta, ocupando a 5ª pior posição entre mais de 200 países e territórios, conforme dados do último relatório da Desigualdade Global, divulgado em dezembro de 2025 pelo WIL (World Inequality Lab), grupo de pesquisadores liderado pelo economista francês Thomas Piketty, conforme matéria publicada pelo site Poder 360, enfatizando que os 10% mais ricos no Brasil concentram 59,1% da renda nacional, enquanto a metade mais pobre detém apenas 9,3% dos recursos.

Mais gritante ainda é o fato de que 1% dos mais ricos detém 26,5% da renda nacional, com uma renda média per capita de 332.335 euros, equivalente em PPP – paridade de poder de compra, comparada com uma renda média entre os 50% mais pobres de apenas 1.167 euros, ressaltando que a origem da renda dos 50% mais pobres advém do salário, enquanto a do 1% tem origem na especulação financeira, no chamado rentismo, praticamente não tributado.

Vale a pena examinar com mais atenção e profundidade este relatório sobre a desigualdade em todos os países, onde podemos perceber que essa desigualdade de renda, a partir do salário, tem cor, raça e classe social, ou seja, os índices de desigualdade afetam de uma forma mais intensa as pessoas negras/pretas, mulheres, pobres e indígenas.

Dados também recentes do IBGE e de outras instituições de pesquisa e análise, inclusive de fontes governamentais como o Ipea ou não governamentais como a FGV, vêm demonstrando constantemente que, ao longo de mais de um século, os índices de desigualdade praticamente não têm diminuído.

Vejamos: em 2025, por exemplo, 35,3% dos trabalhadores brasileiros recebiam, no máximo, até um salário mínimo por mês. Este percentual é um dos principais retratos da desigualdade de renda no país, revelado pelo Censo Demográfico e pela PNAD, do IBGE.

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Além de ocupar mais de um terço da população ocupada, esses dados do IBGE demonstram outras características importantes da base da pirâmide salarial: gênero e raça. O impacto é ainda maior entre pretos e pardos, onde mais de 43% recebem até um salário mínimo, e indígenas, com 57,3%.

A concentração de renda/salário não para apenas nesses dados. Constatamos que aproximadamente 7 em cada 10 trabalhadores, ou seja, 70% da população ocupada, ganham até dois salários mínimos mensais, e 90% dos trabalhadores recebem, no máximo, até três salários mínimos mensalmente. Apenas 7,6% dos trabalhadores possuem rendimentos superiores a cinco salários mínimos.

Se a situação salarial dos trabalhadores e trabalhadoras os acorrenta à pobreza, não sendo suficiente sequer para cobrir gastos com alimentação e moradia, quando a Constituição Federal, desde 1946, fazendo coro com a legislação trabalhista aprovada em meados dos anos 40 e, novamente, presente na Constituição Federal de 1988, estabelece que o valor ou poder de compra do salário mínimo deve ser suficiente para cobrir, além dessas duas necessidades fundamentais, também despesas/gastos com saúde, lazer, educação e transporte, quando o trabalhador se aposenta a situação às vezes piora, principalmente porque algumas despesas, como saúde, incluindo medicamentos, aumentam.

É importante sabermos que 70% dos pagamentos feitos pelo INSS correspondem a benefícios de até um salário mínimo. Esse contingente representa a grande maioria dos aposentados e pensionistas que dependem do piso nacional para sua renda básica.

Mais de 80% dos aposentados e pensionistas do INSS recebem, no máximo, até dois salários mínimos, e em torno de 95% dos aposentados e pensionistas do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) recebem até três salários mínimos. Dados históricos da Previdência Social demonstram claramente esta concentração de renda e desigualdade gritante no Brasil.

Cabe ainda ressaltar que os índices de desigualdade, principalmente de renda/salário, no caso do Brasil, vêm persistindo ao longo de mais de um século, e a tendência é continuar ou até mesmo se agravar no futuro, diante de um modelo econômico excludente, concentrador de renda, riqueza e propriedade/patrimônio, graças inclusive a políticas públicas que transformam o Estado Brasileiro em sócio e alimentador da acumulação do capital por meio de subsídios, renúncia fiscal e um sistema tributário regressivo em detrimento do fator trabalho.

Se o trabalhador não recebe salário sequer para cobrir seus gastos básicos e acaba complementando sua renda por meio de políticas públicas assistencialistas que distribuem migalhas, gerações e gerações de trabalhadores continuarão acorrentadas na pobreza e jamais terão condições de ter um teto, uma moradia digna para morar, um pedaço de terra para morar e trabalhar e trabalho digno com salário justo que lhes permitam poupar alguns trocados.

Costuma-se dizer que a única herança que os trabalhadores, a imensa maioria que vive na pobreza, deixam para seus filhos e filhas são as dívidas, contraídas pela manipulação de um marketing comercial que promove verdadeira lavagem cerebral, empurrando milhões de trabalhadores que recebem salários aviltados a caírem na trama ou malha de agentes financeiros ou agiotas que lhes cobram taxas de juros abusivas, acima de 100%, 200% ou até 300%, empobrecendo-os ainda mais, para a pobreza e a miséria, um sufoco sem fim.

Discutir e lutar pelo fim da escala 6 x 1 é superimportante, mas, de maneira igual, se não houver uma luta muito grande para recuperar o poder de compra dos salários em geral e, principalmente, do salário mínimo, os níveis de exploração, opressão e exclusão dos trabalhadores em geral, mas dos negros/pretos, mulheres, moradores das periferias e indígenas, continuarão sendo a principal causa das desigualdades, da fome e da miséria.

Por isso, lutar pelos três “Ts” do Papa Francisco é fundamental. Se a Igreja proclama com frequência que faz a opção preferencial pelos pobres, não pode estar alheia a esta luta, defendendo a Casa Comum, mas também a reforma agrária, a agricultura familiar e a agroecologia, a economia solidária, a reforma urbana, a moradia popular digna, contra os despejos em áreas de ocupação e, claro, por condições dignas de trabalho e salário justo.

Alimentação e moradia digna são direitos fundamentais das pessoas. Se o salário não permite ou não é suficiente para atender esses dois direitos básicos, não resta a quem esteja em situação de carência extrema senão as ocupações e o roubo famélico. Esses são desafios próprios da Justiça Social e não meros casos de polícia, como temos observado com frequência.

Juacy da Silva é professor fundador, titular e aposentado da Universidade Federal de Mato Grosso, sociólogo, mestre em sociologia, ambientalista, ativista social, articulador da Pastoral da Ecologia Integral. Email: [email protected]Instagram: @profjuacy WhatsApp: 65 9 9272 0052

 

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Avanços da ginecologia ampliam possibilidades no tratamento da infertilidade feminina

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Por Acir Novaczyk
A infertilidade feminina ainda é um desafio que impacta milhares de mulheres e casais, mas os avanços da medicina têm ampliado significativamente as possibilidades de diagnóstico e tratamento. Hoje, doenças ginecológicas que antes comprometiam de forma importante a fertilidade podem ser identificadas mais precocemente e tratadas com técnicas menos invasivas, mais precisas e com recuperação mais rápida.

Nos últimos anos, a ginecologia minimamente invasiva passou a ocupar papel importante nesse cenário, especialmente em casos relacionados a alterações como endometriose, miomas, adenomiose, pólipos uterinos, aderências pélvicas e obstruções nas trompas. Muitas dessas condições evoluem silenciosamente e só são descobertas quando a mulher começa a investigar dificuldade para engravidar.

A endometriose, por exemplo, é considerada uma das doenças ginecológicas mais associadas à infertilidade feminina. O problema ocorre quando um tecido semelhante ao endométrio cresce fora do útero, podendo atingir ovários, trompas, intestino e outras estruturas da pelve. Além da dor intensa e das alterações menstruais, a doença pode provocar inflamação, aderências e alterações anatômicas que dificultam a gestação.

Os miomas uterinos também merecem atenção, principalmente quando alteram a cavidade uterina ou comprometem a implantação do embrião. Já a adenomiose, muitas vezes confundida com outras doenças ginecológicas, pode afetar a qualidade do endométrio e dificultar a gravidez. Há ainda casos relacionados a alterações nas trompas, aderências provocadas por processos inflamatórios ou cirurgias anteriores e pólipos que interferem no ambiente uterino.

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Com o avanço da tecnologia, procedimentos minimamente invasivos passaram a oferecer novas possibilidades terapêuticas para essas pacientes. Técnicas como videolaparoscopia, histeroscopia e cirurgia robótica permitem abordagens mais precisas, com pequenas incisões, menor trauma cirúrgico e recuperação mais rápida quando comparadas às cirurgias convencionais.

Além do benefício estético e da redução do tempo de recuperação, a principal vantagem está na preservação da anatomia e da função reprodutiva da mulher. Em muitos casos, a correção cirúrgica de alterações ginecológicas pode contribuir para restaurar condições mais favoráveis à gestação, sempre respeitando as particularidades de cada paciente.

É importante destacar que nem toda mulher com infertilidade terá indicação cirúrgica e que cada caso deve ser avaliado de forma individualizada. Em algumas situações, a reprodução assistida será necessária; em outras, o tratamento clínico ou a abordagem cirúrgica podem representar etapas importantes para melhorar as chances de gravidez e a qualidade de vida da paciente.

Outro ponto fundamental é o diagnóstico precoce. Cólicas menstruais incapacitantes, dor durante as relações sexuais, alterações menstruais, sangramentos intensos e dores pélvicas persistentes não devem ser normalizados. Muitas mulheres convivem durante anos com sintomas importantes sem imaginar que podem estar relacionados a doenças que impactam diretamente a fertilidade.

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Antes restritos a grandes centros do país, procedimentos ginecológicos minimamente invasivos e tecnologias mais modernas já fazem parte da realidade de pacientes em Cuiabá, ampliando o acesso a tratamentos especializados e mais seguros. O avanço da medicina tem permitido não apenas tratar doenças ginecológicas com maior precisão, mas também oferecer mais qualidade de vida e novas perspectivas para mulheres que desejam engravidar.

Ao final, o mais importante é compreender que infertilidade não significa ausência de possibilidades. Com diagnóstico adequado, acompanhamento especializado e tratamentos individualizados, muitas mulheres conseguem encontrar caminhos mais seguros e eficazes para realizar o desejo da maternidade.

Dr. Acir Novaczyk é ginecologista e endoscopista ginecológico, especialista em cirurgia minimamente invasiva e robótica ginecológica

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