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Sesc Pantanal: um negócio com propósito sustentável

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Da Assessoria

Carlos Artexes

Carlos Artexes

Sustentabilidade empresarial. Ativos ambientais. Produção de natureza. Negócios com propósito. Esses termos orbitam todos os grandes encontros de negócios ao redor do planeta e são tendências às quais as empresas buscam se adaptar para não perder competitividade e mercado.

 

Se obter lucros é, por definição, o princípio de todo negócio, o lucro a qualquer custo já não é mais concebível no mundo em que a consciência do consumidor mudou.

 

Pesquisas divulgadas em 2019 mostram que 87% da população brasileira prefere comprar de empresas sustentáveis e não se importa em pagar mais caro por isso. Essa mudança de paradigma faz com que as empresas adaptem seus processos para atender esse público e é força motivadora para muitos novos negócios que surgem a partir do DNA da responsabilidade socioambiental.

Empresas que criam projetos sociais e ambientais e a partir disso encontram uma forma de obter rentabilidade para manter a operação é uma realidade cada vez mais comum no mundo corporativo e uma atitude cada vez mais valorizada na sociedade

 

Mas se esse é um movimento recente no país e ainda nos valemos de exemplos internacionais para citar o sucesso do conceito aplicado na prática, não podemos deixar de divulgar e referenciar o pioneirismo do Sesc Pantanal, polo socioambiental do Sesc fundado há vinte e três anos e que desde o começo surgiu com um propósito claro: ser um ativo ambiental sustentável e capaz de fazer diferença na comunidade onde está inserido.

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Há duas décadas esses temas não eram pauta no mundo empresarial, tampouco nas instituições como o Serviço Social do Comércio. Porém, a visão arrojada da gestão do Sesc enxergou no Pantanal o lugar ideal para receber um projeto inovador. E assim foi criada a maior Reserva Privada do Patrimônio Natural – RPPN – do Brasil, com 108 mil hectares, no município de Barão de Melgaço, em Mato Grosso.

 

Foi construído um hotel que pratica turismo responsável. Foi adquirido o Parque Sesc Baía das Pedras, que é o ponto central de pesquisas do Pantanal. Foi construído o Sesc Poconé para levar lazer, saúde, educação, esporte e cultura para a comunidade. E foi comprado o Parque Sesc Serra Azul para preservar uma das principais nascentes que abastecem a região pantaneira. Um ecossistema de negócios que preza pela preservação de um dos biomas mais importantes do mundo, ao mesmo tempo em que se preocupa em manter a identidade do ser humano pantaneiro, possibilitando melhoria na qualidade de vida da população no entorno dos empreendimentos.

 

Temos muito orgulho em afirmar que o Sesc Pantanal, que hoje completa 23 anos de existência, foi pioneiro e já implementava uma tendência de negócios que só agora parece tomar corpo e se difundir no meio empresarial.

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Se hoje servimos de referência e modelo, é porque desde sempre houve um propósito claro para aquele projeto: criar permanente conexão entre instituição e sociedade. É o que nos faz ser relevantes na região onde atuamos.

 

O autor e empresário Joey Reimam afirma com propriedade que “até agora, o objetivo dos negócios tem sido o de gerar mais negócios: melhorar resultados e enriquecer acionistas. Mas hoje há uma mudança em andamento – conduzida por uma vanguarda de líderes empresariais que acreditam num propósito mais elevado para os negócios: fazer do mundo um lugar mais rico e significativo de se viver.” 

 

Nós acreditamos que a natureza gera mais riquezas preservada do que destruída. A integridade ecológica é capaz de alavancar o potencial econômico, apoiar a comunidade. E é isso que buscamos fazer com o Sesc Pantanal, em Mato Grosso. Quanto mais líderes, empresas, instituições e cidadãos se derem conta da importância da conservação da natureza, mais rico, significativo e sustentável será o mundo.

 

*Carlos Artexes é Diretor-Geral do Departamento Nacional do Sesc

*Christiane Caetano é Superintendente da Estância Ecológica Sesc Pantanal

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Série Governantes: Faça a sua parte

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Por Francisney Liberato

“Não pergunte o que seu país pode fazer por você. Pergunte o que você pode fazer por seu país.” John F. Kennedy

Uma das características mais marcantes do brasileiro é a sua criatividade. Ele consegue desenvolver e pôr em prática várias habilidades como: ideias, pensamentos, empreendedorismo, visando o seu bem-estar e o seu conforto, como também o de sua família.

Segundo o site “Terra”, em 30/09/2019, é apresentada uma pesquisa a qual conclui: “A pesquisa Amway Global Entrepreneurship Report (AGER) revela que 56% dos brasileiros desejam ser donos do seu próprio negócio. Destes, 74% são jovens entre 18 e 35 anos. O índice do Brasil é maior que a média global, que está em 47%”.

Vejam que no Brasil os jovens desejam criar e empreender, eles querem ter o seu próprio negócio. Isso é muito positivo para nossa nação. Infelizmente, uma coisa é desejar e querer ser um empresário, outra, bem diferente, é efetivar esse desejo.

Não podemos permitir que o conceito autocrático, isto é, esperar que as ideias, iniciativas e as respostas sejam exclusivamente do chefe, do líder, do diretor escolar, do pai e da mãe, do governante, do presidente, uma vez que, se agirmos dessa maneira, veremos falecer a nossa liberdade de criar.

É fundamental para todos que tenham uma mentalidade aberta e moderna que as pessoas criem e empreendam mais, pois é por intermédio disso que é gerada riqueza para o nosso país.

Você deve olhar para dentro de si e se perguntar: Qual é a sua vocação para melhorar a sua vida, a vida da sua família, dos seus entes queridos e do país onde reside? Essa reflexão é de extrema importância.

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A responsabilidade é única e exclusivamente sua. Aqui existe um conceito fundamental que devemos ter como prisma em nossas vidas, que é chamado de Autorresponsabilidade. Em síntese, é necessário trazer para si a responsabilidade, e não a de colocar sobre o encargo do outro, como: os seus pais, seus familiares, seus empregadores e seus governantes. Em outras palavras, o sucesso ou fracasso da sua vida está em sua alçada.

Se pensarmos a vida dessa forma, saiba que teremos uma nação moderna e próspera, com índices de desenvolvimento econômico e humano semelhantes aos de países do primeiro mundo.

Entretanto, muitos indivíduos têm dificuldades de entender o seu propósito para esta vida. Muitos estudantes que estão cursando uma faculdade já pensam em desistir, por entender que não é bem isso o que sonham para sua vida. Enquanto existem muitos indivíduos desejando crescer evoluir, por outro lado, têm, infelizmente, os que esperam “a comida, o emprego, o dinheiro caírem do céu”.

John Fitzgerald Kenedy ou JFK foi um político norte-americano que governou os Estados Unidos (1961-1963), o seu nome está registrado como o 35° presidente daquela nação. Ele é considerado uma das grandes personalidades do século XX.

Kennedy se tornou o segundo presidente mais jovem do seu país, depois de Theodore Roosevelt. Infelizmente, não conseguiu terminar o seu mandato, uma vez que foi assassinado em 1963.

O presidente John Kennedy proferiu uma célebre frase que ainda tem uma enorme relevância para os nossos dias: “Não pergunte o que seu país pode fazer por você. Pergunte o que você pode fazer por seu país”.

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Podemos parafrasear essa afirmação do ex-presidente americano para o nosso contexto: o que nós brasileiros podemos fazer pelo Brasil? O que estamos fazendo para melhorar o nosso país? Qual tem sido a minha e sua contrapartida para desenvolver e aperfeiçoar esta nação? Como podemos abandonar determinadas atitudes paternalistas e viver de forma mais racional, visando o bem comum? O Estado pertence a todos nós. Devemos fazer a nossa parte, e não exigir que Estado seja o responsável e provedor por tudo.

Nosso país é formado pela diversidade cultural, étnica e social de milhares de brasileiros, que nem sempre concordam com as decisões dos nossos governantes, mas todos fazemos parte da nação, e devemos caminhar em um mesmo sentido. A nossa Constituição de 1988 dispõe que todo poder se origina do povo. O poder está nas mãos de cada ser habitante deste país. Nós podemos e devemos fazer o melhor pelo Estado, independentemente de questões políticas e partidárias.

Não diga o que o país deve fazer por você, use a sua criatividade, empreendedorismo, e faça o seu melhor na medida de suas condições, e de acordo com as suas circunstâncias. Seja presente e deixe o seu legado para esta nação. A responsabilidade pelo sucesso ou fracasso do Brasil está em nossas mãos. Está disposto a tomar uma iniciativa para contribuir com a República Federativa do Brasil?

Francisney Liberato Batista Siqueira é Auditor Público Externo do Tribunal de Contas de Mato Grosso, Chefe de gabinete de Conselheiro do TCE-MT, Palestrante Nacional, Professor, Coach, Mentor, Advogado e Contador, Autor dos Livros “Mude sua vida em 50 dias”, “Como falar em público com eficiência” e “A arte de ser feliz”.

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