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Sérgio Ricardo inicia inspeção na MT-170 após asfalto de R$ 130 milhões ser destruído em menos de um ano

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O presidente Sérgio Ricardo deu início, nesta segunda-feira (1º), à inspeção na MT-170 | Foto: Tony Ribeiro

O presidente do Tribunal de Contas de Mato Grosso (TCE-MT), conselheiro Sérgio Ricardo, deu início, nesta segunda-feira (1º), à inspeção na MT-170 após denúncias de que trechos da rodovia, que consumiram milhões de reais em recursos públicos, já estão destruídos menos de um ano após a entrega. A vistoria vai subsidiar uma auditoria para apurar a qualidade da pavimentação, a aplicação dos recursos e a responsabilidade das empresas contratadas.

“As informações que nós temos é que tem um trecho entre Castanheira e Juruena que está totalmente destruído. Só que, como é tudo o mesmo projeto, daqui a pouco toda a rodovia vai estar destruída. A MT 170 virou farelo e ela custou milhões”, afirmou o presidente.

Ao longo dos próximos dias, o presidente e a equipe técnica seguirão por Campo Novo do Parecis, Brasnorte, Juína, Castanheira e Juruena. Além do registro dos pontos críticos de cada lote dos contratos, também serão realizadas reuniões com prefeituras e entidades locais para colher relatos da população.

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“Temos recebido muita reclamação de toda essa região para onde estamos indo. Então, queremos ouvir as pessoas. Todo mundo pode acompanhar nossa caravana, é o Tribunal de Contas com o pé na estrada”, reforçou Sérgio Ricardo.

O presidente explicou ainda que um dos pontos da auditoria é a regularidade do seguro das obras, já que a falta de cobertura pode inviabilizar a garantia para refazer os trechos danificados. “O artigo 618 do Código Civil diz que a empresa tem que garantir a manutenção por cinco anos. Mas, se não tem seguro, não tem como cobrir o estrago.”

A rodovia MT-170, antiga BR-174, foi estadualizada em junho de 2022 para acelerar a pavimentação. A obra se divide em duas frentes: uma de pavimentação nova, entre Castanheira e Colniza, e outra de recuperação, do entroncamento com a BR-364 até Castanheira, passando por Brasnorte e Juína.

Em um dos trechos mais críticos, executados pela empresa MT-Sul, foram pagos cerca de R$ 130 milhões, conforme levantamento preliminar do Tribunal. “É um trecho em que a MT-Sul já recebeu R$ 130 milhões e a estrada está totalmente destruída em um ano”, ressaltou Sérgio Ricardo.

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Na última semana, lideranças da Região Noroeste denunciaram ao presidente que a má qualidade da via tem gerado prejuízos ao escoamento da produção, ao transporte de pacientes e à segurança dos motoristas.

Diante do cenário, foram convocadas para prestar esclarecimentos no TCE-MT as quatro empresas responsáveis pela execução (MT-Sul, Guache, Cavalca e Agrimat), além da Consol, que foi contratada pelo Governo do Estado para fiscalizar as demais.

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Tribunal de Contas entrega a candidatos plano que orienta a gestão de Mato Grosso até 2050

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Presidente Sérgio Ricardo e Valter Albano apresentam Plano de Metas Mato Grosso 2050 | Foto: Alair Ribeiro

O presidente do Tribunal de Contas de Mato Grosso (TCE-MT), conselheiro Sérgio Ricardo, encaminhou, nesta semana, o Plano de Metas Mato Grosso 2050 aos candidatos ao Governo do Estado e ao Senado. O documento orienta a gestão estadual pelos próximos 24 anos, período que corresponde a seis mandatos governamentais, e será apresentado à sociedade após as eleições.

Segundo Sérgio Ricardo, o plano foi pensado com a visão voltada para o cidadão e para a redução das desigualdades sociais. “Isso aqui não nasce de um lugar qualquer, de uma informação solta ao vento. Nasce de números, de prestação de contas do Estado e dos municípios”, explicou. “São sugestões, mas eu digo o seguinte: prestem atenção nessas sugestões”, completou.

Após a eleição deste domingo (4), o plano será apresentado na Escola Superior de Contas. Se houver segundo turno, o convite vale para os dois candidatos ao Governo. Se não houver, vale para o candidato eleito. Candidatos a deputado federal e estadual e demais interessados também podem retirar o material.

Elaborado sob coordenação do presidente da Comissão Permanente de Sustentabilidade Fiscal (COPSFID), Valter Albano, o plano abrange as áreas social, econômica e de infraestrutura.

As diretrizes funcionam como referência aos gestores, sem caráter obrigatório, e não substituem o plano de governo de cada gestão. “Cada governo tem seu plano, mas o Tribunal vai estar sempre avaliando, por essas diretivas, se fez ou deixou de fazer aquilo que é a melhor diretriz. Não é uma diretriz absoluta. São trilhas para que se faça um bom governo”, afirmou Albano.

Avaliação dos candidatos

Candidata ao Governo do Estado Natasha Slhessarenko.
Candidata ao Governo do Estado Natasha Slhessarenko.
Candidato ao Governo do Estado Wellington Fagundes.
Candidato ao Governo do Estado Wellington Fagundes.

A entrega seguiu a agenda de cada candidato. Dos seis concorrentes ao Governo do Estado, cinco já receberam o plano: Natasha Slhessarenko, Wellington Fagundes, Maurício Coelho e Rafael Milas, pessoalmente, e Otaviano Pivetta, por meio de representantes. Sargento Laudicério não retornou aos contatos. Todos os candidatos receberam o documento por e-mail.

Natasha Slhessarenko agradeceu ao presidente do TCE-MT ao destacar a importância da iniciativa. “É um material riquíssimo, que vai nos ajudar muito a conduzir o Estado. O desenvolvimento econômico é extremamente importante, é o que faz Mato Grosso figurar entre os estados mais ricos do Brasil, mas precisamos também diminuir a desigualdade e ter desenvolvimento socioeconômico com distribuição de renda.”

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Wellington Fagundes, por sua vez, destacou o caráter orientativo do trabalho do Tribunal. “Esse plano, com certeza, será levado muito em conta, para que, durante a transição, tenhamos com o Tribunal de Contas e todos os Poderes a melhor orientação. É preciso aplicar bem os recursos e atender ao desenvolvimento do estado como um todo, fazendo com que os recursos promovam o desenvolvimento de todas as regiões.”

Candidato ao Governo do Estado Maurício Coelho.
Candidato ao Governo do Estado Maurício Coelho.
Candidato ao Governo do Estado Rafael Millas.
Candidato ao Governo do Estado Rafael Milas.

Para Maurício Coelho, o plano dá condições ao Estado de estabelecer prioridades. “Hoje, a prioridade do Estado tem de ser a diversificação econômica, que é pauta relevante dentro desse plano. O fato de ser um plano não para daqui a quatro ou oito anos, mas para 2050, significa que estamos olhando não para um governo, mas para uma continuidade de Estado”, afirmou.

Entre os candidatos ao Senado, o documento foi entregue a Coronel Darwin, Antonio Galvan, Mauro Mendes, Pedro Taques e a Carlos Fávaro, representado pelo 1° suplente Alexandre Schenkel. Aos demais candidatos, em virtude de conflito de agenda, o plano está sendo entregue em seus comitês e enviado por e-mail.

Distribuição do desenvolvimento

Candidato ao Senado Coronel Darwin.
Candidato ao Senado Coronel Darwin.
Candidato ao Senado Mauro Mendes.
Candidato ao Senado Mauro Mendes.

O diagnóstico feito com dados oficiais até junho de 2026 mostra que cerca de 28% da população, mais de 1 milhão de pessoas, vive na pobreza (15%) ou na extrema pobreza (13%). Além disso, a riqueza está concentrada em 7 das 22 microrregiões, e a indústria responde por 14,8% do Produto Interno Bruto (PIB) estadual, contra 33,63% da agropecuária.

Para Sérgio Ricardo, o modelo explica por que um estado rico convive com a fome e com a falta de alimentos básicos, como arroz e feijão, na mesa da população. “Hoje, Mato Grosso está recebendo estrutura, mas é estrutura para as grandes produções. Tem a ferrovia cortando o estado, mas é para transportar as grandes produções. E o feijão com arroz? E a carne possível na mesa do cidadão? É o social que precisa ser olhado.”

Candidato ao Senado Antonio Galvan.
Candidato ao Senado Antonio Galvan.
Candidato ao Senado Pedro Taques.
Candidato ao Senado Pedro Taques.

Os estudos identificaram ainda que 82 dos 142 municípios de Mato Grosso estão sem exploração das suas vocações econômicas. “O crescimento econômico está concentrado em poucos municípios e em poucas regiões. O plano sinaliza que é preciso distribuir o desenvolvimento, ampliar a cadeia produtiva e diversificar a produção”, explicou Albano.

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Diante do cenário, uma das propostas é integrar esses municípios aos que têm crescimento econômico, em modelo semelhante ao da integração entre agroindústrias e pequenos produtores. Outro eixo é criar oportunidades de trabalho e renda para quem depende de programas de transferência de renda.

“Nós reconhecemos o potencial do empresariado e da própria economia, mas o Tribunal de Contas tem certeza de que só quem pode promover essa distribuição do desenvolvimento é o governo”, ressaltou Albano. “O que nós discutimos no plano é criar oportunidade de trabalho, para que a pessoa, trabalhando, tenha uma renda melhor. Não é para excluir ninguém dos programas de apoio. É para melhorar”, acrescentou.

Baixada Cuiabana

Alexandre Schenkel , 1° suplente do candidato ao Senado Carlos Fávaro.
Alexandre Schenkel , 1° suplente do candidato ao Senado Carlos Fávaro.

Segundo Sérgio Ricardo, o plano dá atenção especial à região do Vale do Rio Cuiabá, cujos 13 municípios reúnem cerca de 5 mil propriedades improdutivas às margens do rio e 93 favelas. Ele destacou que a proposta prevê levar energia e água para irrigação a essas áreas e transformar a região em polo de produção de alimentos.

“Nós queremos orientar os futuros governadores. Pelo amor de Deus, coloquem a mão na consciência, coloquem a mão no coração. Pensem nas pessoas, pensem no pobre, pensem naquele que não tem emprego”, concluiu.

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