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BRASIL E MUNDO

Brasil faz história na Olimpíada Internacional de Astronomia e Astrofísica

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Em 2026, o Brasil conquistou um dos melhores resultados de sua história na Olimpíada Internacional de Astronomia e Astrofísica (IOAA, na sigla em inglês). Na 19ª edição da competição, a delegação brasileira obteve uma medalha de ouro, uma de prata e três de bronze. A olimpíada aconteceu entre os dias 25 de setembro e 5 de outubro, em Hanói, capital do Vietnã.

A medalha de ouro foi conquistada por Eyke Cardoso de Souza Torres, enquanto Arthur Alencar Spuri ficou com a prata. Biatriz Soares Silva, Jailson Henrique Godeiro Neto e Isaac Victor de Araújo Santos receberam medalhas de bronze. Os cinco conquistaram suas vagas na IOAA após um amplo processo seletivo iniciado a partir da 2ª fase da Olimpíada Brasileira de Astronomia e Astronáutica (OBA).

Alto nível de dificuldade

A IOAA é uma das principais competições internacionais de astronomia e astrofísica voltadas a estudantes. A iniciativa reúne jovens talentos de dezenas de países em uma intensa programação de provas e atividades científicas.

Entre os desafios enfrentados nesta edição, os estudantes responderam a questões envolvendo a observação de Saturno, o aglomerado aberto Messier 29 e a determinação da massa de um buraco negro por meio da técnica de reverberação. Segundo o professor Thiago Paulin, líder da delegação brasileira, a prova exigiu que os estudantes fossem além da observação: eles precisaram interpretar os dados coletados e utilizar as medições para realizar cálculos astronômicos.

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Após as provas, os integrantes da equipe brasileira também compartilharam suas impressões sobre os desafios da IOAA. Isaac Santos considerou a análise de dados a prova mais difícil, enquanto Arthur Spuri afirmou que, se pudesse refazer uma questão, escolheria uma da prova teórica sobre buracos negros primordiais. Já Biatriz Soares destacou a prova de telescópio como uma das experiências mais marcantes da competição.

A participação na IOAA também ficou marcada pela convivência com estudantes e delegações de diferentes partes do mundo. Jailson Godeiro destacou especialmente o contato com participantes da Turquia e da Arábia Saudita. Já Eyke Cardoso destacou os momentos após as provas teórica e de análise de dados, quando os estudantes receberam salvas de palmas dos líderes e guias da competição. Para ele, foram experiências que ficarão “para o resto da vida”.

Como participar

Para disputar uma vaga nas olimpíadas internacionais e latino-americanas de astronomia, os estudantes do ensino médio precisam obter nota igual ou superior a 7 na prova da Olimpíada Brasileira de Astronomia e Astronáutica do ano anterior. Já os alunos do 9º ano do ensino fundamental devem alcançar nota igual ou superior a 9.

A partir dessa classificação, os estudantes avançam para as etapas seguintes do processo seletivo. Na 2ª fase, a prova de pré-seleção é realizada presencialmente. Os classificados são convidados a participar do Torneio Seletivo de Astronomia e Astrofísica (TSA²), etapa que tem papel fundamental na definição dos estudantes que seguem no processo.

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Com base no desempenho no TSA², são selecionados 45 estudantes para participar dos treinamentos. Desse total, 10 vagas são destinadas obrigatoriamente a meninas, cinco a estudantes do 1º ano do ensino médio e outras cinco a alunos de escolas públicas. As demais vagas são preenchidas pelos outros estudantes classificados até completar o grupo de 45 participantes.

Ao final do processo seletivo e dos treinamentos, são definidos os cinco jovens que representarão o Brasil na Olimpíada Internacional de Astronomia e Astrofísica, os cinco classificados para a Olimpíada Latino-Americana de Astronomia e Astronáutica (OLAA), além de cinco suplentes.

Organização da OBA

A Olimpíada Brasileira de Astronomia e Astronáutica é realizada pela Sociedade Astronômica Brasileira (SAB), em parceria com a Agência Espacial Brasileira (AEB), e conta com o apoio do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), dos deputados federais Tabata Amaral, Vitor Lippi e Ismael Alexandrino, do senador e astronauta Marcos Pontes, do Centro Universitário Facens, do BTG Pactual, da Bizu Space e da Força Aérea Brasileira.

A OBA também tem como embaixadores os canais Manual do Mundo e AstroBioFísica.

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BRASIL E MUNDO

 Lula e Flávio Bolsonaro vão ao segundo turno da eleição presidencial; senador surpreende e chega à frente

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O senador Flávio Bolsonaro (PL) e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) vão decidir a eleição presidencial de 2026 no segundo turno, marcado para 25 de outubro. Com mais de 96% das urnas apuradas neste domingo (4), Flávio Bolsonaro aparecia com 47,72% dos votos válidos, contra 44,70% de Lula — resultado que contrariou a maior parte das pesquisas, que apontavam o petista terminando o primeiro turno na liderança.

Como nenhum candidato alcançou a maioria absoluta dos votos válidos, os dois mais votados seguem para a etapa decisiva. A disputa reproduz, em parte, a lógica de 2022: Lula manteve sua base eleitoral consolidada, enquanto Flávio ocupou o espaço político antes liderado pelo pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, que deu lugar ao filho na corrida pelo Planalto.

Aos 80 anos, Lula tenta um inédito quarto mandato. Ex-metalúrgico e ex-líder sindical, governou o país entre 2003 e 2011 e voltou ao Palácio do Planalto em 2023, após derrotar Jair Bolsonaro. Flávio Bolsonaro, de 45 anos, disputa a Presidência pela primeira vez. Formado em direito, começou a carreira na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro, onde cumpriu quatro mandatos, e está no Senado desde 2019. A única experiência anterior em eleição ao Executivo foi em 2016, quando concorreu à Prefeitura do Rio e ficou fora do segundo turno.

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A campanha de cada lado

Foram 49 dias de campanha em um primeiro turno novamente marcado pela polarização entre petismo e bolsonarismo. Lula explorou a ligação de Flávio com o pai, defendeu as ações do governo e tentou associar o adversário às suspeitas do escândalo do Banco Master. Pressionado pelas pesquisas, o presidente recorreu a uma série de medidas com impacto direto no bolso da população, como nova edição do Desenrola Brasil, contenção da alta dos combustíveis e o fim da tributação federal sobre compras internacionais de até US$ 50, a chamada “taxa das blusinhas”.

Flávio, por sua vez, tentou reacender o antipetismo que levou o pai ao Planalto em 2018. Concentrou ataques na gestão petista sobre economia e segurança pública, criticou o Supremo Tribunal Federal e explorou suspeitas envolvendo pessoas próximas ao presidente. Ao mesmo tempo, buscou se apresentar como uma figura diferente do pai — chegou a admitir erros do governo Jair Bolsonaro — e investiu na aproximação com o eleitorado feminino. Na reta final, apostou em ataques a Lula, no pedido de voto útil e no giro pelo Sudeste.

Desacreditado no início da disputa, quando foi escolhido por Jair Bolsonaro para representá-lo nas urnas, o senador enfrentou ainda fogo amigo dentro da própria base, com caciques partidários defendendo o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, para o Planalto. Mesmo assim, chegou ao primeiro turno sem outros partidos coligados ao PL.

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Terceira via

Além dos dois finalistas, outros 11 candidatos disputaram o Palácio do Planalto: Clariana Barão (DC), Edmilson Costa (PCB), Augusto Cury (Avante), Hertz Dias (PSTU), Leonardo Avalanche (PRTB), Renan Santos (Novo), Ronaldo Caiado (PSD), Rui Costa Pimenta (PCO), Samara Martins (UP), Veterinário Wilson Grassi (Democrata) e Romeu Zema (Novo). O escritor Augusto Cury chegou a alcançar dois dígitos de intenção de voto após o primeiro debate, em setembro, mas perdeu fôlego e voltou a disputar o terceiro lugar com o ex-governador goiano Ronaldo Caiado.

A partir desta segunda-feira (5), as duas campanhas passam a disputar diretamente os eleitores dos candidatos que ficaram pelo caminho — e também o apoio do Centrão.

Datas do segundo turno

A campanha recomeça já nesta segunda-feira, com liberação de atos de rua e anúncios na internet. A propaganda eleitoral gratuita no rádio e na TV retorna em 9 de outubro e segue até o dia 23, data-limite também para a realização de debates. Em 24 de outubro, véspera do pleito, encerra-se o prazo para carreatas, caminhadas e distribuição de material de campanha. No domingo (25), os eleitores voltam às urnas, das 8h às 17h, para escolher o próximo presidente do Brasil.

 

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