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Por um novo ciclo de desenvolvimento

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Luiz Fernando Caldart

Luiz Fernando Caldart

Em meio ao cerrado brasileiro, no maior centro produtor agrícola da América do Sul a necessidade de investimentos no setor tecnológico passa a ser indispensável para que Mato Grosso siga seu caminho de desenvolvimento e crescimento econômico e social.

 

A pesquisa e tecnologia aliadas à coragem de bravos empreendedores das décadas de 1980 a 2000, que investiram na produção agrícola nos trouxe até aqui, nomes como André Maggi, Dario Hiromoto, Cloves Vettorato, Adilton Sachetti, Blairo Maggi, Jonas Pinheiro e Hugo de Carvalho Ribeiro, devem ser reconhecidos como impulsionadores do grande polo produtor que hoje nos tornamos.

 

No entanto, para haver crescimento contínuo outros polos da economia precisam ser desenvolvidos, o tecnológico surge então como imprescindível para suporte as demais áreas econômicas.

 

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O avanço tecnológico proporciona produção eficiente e produtos alimentícios mais acessíveis à população, atendimentos médicos ágeis e educação de qualidade voltada para a inclusão empreendedora e qualificação do mundo do trabalho.

 

Um Polo Tecnológico em Mato Grosso voltado para sua vocação econômica, buscando desenvolver tecnologias e ferramentas de apoio à verticalização das cadeias produtivas, (confidencio aqui uma conversa ocorrida em 2008 no quarto do hospital Santa Rosa em Cuiabá), sonho do grande Cloves Vettorato, passa a ser uma das maiores necessidades de investimentos para o desenvolvimento de nossa terra.

Modelos como o de Santa Catarina, iniciado em 1.986, voltado para os mais diversos segmentos econômicos e onde a tecnologia já representa 5.6% da economia do estado, contando com uma receita média de R$1,255 milhão em 2018 e 47 mil colaboradores, ou o de Recife-PE, onde o Porto Digital, fundado em 2000, voltado para a produção de games. Cine-vídeo-animação e design, que hoje abriga 300 empresas e cerca de nove mil trabalhadores.

 

Manaus, em meio à floresta Amazônica, deu seu primeiro passo em novembro de 2018 reunindo 93 empresas desenvolvedoras de tecnologia avançada e inovação da região debatendo e compartilhando ideias e iniciativas visando à implantação de um Polo Digital que oferecerá à indústria do Amazonas a possibilidade novas estratégias de mercado que derivem da tecnologia. 

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As Universidades, Institutos Federais de Educação, Sistema S, Secretarias de Ciência e Tecnologia, Agricultura, Fazenda, Desenvolvimento Econômico, Educação, MTI, Federações de Indústria, Comércio, Agricultura, Empresas Privadas e todas as demais instituições que puderem colaborar com o seu desenvolvimento devem participar desse grande projeto estratégico e fundamental para a consolidação do novo ciclo de desenvolvimento de Mato Grosso.

 

Luiz Fernando Caldart é Advogado e ex-presidente do Centro Estadual de Educação Profissional e Tecnológica de Mato Grosso-Ceprotec.

 

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Série Governantes: Faça a sua parte

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Por Francisney Liberato

“Não pergunte o que seu país pode fazer por você. Pergunte o que você pode fazer por seu país.” John F. Kennedy

Uma das características mais marcantes do brasileiro é a sua criatividade. Ele consegue desenvolver e pôr em prática várias habilidades como: ideias, pensamentos, empreendedorismo, visando o seu bem-estar e o seu conforto, como também o de sua família.

Segundo o site “Terra”, em 30/09/2019, é apresentada uma pesquisa a qual conclui: “A pesquisa Amway Global Entrepreneurship Report (AGER) revela que 56% dos brasileiros desejam ser donos do seu próprio negócio. Destes, 74% são jovens entre 18 e 35 anos. O índice do Brasil é maior que a média global, que está em 47%”.

Vejam que no Brasil os jovens desejam criar e empreender, eles querem ter o seu próprio negócio. Isso é muito positivo para nossa nação. Infelizmente, uma coisa é desejar e querer ser um empresário, outra, bem diferente, é efetivar esse desejo.

Não podemos permitir que o conceito autocrático, isto é, esperar que as ideias, iniciativas e as respostas sejam exclusivamente do chefe, do líder, do diretor escolar, do pai e da mãe, do governante, do presidente, uma vez que, se agirmos dessa maneira, veremos falecer a nossa liberdade de criar.

É fundamental para todos que tenham uma mentalidade aberta e moderna que as pessoas criem e empreendam mais, pois é por intermédio disso que é gerada riqueza para o nosso país.

Você deve olhar para dentro de si e se perguntar: Qual é a sua vocação para melhorar a sua vida, a vida da sua família, dos seus entes queridos e do país onde reside? Essa reflexão é de extrema importância.

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A responsabilidade é única e exclusivamente sua. Aqui existe um conceito fundamental que devemos ter como prisma em nossas vidas, que é chamado de Autorresponsabilidade. Em síntese, é necessário trazer para si a responsabilidade, e não a de colocar sobre o encargo do outro, como: os seus pais, seus familiares, seus empregadores e seus governantes. Em outras palavras, o sucesso ou fracasso da sua vida está em sua alçada.

Se pensarmos a vida dessa forma, saiba que teremos uma nação moderna e próspera, com índices de desenvolvimento econômico e humano semelhantes aos de países do primeiro mundo.

Entretanto, muitos indivíduos têm dificuldades de entender o seu propósito para esta vida. Muitos estudantes que estão cursando uma faculdade já pensam em desistir, por entender que não é bem isso o que sonham para sua vida. Enquanto existem muitos indivíduos desejando crescer evoluir, por outro lado, têm, infelizmente, os que esperam “a comida, o emprego, o dinheiro caírem do céu”.

John Fitzgerald Kenedy ou JFK foi um político norte-americano que governou os Estados Unidos (1961-1963), o seu nome está registrado como o 35° presidente daquela nação. Ele é considerado uma das grandes personalidades do século XX.

Kennedy se tornou o segundo presidente mais jovem do seu país, depois de Theodore Roosevelt. Infelizmente, não conseguiu terminar o seu mandato, uma vez que foi assassinado em 1963.

O presidente John Kennedy proferiu uma célebre frase que ainda tem uma enorme relevância para os nossos dias: “Não pergunte o que seu país pode fazer por você. Pergunte o que você pode fazer por seu país”.

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Podemos parafrasear essa afirmação do ex-presidente americano para o nosso contexto: o que nós brasileiros podemos fazer pelo Brasil? O que estamos fazendo para melhorar o nosso país? Qual tem sido a minha e sua contrapartida para desenvolver e aperfeiçoar esta nação? Como podemos abandonar determinadas atitudes paternalistas e viver de forma mais racional, visando o bem comum? O Estado pertence a todos nós. Devemos fazer a nossa parte, e não exigir que Estado seja o responsável e provedor por tudo.

Nosso país é formado pela diversidade cultural, étnica e social de milhares de brasileiros, que nem sempre concordam com as decisões dos nossos governantes, mas todos fazemos parte da nação, e devemos caminhar em um mesmo sentido. A nossa Constituição de 1988 dispõe que todo poder se origina do povo. O poder está nas mãos de cada ser habitante deste país. Nós podemos e devemos fazer o melhor pelo Estado, independentemente de questões políticas e partidárias.

Não diga o que o país deve fazer por você, use a sua criatividade, empreendedorismo, e faça o seu melhor na medida de suas condições, e de acordo com as suas circunstâncias. Seja presente e deixe o seu legado para esta nação. A responsabilidade pelo sucesso ou fracasso do Brasil está em nossas mãos. Está disposto a tomar uma iniciativa para contribuir com a República Federativa do Brasil?

Francisney Liberato Batista Siqueira é Auditor Público Externo do Tribunal de Contas de Mato Grosso, Chefe de gabinete de Conselheiro do TCE-MT, Palestrante Nacional, Professor, Coach, Mentor, Advogado e Contador, Autor dos Livros “Mude sua vida em 50 dias”, “Como falar em público com eficiência” e “A arte de ser feliz”.

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