POLÍCIA
PM desmantela quadrilha suspeita por tráfico de drogas em Santa Rita do Trivelato
Policiais militares do 26º Batalhão prenderam, nesta terça-feira (26.5), cinco pessoas suspeitas por tráfico ilícito de drogas, no município de Santa Rita do Trivelato (355 km de Cuiabá). As equipes apreenderam 41 porções de entorpecentes diversos, um tablete de maconha, duas balanças de precisão e outros materiais de preparo e embalagem dos ilícitos.
Durante o patrulhamento tático em decorrência da Operação Tolerância Zero, os policiais militares receberam denúncia de que havia um casal usando entorpecentes nas proximidades de uma igreja central no município. Os suspeitos foram abordados e detidos.
À PM, eles confessaram a localização de uma mulher, que teria fornecido os entorpecentes. Os militares se deslocaram ao endereço, identificaram e abordaram a suspeita. Na casa, os militares encontraram duas crianças, de 4 e 9 anos, além de diversas porções de drogas. O Conselho Tutelar foi acionado para acompanhar a ocorrência e ficar responsável pelos menores.
Em seguida, a nova suspeita confessou a participação de um casal, que também comercializava drogas no município. Durante nova abordagem, foram apreendidos mais produtos ilícitos e duas balanças de precisão. Os suspeitos foram conduzidos à delegacia.
Disque-denúncia
A sociedade pode contribuir com as ações da Polícia Militar de qualquer cidade do Estado, sem precisar se identificar, por meio do 190 ou 0800.065.3939.
Fonte: PM MT – MT
POLÍCIA
Operação investiga grupo que criava fotos pornográficas com IA de alunas do IFMT
A Polícia Civil deflagrou, nesta quarta-feira, a Operação Máxima Proteção, com o objetivo de desmantelar uma associação criminosa especializada na produção, armazenamento e comercialização de conteúdos pornográficos falsos de adolescentes. A ação policial cumpriu três ordens judiciais nas cidades de Juína e Sinop, em Mato Grosso, e em Cacoal, no estado de Rondônia. O grupo utilizava ferramentas de inteligência artificial para realizar montagens realistas a partir de fotos reais das vítimas.
As investigações, conduzidas pela Delegacia de Juína, tiveram início após a identificação de quatro alunos de uma escola particular do município suspeitos de envolvimento no esquema. Com o aprofundamento das apurações, os policiais constataram que adultos também participavam das atividades ilícitas, o que motivou a abertura de um inquérito policial detalhado. Até o momento, os investigadores identificaram cerca de 30 vítimas na região de Juína, a maioria delas adolescentes matriculadas em duas instituições de ensino privadas e no Instituto Federal de Mato Grosso.
De acordo com o inquérito, os investigados agiam de maneira organizada e com divisão de tarefas. Eles utilizavam softwares de manipulação digital para criar imagens e vídeos falsos de teor sexual com alta aparência de realidade, dificultando a percepção da fraude. Os arquivos eram guardados em dispositivos físicos e em contas de armazenamento em nuvem, sendo posteriormente distribuídos e comercializados.
A polícia descobriu que dois adolescentes de 15 anos faziam a exploração financeira do material, cobrando valores que variavam de R$ 30 por imagem a até R$ 120 por vídeo. A análise das transações bancárias confirmou a movimentação financeira ilegal, registrando depósitos frequentes de diversos remetentes compatíveis com os valores cobrados. O alcance do grupo era interestadual, com compradores identificados em estados como Minas Gerais, Pará, Rondônia, Tocantins e Bahia. Para atrair clientes e divulgar o material, os suspeitos criavam perfis falsos com identidades femininas nas redes sociais, utilizando principalmente o Facebook.
No estado vizinho de Rondônia, os policiais civis de Juína, com o suporte da Delegacia Especializada de Roubos e Furtos de Cacoal e do Núcleo de Inteligência local, cumpriram um mandado de busca e apreensão contra um jovem de 20 anos, suspeito de integrar o esquema. Os envolvidos na organização criminosa poderão responder pelos crimes previstos no Artigo 241-C do Estatuto da Criança e do Adolescente, além de outras infrações penais que possam ser constatadas até a conclusão do caso.
Segundo o delegado Jean Andrade Araújo, a Operação Máxima Proteção demonstra a atuação firme da instituição contra crimes tecnológicos voltados à exploração de menores. A autoridade policial ressaltou que a ação evidencia a necessidade de debater e conscientizar a sociedade sobre os perigos e as implicações jurídicas do uso indevido e criminoso de tecnologias de manipulação digital.
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