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Pleno aprova rescisão de processo que julgou irregular Tomada de Contas Especial

De acordo com a decisão da conselheira substituta Jaqueline Jacobsen, o ex-prefeito de Paranatinga, Francisco Nascimento, não foi regularmente citado para apresentar defesa, o que prejudicou a apreciação dos autos

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Marcos Bergamasco

Waldir Teis

Conselheiro Waldir Teis

Julgado procedente o pedido de rescisão, com efeito suspensivo, proposto pelo ex-prefeito de Paranatinga, Francisco Nascimento, contra o Acórdão nº 811/2014, que julgou irregular a Tomada de Contas Especial referente ao Termo de Convênio 369/2007, celebrado entre a Secretaria de Estado de Educação e a Prefeitura Municipal com restituição de valores, multa e determinações legais. De acordo com a decisão da relatora, conselheira substituta Jaqueline Jacobsen, o então gestor não foi regularmente citado para apresentar defesa, o que prejudicou a apreciação dos autos.

 

Durante sessão ordinária do dia 04/04, a relatora pontuou que o requerente não foi citado corretamente, pois as correspondências foram enviadas para endereço em que ele não residia mais, por ocasião da prática do ato processual. Assim, houve a devida comprovação de que desde a fase interna da tomada de contas especial instaurada pela Secretaria de Estado de Educação já havia sido documentado que o seu novo endereço domiciliar era em Cuiabá. Mesmo assim, as citações e notificações realizadas na fase externa do processo em referência foram encaminhadas como se ele ainda estivesse residindo em Paranatinga.

 

Em seu voto, a conselheira substituta determinou a rescisão e o encaminhamento dos autos ao relator originário do processo, conselheiro Waldir Teis, para que se tome a providência adequada. A decisão foi acompanhada por unanimidade.

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Cuiabá

Prefeitura de Cuiabá não paga empresa e 105 funcionários ficam sem receber; TCE-MT media solução

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O presidente do TCE-MT, conselheiro Sérgio Ricardo, informou que o Tribunal já está buscando uma solução junto com a Prefeitura | Foto: Alair Ribeiro

O presidente do Tribunal de Contas de Mato Grosso (TCE-MT), conselheiro Sérgio Ricardo, recebeu trabalhadores e representantes da empresa MD Terceirizados, nesta segunda-feira (13), para tratar do impasse que deixou 105 ex-funcionários da limpeza urbana de Cuiabá sem receber verbas rescisórias e salários. Segundo a empresa, os atrasos decorrem de uma dívida de R$ 2,5 milhões da Prefeitura de Cuiabá.

De acordo com representantes da empresa, que teve o contrato com a prefeitura encerrado em janeiro deste ano, os débitos se acumulam desde o fim de 2024 e inviabilizaram o pagamento dos trabalhadores. Para quitar as obrigações trabalhistas, seriam necessários cerca de R$ 1,5 milhão.

“O caso específico que recebemos hoje é de uma empresa que prestava serviços para a Prefeitura de Cuiabá e contava com cerca de 500 funcionários responsáveis pela limpeza urbana, como varrição e pintura de meio-fio. É uma situação em que um município deixa de pagar uma empresa, que acaba sem condições de quitar seus compromissos com os trabalhadores”, afirmou Sérgio Ricardo.

Na ocasião, o presidente informou que o Tribunal já está buscando uma solução junto com a Prefeitura. “Nossa equipe já trabalha na busca de uma solução desde a semana passada. Nossa prioridade é garantir que esses trabalhadores recebam o quanto antes. Depois, será tratada a questão do pagamento da empresa”, enfatizou.

Colapso financeiro

Representando a MD Terceirizados, a advogada Catiane Janjob afirmou que o colapso financeiro resulta da falta de pagamentos referentes a novembro e dezembro de 2024. “Durante todo esse período, a empresa continuou arcando com os custos da operação, pagando funcionários, fornecendo mão de obra e equipamentos. Na prática, financiou a prestação dos serviços públicos sem receber a contrapartida do município.”

A advogada explicou ainda que as negociações não avançaram e que o presidente do TCE-MT foi acionado pelo próprio Executivo municipal para contribuir na construção de uma solução consensual. Para ela, a mediação do Tribunal é essencial para viabilizar o pagamento dos trabalhadores.

“A atuação do Tribunal de Contas surgiu justamente nesse contexto. Estávamos buscando uma solução junto à Prefeitura de Cuiabá, e o presidente do Tribunal de Contas, conselheiro Sérgio Ricardo, foi acionado pelo próprio prefeito para contribuir na construção de uma alternativa. Fomos muito bem recebidos e saímos esperançosos de que o problema será solucionado”, afirmou.

Direitos trabalhistas

Aneliet Gamboa atuava como agente de conservação na empresa antes do encerramento do contrato. Cubana, a ex-funcionária e os filhos dependem da quitação do salário atrasado e das verbas trabalhistas para honrar compromissos financeiros, como aluguel e cartão de crédito.

“Hoje, nossa situação está muito difícil. Ainda não recebemos as verbas rescisórias nem o salário referente ao período do aviso-prévio. Isso trouxe muitas dificuldades financeiras para todos nós. Conseguimos chegar até o presidente do Tribunal de Contas, conselheiro Sérgio Ricardo, que nos recebeu muito bem e está buscando uma alternativa para resolver esse problema. Somos muito gratos por essa iniciativa”, relatou na reunião.

Para a ex-agente de roçagem Suellen Cristina Guimarães Alves, a atuação do Tribunal de Contas traz esperança aos trabalhadores. “Procuramos a Prefeitura de Cuiabá, mas não conseguimos uma resposta. Agora, fomos recebidos pelo presidente Sérgio Ricardo, que está conduzindo esse diálogo para que possamos receber nossos direitos. Não estamos pedindo nenhum favor. Queremos apenas receber pelo trabalho que realizamos e superar essa situação com dignidade.”

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