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O perfeito precisa ser melhorado

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Francisney Liberato Batista Siqueira

Muitos indivíduos buscam a perfeição a qualquer custo. Alguns se dedicam horas e mais horas para serem melhores em sala de aula. Outros trabalham mais de 15h por dia para serem bem-sucedidos profissionalmente. E você, qual tem sido a sua busca incansável?

 

Por óbvio, não há nada de errado em buscar ser o melhor em tudo, aliás, é salutar e faz bem para a sua autoestima. Contudo, caso essa busca incessante destrua a sua paz, a sua convivência com o próximo, a sua saúde e o seu sono, creio que seja melhor refletir sob o ponto de vista do que realmente importa para a sua vida.

 

Existe um perfil de pessoas conhecidas como perfeccionistas. A natureza desses indivíduos, busca obter exatidão em tudo que fazem e para qualquer coisa que executam se empenham cronologicamente para alcançarem a “perfeição”, neste caso, a melhor orientação é de se afastarem dos extremos e se atentarem com os excessos, para que consigam obter equilíbrio em todos os aspectos da vida, do contrário destruirão a própria vida, nessa rotina insana.

 

Perfeito é somente Deus. A nossa perfeição jamais será comparada a Dele.

 

Por outro lado, tem pessoas que se contentam em fazer o básico. Como por exemplo o aluno que estuda para alcançar a média e, portanto, são medianos.

A melhor solução é o equilíbrio. Nós devemos estar além da linha de chegada. Temos que ser indivíduos acima da média. Não podemos jamais entrar em uma zona de conforto.

 

Lembro-me de quando era criança, eu brincava muito na rua com os meus amigos. A violência não era tão evidente como nos dias atuais. Vivíamos felizes pelas circunstâncias existentes.

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Um dos brinquedos que mais faziam sucesso há época, era o carrinho de rolimã. Um pedaço de madeira com rodinhas de rolamentos em cada extremo da madeira, e um cabo que servia como volante do carrinho.

 

Como era bom brincar com os carrinhos de rolimã. No período noturno, a rua ficava movimentada devido ao grande número de “veículos” circulando pelas avenidas.

São apenas alguns exemplos que reforçam a minha tese de que o perfeito precisa ser aprimorado. Nós precisamos ser melhores do que ontem!

Eu compreendia que os carrinhos estavam bem legais e que satisfaziam as necessidades das crianças. Na minha concepção, os carrinhos tinham uma nota dez e estavam perfeitos.

 

Como um bom observador, percebia o crescimento do número de crianças querendo carrinhos e tendo uma visão futurística, decidi fabricar um carrinho diferenciado. Queira mais. Desenvolvi um carrinho equipado, com detalhes, pinturas, cabine e volante. O sucesso foi enorme. E as crianças desejavam o novo carrinho.

 

O perfeito precisa ser aprimorado. Nada é tão bom que não possa ser melhorado.

 

Eu poderia simplesmente me contentar com os carrinhos da época, que já eram um grande avanço e as crianças se deliciavam com os passeios. Mas entendia que o perfeito precisava ser melhorado, aperfeiçoado e aprimorado.

 

Melhorar é uma questão de sobrevivência. No plano pessoal, o indivíduo que não aperfeiçoa constantemente os seus conhecimentos e experiências, fica para trás. E no plano dos negócios, as organizações que permanecem apegadas às velhas políticas e ao conservadorismo, logo perderão espaços no mercado, pois estarão ultrapassadas e obsoletas.

 

Ainda bem que Steven Jobs, inventor, empresário e magnata americano do setor da informática da Apple, não se contentou em ser comum. Da mesma forma, Jeff Bezos, fundador, presidente e CEO da Amazon, uma importante empresa de comércio eletrônico dos Estados Unidos e do mundo, não estacionou a sua vida na zona de conforto. No mesmo sentido, Thomas Alva Edison que patenteou e financiou o desenvolvimento de muitos dispositivos importantes de grande interesse industrial, inclusive o da lâmpada, decidiu aperfeiçoar o perfeito.

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São apenas alguns exemplos que reforçam a minha tese de que o perfeito precisa ser aprimorado. Nós precisamos ser melhores do que ontem!

 

Conta-se uma estória de um gato e um rato. Em um belo dia, o gato corria atrás do rato. O ratinho escapou pelo buraco. O gato ficou vigiando. O ratinho ficou esperando, até que ouviu latidos de cachorro. Então o rato pensou: “Já posso sair, pois o cachorro espantou o gato”. Quando ele pôs a cara para fora do buraco, o gato o pegou. “Eu ouvi alguns latidos”, disse o rato. Respondeu o gato: “Neste mundo globalizado, quem não fala ao menos duas línguas está perdido”. Moral da estória: precisamos crescer e melhorar sempre, não importando as circunstâncias da vida.

 

Jamais devemos deixar de criar, de desenvolver, de crescer e de buscar diuturnamente a perfeição. E quando atingir o alvo, que não nos esqueçamos que é preciso continuar avançando rumo a evolução e ao progresso de forma equilibrada. Lembre-se: Nada é tão bom que não possa ser melhorado e aperfeiçoado.

 

Francisney Liberato Batista Siqueira é Secretário de Controle Externo, Auditor Público Externo do Tribunal de Contas do Estado de Mato Grosso, Palestrante Nacional, Professor, Coach, Mentor, Advogado e Contador. Autor do Livro “Mude sua vida em 50 dias”.

www.francisney.com.br

 

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Série Governantes: Faça a sua parte

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Por Francisney Liberato

“Não pergunte o que seu país pode fazer por você. Pergunte o que você pode fazer por seu país.” John F. Kennedy

Uma das características mais marcantes do brasileiro é a sua criatividade. Ele consegue desenvolver e pôr em prática várias habilidades como: ideias, pensamentos, empreendedorismo, visando o seu bem-estar e o seu conforto, como também o de sua família.

Segundo o site “Terra”, em 30/09/2019, é apresentada uma pesquisa a qual conclui: “A pesquisa Amway Global Entrepreneurship Report (AGER) revela que 56% dos brasileiros desejam ser donos do seu próprio negócio. Destes, 74% são jovens entre 18 e 35 anos. O índice do Brasil é maior que a média global, que está em 47%”.

Vejam que no Brasil os jovens desejam criar e empreender, eles querem ter o seu próprio negócio. Isso é muito positivo para nossa nação. Infelizmente, uma coisa é desejar e querer ser um empresário, outra, bem diferente, é efetivar esse desejo.

Não podemos permitir que o conceito autocrático, isto é, esperar que as ideias, iniciativas e as respostas sejam exclusivamente do chefe, do líder, do diretor escolar, do pai e da mãe, do governante, do presidente, uma vez que, se agirmos dessa maneira, veremos falecer a nossa liberdade de criar.

É fundamental para todos que tenham uma mentalidade aberta e moderna que as pessoas criem e empreendam mais, pois é por intermédio disso que é gerada riqueza para o nosso país.

Você deve olhar para dentro de si e se perguntar: Qual é a sua vocação para melhorar a sua vida, a vida da sua família, dos seus entes queridos e do país onde reside? Essa reflexão é de extrema importância.

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A responsabilidade é única e exclusivamente sua. Aqui existe um conceito fundamental que devemos ter como prisma em nossas vidas, que é chamado de Autorresponsabilidade. Em síntese, é necessário trazer para si a responsabilidade, e não a de colocar sobre o encargo do outro, como: os seus pais, seus familiares, seus empregadores e seus governantes. Em outras palavras, o sucesso ou fracasso da sua vida está em sua alçada.

Se pensarmos a vida dessa forma, saiba que teremos uma nação moderna e próspera, com índices de desenvolvimento econômico e humano semelhantes aos de países do primeiro mundo.

Entretanto, muitos indivíduos têm dificuldades de entender o seu propósito para esta vida. Muitos estudantes que estão cursando uma faculdade já pensam em desistir, por entender que não é bem isso o que sonham para sua vida. Enquanto existem muitos indivíduos desejando crescer evoluir, por outro lado, têm, infelizmente, os que esperam “a comida, o emprego, o dinheiro caírem do céu”.

John Fitzgerald Kenedy ou JFK foi um político norte-americano que governou os Estados Unidos (1961-1963), o seu nome está registrado como o 35° presidente daquela nação. Ele é considerado uma das grandes personalidades do século XX.

Kennedy se tornou o segundo presidente mais jovem do seu país, depois de Theodore Roosevelt. Infelizmente, não conseguiu terminar o seu mandato, uma vez que foi assassinado em 1963.

O presidente John Kennedy proferiu uma célebre frase que ainda tem uma enorme relevância para os nossos dias: “Não pergunte o que seu país pode fazer por você. Pergunte o que você pode fazer por seu país”.

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Podemos parafrasear essa afirmação do ex-presidente americano para o nosso contexto: o que nós brasileiros podemos fazer pelo Brasil? O que estamos fazendo para melhorar o nosso país? Qual tem sido a minha e sua contrapartida para desenvolver e aperfeiçoar esta nação? Como podemos abandonar determinadas atitudes paternalistas e viver de forma mais racional, visando o bem comum? O Estado pertence a todos nós. Devemos fazer a nossa parte, e não exigir que Estado seja o responsável e provedor por tudo.

Nosso país é formado pela diversidade cultural, étnica e social de milhares de brasileiros, que nem sempre concordam com as decisões dos nossos governantes, mas todos fazemos parte da nação, e devemos caminhar em um mesmo sentido. A nossa Constituição de 1988 dispõe que todo poder se origina do povo. O poder está nas mãos de cada ser habitante deste país. Nós podemos e devemos fazer o melhor pelo Estado, independentemente de questões políticas e partidárias.

Não diga o que o país deve fazer por você, use a sua criatividade, empreendedorismo, e faça o seu melhor na medida de suas condições, e de acordo com as suas circunstâncias. Seja presente e deixe o seu legado para esta nação. A responsabilidade pelo sucesso ou fracasso do Brasil está em nossas mãos. Está disposto a tomar uma iniciativa para contribuir com a República Federativa do Brasil?

Francisney Liberato Batista Siqueira é Auditor Público Externo do Tribunal de Contas de Mato Grosso, Chefe de gabinete de Conselheiro do TCE-MT, Palestrante Nacional, Professor, Coach, Mentor, Advogado e Contador, Autor dos Livros “Mude sua vida em 50 dias”, “Como falar em público com eficiência” e “A arte de ser feliz”.

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