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MC La Brysa encontrada morta em Cuiabá; corpo estava enrolado em tapete

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MC Laysa Moraes Ferreira é encontrada morta | Foto: Ianara Garcia | Primeira Página

Por Cleiton Túlio | Portal Mato Grosso

A cantora de rap Laysa Moraes Ferreira, de 30 anos, conhecida como MC La Brysa, foi encontrada morta nesta quinta-feira (9) no bairro Novo Tempo, próximo ao Rio Cuiabá. Ela estava desaparecida desde a última sexta-feira (3).

O corpo da artista foi encontrado enrolado em um tapete, em uma área aos fundos da Ambev, perto da captação de água da empresa Águas Cuiabá, segundo informações do Corpo de Bombeiros e do Núcleo de Pessoas Desaparecidas da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP).

A Perícia Oficial de Identificação Técnica (Politec) esteve no local e o corpo foi encaminhado ao Instituto Médico Legal (IML) para necropsia, que determinará a causa da morte. A Polícia Civil confirmou a identidade da vítima. Não foram divulgadas informações sobre a presença de ferimentos no corpo. O caso está sendo investigado pela Polícia Civil.

Desaparecimento:

MC La Brysa, moradora do bairro Santa Isabel, desapareceu na sexta-feira (3) após sair mais cedo do trabalho. No sábado (4), um vizinho encontrou a porta de sua quitinete destrancada, com a chave do lado de fora. Todos os pertences da cantora estavam no local.

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La Brysa morava sozinha em Cuiabá há quase um ano. Compositora e poetisa, era um dos principais nomes nas batalhas de rima de Mato Grosso, tendo iniciado sua carreira em 2016, quando venceu sua primeira batalha em Mato Grosso do Sul. Após seu desaparecimento, amigos e fãs mobilizaram uma campanha nas redes sociais em busca de informações sobre seu paradeiro.

 

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Cuiabá

Prefeitura remove sete toneladas de lixo de condomínio interditado

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A Prefeitura de Cuiabá, por meio da Empresa Cuiabana de Zeladoria e Serviços Urbanos (Limpurb), retirou, em dois dias de trabalho, sete toneladas de lixo da área externa de um condomínio de casas abandonadas localizado na Rua Nossa Senhora de Santana, na região Centro-Sul da capital. O imóvel foi interditado preventivamente durante a Operação Escudo Urbano por representar risco à saúde pública.

A limpeza contou com uma força-tarefa formada por 15 agentes de conservação e um operador de roçadeira da Limpurb. A execução dos serviços foi acompanhada por um profissional de segurança do trabalho da empresa, garantindo a adoção das medidas necessárias para a proteção das equipes durante a ação.

A operação envolveu a Secretaria Municipal de Ordem Pública (Sorp), a Defesa Civil, a Vigilância em Saúde Ambiental, a Limpurb, a Secretaria Municipal de Infraestrutura e Obras e a Energisa Mato Grosso.

A secretária municipal de Ordem Pública, Juliana Palhares, reforçou que a responsabilidade pela conservação do imóvel é dos proprietários. “Estamos promovendo a limpeza e adotando medidas emergenciais para proteger a população. No entanto, trata-se de uma propriedade privada, e o dever de manutenção é dos proprietários, que serão responsabilizados pelos custos de toda essa intervenção”, destacou.

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O imóvel foi alvo de três ações fiscais ao longo de 2025, incluindo notificações para que o responsável realizasse a limpeza e a manutenção da área diante dos riscos estruturais constatados. Como as determinações não foram cumpridas, foi necessária a adoção da interdição preventiva. A medida, amparada pela Portaria nº 36/2026, publicada na Gazeta Municipal de sexta-feira (5), regulamenta o processo administrativo cautelar de interdição total ou parcial de imóveis urbanos que apresentem risco iminente, conforme previsto na Lei Complementar nº 589/2025.

Durante a Operação Escudo Urbano, a fiscalização lavrou dois autos de infração com base na Lei Complementar nº 589/2025. O primeiro, no valor de R$ 10,4 mil, foi aplicado em razão da falta de limpeza do lote, da existência de criadouros de vetores e do abandono do imóvel, com prazo de 30 dias para regularização. O segundo auto de infração, no valor de R$ 27,2 mil, foi emitido devido à existência de criadouros de vetores, ao abandono do imóvel, ao grave risco estrutural e à utilização do espaço de forma a gerar insegurança pública. Nesse caso, o prazo concedido para regularização é de 90 dias.

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A Vigilância em Saúde Ambiental identificou condições favoráveis à proliferação de pombos, escorpiões, morcegos e mosquitos transmissores de doenças como dengue, zika e chikungunya. No local, foram realizadas ações para eliminar abrigos e focos que favoreciam a permanência desses animais, além do recolhimento de amostras para análise laboratorial e identificação de possíveis riscos à saúde.

A Defesa Civil de Cuiabá emitiu laudo técnico confirmando o comprometimento estrutural das edificações. Durante a vistoria, foram identificados 30 imóveis, vários deles com estruturas avariadas e em precárias condições de conservação. Um relatório técnico será elaborado para subsidiar a atuação da Procuradoria-Geral do Município quanto à responsabilização do proprietário, diante da necessidade de intervenções nas edificações deterioradas.

 

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