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Sérgio Ricardo defende que escolas usem jogo criado pela PM para estimular combate à violência doméstica

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O presidente do Tribunal de Contas de Mato Grosso (TCE-MT), conselheiro Sérgio Ricardo, firmou nesta terça-feira (9) parceria para levar às escolas do estado o jogo de tabuleiro “Quebrando o Ciclo, Salvando Vidas”, ferramenta pedagógica voltada ao combate à violência contra a mulher.

Desenvolvida pelo subtenente Mariano Neto de Souza, do 10º Comando Regional da Polícia Militar (PM-MT) em Confresa, a proposta ensina a reconhecer e romper ciclos de agressão por meio de cartas baseadas em casos reais, colocando os jogadores diante de decisões que definem a saída ou a permanência da vítima dessas situações.

Para dar escala à iniciativa, Sérgio Ricardo anunciou que vai sugerir a adoção do projeto em todo o estado. “Vamos sugerir a adoção dessa ferramenta para os estudantes, para levar conhecimento sobre o que é a Lei Maria da Penha, o que é a violência contra a mulher, como se combate, como se previne e o que fazer quando a violência chega.”

Alair Ribeiro/TCE-MTA imagem é uma fotografia em ambiente interno que mostra dois homens interagindo em torno de um jogo de tabuleiro. À esquerda, um homem de terno azul e camisa clara sorri enquanto move uma peça no tabuleiro, usando o dedo indicador. Ele usa um relógio no pulso esquerdo e está sentado em uma cadeira ergonômica cinza. À direita, um policial fardado observa a jogada, com um olhar atento e um leve sorriso, e está de pé. O jogo de tabuleiro, colorido e com diversas casas, está posicionado sobre uma mesa branca e brilhante, com outras peças, dados e um copo com água próximos. Ao fundo, há uma planta grande em um vaso, quadros na parede e uma iluminação embutida no teto, criando uma atmosfera moderna e elegante.
As cartas do jogo são baseadas em casos reais atendidos pelo subtenente.

O presidente também garantiu o treinamento dos professores pela Escola Superior de Contas e propôs que Mariano grave uma videoaula para a capacitação. “O subtenente é um gênio da Educação. Quando esse instrumento chegar a todos os educadores, vai aumentar a cultura do combate e diminuir a violência doméstica.”

Na ocasião, Mariano chamou a atenção para a boa aceitação do material nas escolas da região e nos grupos reflexivos para homens autores de violência. Para ele, com o apoio do Tribunal, mais jovens, adolescentes e adultos entenderão como a estrutura social mantém mulheres presas a este ciclo.

“A informação transforma vidas e resgata as pessoas do ciclo da violência. Então, o Tribunal de Contas vai ser a mola propulsora desse projeto e pode fazê-lo alcançar todas as escolas estaduais e talvez até municipais, além de Centros de Referência de Assistência Social (CRAS) e da própria Patrulha Maria da Penha”, pontuou ele.

Alair Ribeiro/TCE-MTA imagem é um retrato de um homem, identificado como Arthur Lira, presidente da Câmara dos Deputados, sentado à mesa de reuniões. Ele veste um terno azul marinho, camisa branca e gravata vermelha com padrões florais, e gesticula com a mão direita aberta, enquanto aponta com o indicador da mão esquerda. Ao fundo, à esquerda, estão bandeiras do Brasil e de estados brasileiros, e à direita, uma luminária e parte de uma parede bege. A mesa em frente a ele é de madeira escura e contém papéis coloridos, canetas, um porta-canetas e um pequeno objeto vermelho retangular. O fundo é composto por um painel de madeira claro e uma janela que ilumina o ambiente.
O presidente também garantiu o treinamento dos professores pela Escola Superior de Contas.

A parceria se soma ao trabalho do Ministério Público do Estado (MPMT), que já viabilizou a confecção dos exemplares usados na região e trouxe a iniciativa ao Tribunal por meio do procurador-geral de justiça, Rodrigo Fonseca Costa, e da procuradora Elisamara Portela. “Nós percebemos o grande potencial dessa ferramenta pedagógica e, por isso, tomamos a iniciativa de trazê-la ao Tribunal de Contas”, contou a procuradora.

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Coordenadora do Centro de Apoio Operacional de Violência Doméstica e Estudos de Gênero do MPMT, ela também destacou outras ações de enfrentamento ao feminicídio executadas pelo TCE-MT, como a auditoria operacional que mapeou deficiências nas políticas de proteção à mulher no estado.

“Hoje percebemos o entusiasmo do presidente com o projeto. O Tribunal vem desenvolvendo um trabalho extremamente relevante sobre esse tema, principalmente após a homologação da auditoria que desenhou o cenário do combate à violência doméstica, e por isso também percebeu a importância dessa ferramenta”, disse.

Histórias reais no tabuleiro

As cartas do jogo são baseadas em casos reais atendidos pelo subtenente, que atua na Patrulha Maria da Penha. A cada rodada, o jogador toma decisões diante de situações de violência doméstica e avança pelo tabuleiro conforme as escolhas que levam à proteção da vítima, como a busca por ajuda e por serviços de assistência.

Alair Riberio/TCE-MTA imagem é um retrato de uma mulher de meia idade, com cabelos loiros ondulados na altura dos ombros, olhando diretamente para a câmera com uma expressão serena. Ela veste um colete xadrez marrom sobre uma blusa branca e um cachecol estampado. Um microfone da 'TV Contas Canal 32' está posicionado em frente à sua boca, captando sua fala. Ao fundo, há uma parede com textura e letras em branco, além de um ambiente interno com móveis e equipamentos desfocados, como uma cadeira preta e uma mesa com objetos sobre ela.
Procuradora Elisamara Portela, coordenadora do Centro de Apoio Operacional de Violência Doméstica e Estudos de Gênero do MPMT.

“É um jogo dinâmico que tem o objetivo de trazer as pessoas para a realidade dos fatos, envolvendo fatores de risco e de proteção que têm colaborado para que a mulher permaneça no ciclo da violência, entre na espiral da morte e acabe perdendo a sua vida”, explicou Mariano.

Alair Riberio/TCE-MTFotografia de uma policial militar em primeiro plano, vestindo uniforme azul escuro com detalhes dourados, incluindo o brasão da Polícia Militar e uma identificação com o nome 'Ten Cel PM Ludmila'. Ela olha diretamente para a câmera com um leve sorriso, usando um microfone de lapela com o logotipo da 'TV Contas Canal 302'. Ao lado esquerdo dela, parcialmente visível, está a sigla 'PMMT' em letras vermelhas sobre fundo branco, e à direita, um emblema da 'Guarda Municipal de Mato Grosso do Sul'. No fundo, desfocado, aparece uma parede com inscrições em letras brancas e algumas pessoas. A policial usa brincos de argola dourados e uma pequena corrente com um pingente.
Coordenadora estadual da Patrulha Maria da Penha, tenente-coronel Ludmila Eickhoff.

Para a tenente-coronel Ludmila Eickhoff, coordenadora estadual da Patrulha Maria da Penha, o formato lúdico ajuda as pessoas a reconhecerem situações que muitas vezes passam despercebidas no dia a dia. “Às vezes nós não percebemos a violência, a gente de alguma forma naturalizou aquela ação.”

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Além disso, o formato de jogo tem alcance especial entre o público mais jovem. “Estamos falando de crianças, de adolescentes, cidadãos ainda em formação. Muitas vezes, através do lúdico, se consegue fixar mais o conhecimento do que através dos livros, das disciplinas ou mesmo das lições dos professores”, afirmou Eickhoff.

Embora Mato Grosso esteja entre os líderes nas estatísticas de feminicídio no Brasil, o tema ainda não faz parte da grade curricular das escolas, o que contribui para que muitos casos de violência passem despercebidos. Sendo assim, levar o jogo para as salas de aula é um passo estratégico para mudar esse quadro.

“Nós, que estamos acompanhando os absurdos que as prefeituras estão fazendo ao adquirir livros inúteis, quando vemos uma ferramenta de grande utilidade como essa, aplaudimos e incentivamos”, concluiu Sérgio Ricardo.

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Tribunal de Contas sedia seminário nacional em Cuiabá para fortalecer políticas de educação especial inclusiva

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O Tribunal de Contas de Mato Grosso (TCE-MT) promove, na próxima quarta (17) e quinta-feira (18), o “Seminário Nacional: Educação Especial Inclusiva” no Centro de Eventos do UniSenai, em Cuiabá (MT). Realizado em parceria com o Gaepe-Brasil, o Gaepe-MT, a Associação dos Membros dos Tribunais de Contas do Brasil (Atricon), o Instituto Rui Barbosa (IRB) e o Instituto Articule, o encontro visa fortalecer a governança educacional por meio da articulação entre especialistas, órgãos de controle e gestores públicos.

Durante o evento, serão promovidas palestras e mesas de debate reunindo representantes do sistema de justiça, gestores públicos, órgãos de controle, conselhos de educação, pesquisadores, especialistas e integrantes da sociedade civil de todo o país, a fim de ampliar a promoção de políticas públicas voltadas à promoção da educação para pessoas com deficiência.

O presidente do TCE-MT, conselheiro Sérgio Ricardo, destacou que a oferta de atendimento especializado e a atuação integrada entre instituições, gestores e sociedade são essenciais nessa missão. “Como agentes do poder público, devemos ter responsabilidade, planejamento e sensibilidade ao abordar esse tema. O Tribunal de Contas tem atuado para assegurar que nenhuma criança fique sem acesso a uma educação digna, acolhedora e de qualidade.”

Conselheiro do Tribunal de Contas de Mato Grosso, Antonio JoaquimTCE-MT, Antonio Joaquim, 

Já para o coordenador do evento pelo TCE-MT e presidente da Comissão Permanente de Educação e Cultura (Copec), conselheiro Antonio Joaquim, a escolha de Cuiabá para sediar o seminário se dá pelo trabalho desenvolvido em Mato Grosso, como o levantamento inédito sobre a oferta da educação especial inclusiva na rede pública de ensino, desenvolvido em parceria com o Gaepe-MT e outras instituições.

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“Nós já tínhamos feito esse levantamento nas escolas municipais e homologado recomendações por meio do Tribunal, e agora complementamos essa informação com esse trabalho à nível estadual, o que é inédito no Brasil. Teremos o prazer de apresentar esses indicadores durante o ‘Seminário Nacional Sobre Educação Inclusiva do Gaepe-Brasil’ para que sejam tomadas providências pelos gestores”, declarou Antonio Joaquim.

A programação do evento conta com debates sobre a importância do levantamento territorial e do uso de dados para o mapeamento de desafios, bem como para a definição de metas e compromissos efetivos na educação especial inclusiva. Também serão discutidos os caminhos para o fortalecimento da perspectiva pedagógica diante da centralidade do laudo e da judicialização.

Serão abordados ainda os desafios e experiências relacionados à construção de fluxos intersetoriais voltados à garantia integral de direitos, além das questões que envolvem a educação especial inclusiva nos processos de alfabetização e na educação infantil.

Ao final do seminário, será lançada a Carta de Cuiabá pela Educação Especial Inclusiva, com compromissos interfederativos e interinstitucionais articulados no âmbito do Gaepe-Brasil.

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Para se inscrever entre em contato com a Comissão de Educação do TCE-MT, por e-mail [email protected]

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