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Antonio Joaquim é homenageado por liderar a modernização dos Tribunais de Contas do Brasil
A contribuição do Tribunal de Contas de Mato Grosso (TCE-MT) para a modernização do Sistema de Controle Externo brasileiro foi destacada pelo conselheiro Antonio Joaquim na sessão ordinária desta terça-feira (9). Ao compartilhar a homenagem recebida em reunião do Comitê Executivo do Marco de Medição de Desempenho e Impacto dos Tribunais de Contas (MMDI-TC), realizada em Fortaleza (CE), o conselheiro relembrou a trajetória de aperfeiçoamento institucional dos tribunais iniciada em 2013, quando presidia a Associação dos Membros dos Tribunais de Contas do Brasil (Atricon).
Antonio Joaquim ressaltou que o reconhecimento prestado ao TCE-MT possui caráter histórico por registrar a participação decisiva da instituição mato-grossense na construção dos instrumentos que impulsionaram a evolução dos 33 tribunais de contas do país. “Fica registrado nos anais desta Casa o reconhecimento do quanto o TCE-MT foi importante para a evolução do sistema dos tribunais de contas.”
O conselheiro também compartilhou o reconhecimento com todo o quadro que compõe o TCE-MT. “O próprio presidente da Atricon, Edilson de Sousa, fez questão de lembrar que o TCE-MT tem sido um dos esteios desse processo de aperfeiçoamento institucional do Sistema de Tribunais de Contas do Brasil. Por isso, em nome do nosso conselheiro Sérgio Ricardo, de todos os presidentes que passaram por esta Casa, dos demais membros, do Ministério Público de Contas e dos servidores envolvidos nas ações da Atricon, quero dividir solenemente esse reconhecimento.”
Na sequência, o presidente do TCE-MT, conselheiro Sérgio Ricardo, enalteceu a atuação de Antonio Joaquim como presidente da Atricon. “Quero parabenizá-lo pelo justo reconhecimento que recebeu. Na sua atuação à frente da Atricon, o senhor fez a diferença. Deu uma nova característica à entidade, ampliou sua visibilidade e sua representatividade. Foi uma liderança que contribuiu para aproximar os tribunais de contas da Atricon e consolidar a confiança das instituições nesse trabalho coletivo. Por isso, é um reconhecimento merecido e que precisa ser registrado.”
Contribuição do TCE-MT
Ao abordar o histórico de aprimoramento do controle externo brasileiro, Antonio Joaquim relembrou que o processo teve início com o programa de Qualidade e Agilidade dos Tribunais de Contas (QATC), criado durante sua gestão na Atricon, que evoluiu para o Marco de Medição de Desempenho dos Tribunais de Contas (MMD-TC) e agora se transformou MMDI-TC.
Segundo o conselheiro, a nova metodologia representa mais um avanço. “Se antes o foco estava na avaliação do desempenho organizacional dos tribunais, agora o objetivo será medir os resultados efetivamente entregues à sociedade e os impactos gerados pelas ações de controle externo.”
O conselheiro ainda destacou que o TCE-MT esteve presente em todas as etapas desse processo. “Posso afirmar que nós, do Tribunal de Contas de Mato Grosso, fizemos a diferença. O TCE-MT tem sido uma das colunas de sustentação desse aperfeiçoamento do sistema. Para responder aos novos desafios colocados pelo MMDI-TC, tenho certeza de que novamente estaremos à frente, apoiando a evolução dos tribunais de contas em benefício da sociedade brasileira”, concluiu.
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Sérgio Ricardo recebe denúncias de estradas precárias e obras de má qualidade no Vale do Arinos
O presidente do Tribunal de Contas de Mato Grosso (TCE-MT), conselheiro Sérgio Ricardo, garantiu o avanço da fiscalização sobre as rodovias estaduais ao receber, nesta terça-feira (10), denúncias sobre a má qualidade das estradas que cortam o Vale do Arinos. Em reunião com vereadores por Tabaporã, Porto dos Gaúchos e Juara, o presidente apresentou os resultados das inspeções, que já somam 1.800 quilômetros percorridos e reforçou a cobrança sobre a correta aplicação dos recursos públicos.
Na ocasião, Sérgio Ricardo chamou a atenção para o papel da instituição de fiscalizar o uso do dinheiro público e cobrar obras à altura do que a população precisa. “Entregaram o ano passado e já acabou. Assim são as estradas por onde eu tenho andado. Andei 1.800 km fazendo inspeção, que é a obrigação do Tribunal”, disse o conselheiro durante a reunião. “Fiscalizar o dinheiro público é nossa obrigação, está na Constituição, e não vamos parar. Nós estamos aqui para ajudar. Nosso papel está sendo cumprido e continuará sendo cumprido”, completou.
Os vereadores presentes relataram o impacto da precariedade de rodovias como a MT-010, a MT-220 e a MT-338 na vida da população e destacaram a importância da atuação do TCE-MT. Dias antes, parlamentares de Tabaporã haviam procurado o presidente para denunciar a precariedade das rodovias, apresentando fotos e vídeos de buracos profundos, pontes com cabeceiras cedendo e trechos sem sinalização, além de um ofício protocolado na Secretaria de Estado de Infraestrutura e Logística (Sinfra-MT).
O presidente da Câmara de Tabaporã, Thanys Alessandro de Oliveira, lembrou que uma família inteira morreu na MT-010 e defendeu a criação de uma frente parlamentar para unir todas as câmaras da região em torno da pauta. “No Vale do Arinos, temos quatro câmaras aplaudindo de pé o trabalho que o presidente vem realizando. É um pedido de socorro para tirarmos do papel todas as melhorias que precisam ser feitas”, afirmou.
Entre as principais queixas apresentadas estão o alto custo dos pedágios, a rápida deterioração de trechos recém-entregues e a paralisação dos serviços de manutenção mesmo com empresas contratadas para executá-los. “A concessão é inviável, beneficia só a empresa. A situação está impraticável e o governo tem ciência, via Sinfra, e o que ouvimos é que não há nada o que fazer”, afirmou o vereador por Porto dos Gaúchos Leandro Budke.

A presidente da Câmara de Juara, Patrícia Vivian, agradeceu a abertura do diálogo e destacou que o presidente garantiu liberdade para que os vereadores o procurem sempre que precisarem. Ela aproveitou para apresentar uma demanda pendente do município, o relatório final de uma CPI sobre a saúde, entregue e ainda sem resposta. “O presidente nos deu a liberdade de que, sempre que precisarmos, poderíamos procurar o Tribunal. Com a oportunidade de estar aqui, trago o pedido de todos os vereadores”, afirmou.
O compromisso do presidente
O presidente também reconheceu o papel dos vereadores como representantes mais próximos da população. “Não existe Brasil sem vereador, porque não existe Brasil sem município. O vereador está onde o Brasil começa, na menor rua da menor cidade”, declarou.
Como encaminhamento, anunciou a abertura de um canal para atender diretamente os vereadores e receber demandas das câmaras municipais sobre obras e serviços públicos.
A vereadora Raquel Fernandes, de Tabaporã, contou que os representantes municipais são cobrados diariamente pela população, mas raramente encontram resposta nas instâncias responsáveis, e disse ver no trabalho do Tribunal um respaldo nessa luta. “Nos sentimos abandonados e desvalorizados. Quando começou esse trabalho, vimos como uma luz para nos ajudar nessa luta.”
A vereadora por Porto dos Gaúchos Kelly Duarte foi na mesma linha. “O vereador é o para-choque, então recebemos todos os problemas e nos sentimos respaldados. Com certeza o Vale do Arinos sai fortalecido dessa reunião. É uma virada de chave para a nossa região”, disse.
Trabalho em diferentes regiões
A reunião com o Vale do Arinos integra uma frente de fiscalização que o TCE-MT vem conduzindo em todo o estado. Nas últimas semanas, vereadores das regiões Norte e Nordeste também procuraram o Tribunal para denunciar a baixa qualidade de obras entregues há cerca de dois anos e já deterioradas, do que resultaram encaminhamentos para análise dos contratos, projetos e medições. A expectativa é de que novos municípios sejam incluídos nas próximas agendas de inspeção.
Na semana anterior, na Região Noroeste, o presidente determinou a reabertura de mesa técnica para corrigir falhas e garantir asfalto de qualidade na rodovia MT-170. A decisão veio depois de ele vistoriar pessoalmente um trecho de 50 quilômetros e constatar a deterioração avançada do pavimento, que custou cerca de R$ 130 milhões aos cofres públicos. No mesmo processo, o Tribunal abriu auditoria para apurar a qualidade da pavimentação, a aplicação dos recursos e a responsabilidade das empresas contratadas.
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