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BRASIL E MUNDO

Lula e Xi Jinping reforçam laços sino-brasileiros em banquete em Brasília

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Presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, durante reunião com o Presidente da República Popular da China, Xi Jinping, no Palácio da Alvorada | Foto: Ricardo Stuckert

Durante um banquete de boas-vindas em Brasília, o presidente da China, Xi Jinping, expressou seu compromisso em aprofundar a parceria estratégica com o Brasil. A declaração, divulgada pelo Global Times, destacou a visão de Xi para os próximos anos como uma oportunidade de fortalecer uma comunidade de destino compartilhado entre as duas nações, marcando o início do que ele chamou de “próximos 50 anos dourados” nas relações sino-brasileiras.

O evento, organizado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, celebrou os laços históricos e as aspirações comuns dos dois países. Xi enfatizou que, apesar dos vastos oceanos que separam China e Brasil, a compreensão mútua e a amizade sempre prevaleceram. Ele destacou valores como diversidade, inovação e unidade como pilares que sustentam essa relação.

Cooperação estratégica e visão de futuro

Xi Jinping sublinhou que ele e Lula concordaram em elevar a relação bilateral a uma comunidade compartilhada de destino, com o objetivo de promover um mundo mais justo e sustentável. Importantes documentos de cooperação foram assinados, alinhando a iniciativa chinesa Cinturão e Rota com as estratégias de desenvolvimento do Brasil.

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“Temos motivos para nos orgulhar das conquistas alcançadas e, olhando para o futuro, estamos confiantes e cheios de expectativas para o futuro brilhante de nossos laços bilaterais”, afirmou Xi. Ele também elogiou as iniciativas do governo brasileiro sob a liderança de Lula, destacando seu impacto positivo no desenvolvimento do país.

Lula exalta parceria e liderança de Xi

O presidente Lula destacou a importância do Brasil e da China como as maiores economias em desenvolvimento no Hemisfério Ocidental e no Oriente, respectivamente. “Estamos cientes das lutas de nosso povo e comprometidos em melhorar suas condições de vida e erradicar a pobreza”, afirmou Lula.

Ele também elogiou os esforços de Xi Jinping na redução da pobreza na China, retirando mais de 100 milhões de pessoas dessa condição, qualificando isso como um exemplo global de bem-estar social, justiça e paz. “A liderança de Xi nos inspira ao mostrar que a cooperação, e não a confrontação, pode moldar um futuro mais justo e equilibrado”, completou.

Multilateralismo e Impacto Global

Desde o estabelecimento das relações diplomáticas há 50 anos, Brasil e China construíram um modelo de solidariedade e cooperação que beneficia ambas as nações e serve como exemplo para o Sul Global. A parceria estratégica, que inclui iniciativas em desenvolvimento econômico e justiça social, reflete o compromisso de ambos os países com o multilateralismo e a resolução pacífica de disputas.

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“Estamos prontos para trabalhar de perto com a China para construir essa comunidade compartilhada de destino”, concluiu Lula, reforçando a visão de que a cooperação Brasil-China terá impactos positivos e duradouros no cenário global.

A projeção de Xi Jinping para “50 anos dourados” não apenas reflete a confiança mútua, mas também o potencial transformador dessa aliança para ambos os países e para o mundo.

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BRASIL E MUNDO

Vacinas salvaram 154 milhões de vidas em 50 anos, aponta estudo da OMS

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A vacinação está entre as principais responsáveis pelos avanços da saúde pública nas últimas décadas. Segundo estudo da Organização Mundial da Saúde (OMS), os imunizantes salvaram 154 milhões de vidas nos últimos 50 anos, principalmente de crianças, o equivalente a seis vidas por minuto.

O dado foi destacado pelo pediatra e infectologista Dr. Sandoval Carneiro Filho, cooperado da Unimed Cuiabá há 32 anos, durante entrevista ao Unicast, o podcast da Unimed Cuiabá, nesta semana.

Ao lado dos antibióticos, o médico classifica as vacinas como uma das intervenções que mais impactaram a história da humanidade. O próprio sucesso da imunização, porém, criou um novo desafio: como doenças graves deixaram de fazer parte da rotina da população, também diminuiu a percepção sobre os riscos que elas representam.

“Quanto mais eficaz é a vacina, menos a doença fica visível”, explica Sandoval, ao lembrar que doenças como difteria, tétano, coqueluche, sarampo e poliomielite já foram muito mais presentes no cotidiano das famílias.

A varíola é a única doença humana completamente erradicada pela vacinação. As demais estão controladas, mas podem voltar a circular quando a cobertura vacinal cai. O especialista cita o sarampo e a coqueluche como exemplos de doenças que exigem atenção permanente.

“As gerações mais velhas viram doentes com difteria, tétano, coqueluche, sarampo e sequelas de poliomielite. Hoje, os médicos jovens que estão se formando só conhecem essas doenças nos livros e na teoria, sem ver na prática, o que dificulta até o diagnóstico caso apareça um doente. Essas doenças foram controladas pelas vacinas, mas não erradicadas. A única doença humana totalmente erradicada por vacinas foi a varíola, cujo vírus hoje existe apenas em laboratórios de alta segurança. Se baixarmos a cobertura vacinal de outras doenças, podemos ter a reemergência de surtos”, alertou Sandoval.

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Adultos também precisam se vacinar

Apesar da alta adesão às vacinas infantis, o médico alerta que adultos e idosos frequentemente deixam de manter a caderneta atualizada. No SUS, adultos têm acesso a imunizantes contra hepatite B, difteria e tétano, febre amarela e tríplice viral.

Na rede privada, também estão disponíveis vacinas contra pneumococo e meningococo. Para pessoas acima dos 50 anos, Sandoval destaca a importância da proteção contra o herpes-zóster, que pode provocar dor intensa e comprometer a qualidade de vida.

As gestantes também precisam manter a vacinação em dia. Além de proteger a mãe, algumas vacinas permitem a transferência de anticorpos para o bebê, oferecendo proteção nos primeiros meses de vida.

Já pacientes com câncer, doenças reumatológicas, cardiopatias, diabetes, asma ou que utilizam imunossupressores podem ter acesso a imunobiológicos especiais gratuitamente pelo Centro de Referência de Imunobiológicos Especiais (CRI), mediante encaminhamento médico.

Vacina atrasada não significa começar de novo

Outra orientação importante é para quem perdeu o prazo de alguma dose. Segundo Sandoval, não é necessário reiniciar o esquema vacinal do zero. A orientação é completar as doses pendentes respeitando os intervalos mínimos recomendados.

Em caso de perda completa da carteira de vacinação e ausência de qualquer registro, o adulto deve procurar orientação profissional para avaliar a necessidade de refazer o esquema indicado para sua faixa etária.

O especialista também reforça a importância de buscar informação em fontes confiáveis, como o Ministério da Saúde, a Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP) e a Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm).

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Proteção coletiva

Para Sandoval, manter a vacinação em dia vai além da proteção individual. Quanto maior a cobertura vacinal, menor a circulação de determinados vírus e bactérias, protegendo também pessoas que não podem receber alguns imunizantes.

O alerta ganha importância diante do retorno de casos de doenças que estavam sob controle. O médico cita a notificação recente de casos de sarampo em São Paulo como exemplo da necessidade de manter a atenção sobre a cobertura vacinal.

O desenvolvimento dos imunizantes também passa por um rigoroso processo de avaliação, que inclui estudos pré-clínicos e três fases de testes clínicos antes da liberação. Depois disso, a segurança continua sendo monitorada.

“Foi notificado recentemente o 15º caso de sarampo no estado de São Paulo. Vacinar não é uma atitude individual, é uma atitude coletiva. Prefiro o termo imunidade coletiva, em vez de ‘imunidade de rebanho’. Quando a maioria se vacina, a circulação do vírus cai drasticamente, protegendo inclusive quem é mais vulnerável e não pode tomar a vacina”, reforçou Sandoval.

Ao falar sobre o futuro, Sandoval aponta a vacina contra o HIV como um dos grandes avanços que gostaria de ver desenvolvidos. Para ele, um imunizante capaz de prevenir a infecção representaria um marco histórico.

“A vacina contra o HIV. Embora existam tratamentos eficazes, a vacina libertaria os pacientes do uso contínuo de medicamentos e seria um marco para a humanidade”, finalizou.

Confira o episódio completo: https://youtu.be/WpjpGSqxrMI

 

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