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ITIQUIRA

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Município criado pela Lei Estadual nº 654, de 1º de dezembro de 1953, de autoria do deputado Clóvis Hugueney. Localizado na Mesorregião 130, Microrregião 538 – Rondonópolis. Sudeste MT. Na região que hoje compreende o sítio urbano de Itiquira a exploração econômica do diamante teve início em 1932, com uma corrutela garimpeira de ruas tortuosas e vida agitada. Os garimpeiros exploraram de forma intensa os garimpos Goiabeira e Cavouqueiro. Quando descobriram diamantes no Vale do Ribeirão das Velhas, além de riquezas, a maioria encontrou a morte. Um surto de malária, de caráter maligno e epidêmico, dizimou a população garimpeira de Itiquira. Com o passar do tempo o povoado firmou-se e passou a ser conhecido por Vila do Itiquira. Em 1937, uma lei estadual reservou área de 3.600 hectares para instalação oficial do patrimônio. Era o começo da vida organizada na Vila do Itiquira. Não demorou muito e o lugar tornou-se Distrito de Paz e Distrito.

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IRÁNTXE

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Falantes de uma língua isolada, sem vinculação com outras línguas indígenas brasileiras, os Irantxe se autodenominam Myky, tendo por parente próximo o grupo indígena homônimo que vive na beira do Rio Papagaio. As primeiras notícias dos Irantxe são fornecidas por Cândido Mariano da Silva Rondon, no início do século XX. Contudo, o contato é realizado por seringueiros que passaram a ocupar o seu território original que compreendia a região situada entre o Rio do Sangue e o Papagaio. Pressionados pelas frentes extrativistas e pelos Tapayuna e os Rikbaktsa, uma parcela dos Irantxe, em 1948, procurou proteção na Missão Jesuítica do Utiariti, separando-se, assim, dos que são atualidade conhecidos como Myky. Na década seguinte, os Irantxe movimentaram-se em direção a sua terra ancestral, fixando aldeias nas mediações do Rio Cravari, tributário da margem esquerda do Rio do Sangue. Em 1968, o governo federal reservou uma área para o grupo, porém sem contemplar os sítios essenciais à sua sobrevivência física e cultural. Nas décadas seguintes sucessivamente os limites de sua reserva foram retificados, para ser demarcada, em definitivo, em 1986, com uma superfície bem menor do que as inicialmente propostas. Historicamente, contrários à área disponibilizada, a FUNAI realizou, recentemente, a identificação de seu território tradicional denominado Terra Indígena Manoki, cujo processo de regularização fundiária tramita na Justiça Federal em função da oposição dos fazendeiros de Brasnorte. (JEFMC)

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