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ITANHANGÁ
Município criado pela Lei nº 7.266, de 29 de março de 2000, de autoria do deputado José Riva. Localizado na Mesorregião Norte mato-grossense, Microrregião Alto Teles Pires. É antiga a reivindicação da comunidade em tornar-se município emancipado. Porém nos últimos anos este ideal tornou-se mais forte. Em 19 de junho de 1999, reuniram-se no salão comunitário localizado no centro da Agrovila União da Vitória, os principais líderes da localidade com o objetivo de formar uma comissão provisória Pró-Emancipação do Projeto de Assentamento Itanhangá. Em documento encaminhado à Assembléia Legislativa de Mato Grosso, a comunidade empresarial de Itanhangá mostrou sua força com uma relação de empresas que investiram e acreditavam no lugar, dentre as quais a Madeireira São José Tirloni e Cia., Madeireira Agrovila, Cooperativa Desenvolvimento Agro Industrial de Tapurah, Valdir Hennig, Madeireira Sandeski, Indústria e Comércio de Madeiras CZV Ltda., Associação dos Produtores Rurais de Itanhangá, Adão de Melo, M.L. Vinancio Madeiras, Silvia A. Mad. Agropecuária, e tantas outras empresas.
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IRÁNTXE
Falantes de uma língua isolada, sem vinculação com outras línguas indígenas brasileiras, os Irantxe se autodenominam Myky, tendo por parente próximo o grupo indígena homônimo que vive na beira do Rio Papagaio. As primeiras notícias dos Irantxe são fornecidas por Cândido Mariano da Silva Rondon, no início do século XX. Contudo, o contato é realizado por seringueiros que passaram a ocupar o seu território original que compreendia a região situada entre o Rio do Sangue e o Papagaio. Pressionados pelas frentes extrativistas e pelos Tapayuna e os Rikbaktsa, uma parcela dos Irantxe, em 1948, procurou proteção na Missão Jesuítica do Utiariti, separando-se, assim, dos que são atualidade conhecidos como Myky. Na década seguinte, os Irantxe movimentaram-se em direção a sua terra ancestral, fixando aldeias nas mediações do Rio Cravari, tributário da margem esquerda do Rio do Sangue. Em 1968, o governo federal reservou uma área para o grupo, porém sem contemplar os sítios essenciais à sua sobrevivência física e cultural. Nas décadas seguintes sucessivamente os limites de sua reserva foram retificados, para ser demarcada, em definitivo, em 1986, com uma superfície bem menor do que as inicialmente propostas. Historicamente, contrários à área disponibilizada, a FUNAI realizou, recentemente, a identificação de seu território tradicional denominado Terra Indígena Manoki, cujo processo de regularização fundiária tramita na Justiça Federal em função da oposição dos fazendeiros de Brasnorte. (JEFMC)
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