livre pensar
Expectativas com o Renovabio
Reprodução
Miguel Vaz Ribeiro
A nova Política Nacional de Biocombustíveis, batizada de RenovaBio, entra efetivamente em vigor a partir de 24 de dezembro. Instituída pela Lei 13.576/2017, a norma tem como principal objetivo ampliar a participação dos biocombustíveis na matriz de transportes nacional, baseada na sustentabilidade, contribuindo para a redução das emissões de gases de efeito estufa no país.
Considerado o maior programa de biocombustíveis do mundo, o Renovabio tem como principal meta cumprir os compromissos que o Brasil assumiu mundialmente na Conferência do Clima, em Paris (2015), de descarbonização do transporte. A meta, de acordo com o Ministério de Minas e Energia, é retirar até 600 milhões de toneladas de carbono da atmosfera nos próximos dez anos.
A lei é fruto das demandas do setor por uma política que estabeleça regras claras e previsíveis sobre o papel do etanol na matriz energética nacional. Por meio da certificação da produção de biocombustíveis serão atribuídas notas diferentes para cada produtor e importador de biocombustível. Com essa nota, o produtor terá direito a créditos de descarbonização, os chamados CBIOs.
Já os distribuidores de combustíveis fósseis deverão comprovar suas metas de descarbonização através da aquisição dos CBIOs das unidades produtoras de biocombustível. Quanto mais eficiente o produtor em relação à sustentabilidade, maior a quantidade de CBIOs emitidos e, por consequência, maior renda advinda desses títulos.
A Agência Nacional de Petróleo, Gás e Biocombustíveis (ANP) já conta com aproximadamente 160 produtoras (usinas de etanol, processadoras de biodiesel e outras) em processo de certificação, algumas já certificadas, para emitirem CBios.
O incentivo aos biocombustíveis beneficia não apenas o meio ambiente, mas também reduz a dependência do Brasil em relação aos derivados de petróleo. As perspectivas para os produtores são altamente positivas
Alguns especialistas calculam que os ganhos em investimentos com o Renovabio chegarão a R$ 1,2 trilhão em 10 anos. Já a Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp) apresentou recentemente um estudo apontando que o etanol brasileiro pode, até 2045, substituir 13% do consumo de petróleo em todo o mundo. Países como China, Emirados Árabes e Índia correm para aumentar a porcentagem de etanol na sua matriz energética.
Os biocombustíveis já respondem por 53% da energia do setor de transportes no Brasil. Nossa produção de etanol em 2019 deverá atingir 31,6 bilhões de litros. Deste total, 30,3 bilhões serão derivados da cana-de-açúcar e o restante, 1,3 bilhão de litros, sairá do milho. De acordo com analistas da S&P Global Platts, o Renovabio, somado à vantagem do preço do etanol sobre a gasolina, fará com que demanda por etanol no Brasil avance em torno de 2,5% ao ano nos próximos anos.
Com isso, o crescimento da produção de etanol de milho do Brasil continuará extremamente forte nos próximos anos. A produção do biocombustível deverá superar os 2 bilhões de litros em 2020 e chegar aos 8 bilhões até 2028. Mato Grosso se destaca na produção do etanol com 12 usinas, sendo sete exclusivamente de cana, três flex (cana e milho) e duas que usam somente milho. Até 2021 serão mais quatro unidades produtoras de etanol de milho, sendo duas em 2020 e duas, no ano seguinte.
Fundamental destacar que o setor sucroenergético tem ampliado significativamente sua produção, sem expandir, na mesma proporção, as áreas plantadas nem comprometer a produção de alimentos. Os ganhos foram principalmente por meio do aumento da produtividade. Isto é primordial, posto que, para se beneficiar do Renovabio, é preciso comprovar preservação ambiental. Após 40 anos do lançamento do primeiro programa brasileiro de biocombustível, o Proálcool, finalmente o que era um sonho há quatro décadas está se tornando realidade.
*Miguel Vaz Ribeiro é produtor rural e empresário
artigos
Série Governantes: Faça a sua parte
Por Francisney Liberato
“Não pergunte o que seu país pode fazer por você. Pergunte o que você pode fazer por seu país.” John F. Kennedy
Uma das características mais marcantes do brasileiro é a sua criatividade. Ele consegue desenvolver e pôr em prática várias habilidades como: ideias, pensamentos, empreendedorismo, visando o seu bem-estar e o seu conforto, como também o de sua família.
Segundo o site “Terra”, em 30/09/2019, é apresentada uma pesquisa a qual conclui: “A pesquisa Amway Global Entrepreneurship Report (AGER) revela que 56% dos brasileiros desejam ser donos do seu próprio negócio. Destes, 74% são jovens entre 18 e 35 anos. O índice do Brasil é maior que a média global, que está em 47%”.
Vejam que no Brasil os jovens desejam criar e empreender, eles querem ter o seu próprio negócio. Isso é muito positivo para nossa nação. Infelizmente, uma coisa é desejar e querer ser um empresário, outra, bem diferente, é efetivar esse desejo.
Não podemos permitir que o conceito autocrático, isto é, esperar que as ideias, iniciativas e as respostas sejam exclusivamente do chefe, do líder, do diretor escolar, do pai e da mãe, do governante, do presidente, uma vez que, se agirmos dessa maneira, veremos falecer a nossa liberdade de criar.
É fundamental para todos que tenham uma mentalidade aberta e moderna que as pessoas criem e empreendam mais, pois é por intermédio disso que é gerada riqueza para o nosso país.
Você deve olhar para dentro de si e se perguntar: Qual é a sua vocação para melhorar a sua vida, a vida da sua família, dos seus entes queridos e do país onde reside? Essa reflexão é de extrema importância.
A responsabilidade é única e exclusivamente sua. Aqui existe um conceito fundamental que devemos ter como prisma em nossas vidas, que é chamado de Autorresponsabilidade. Em síntese, é necessário trazer para si a responsabilidade, e não a de colocar sobre o encargo do outro, como: os seus pais, seus familiares, seus empregadores e seus governantes. Em outras palavras, o sucesso ou fracasso da sua vida está em sua alçada.
Se pensarmos a vida dessa forma, saiba que teremos uma nação moderna e próspera, com índices de desenvolvimento econômico e humano semelhantes aos de países do primeiro mundo.
Entretanto, muitos indivíduos têm dificuldades de entender o seu propósito para esta vida. Muitos estudantes que estão cursando uma faculdade já pensam em desistir, por entender que não é bem isso o que sonham para sua vida. Enquanto existem muitos indivíduos desejando crescer evoluir, por outro lado, têm, infelizmente, os que esperam “a comida, o emprego, o dinheiro caírem do céu”.
John Fitzgerald Kenedy ou JFK foi um político norte-americano que governou os Estados Unidos (1961-1963), o seu nome está registrado como o 35° presidente daquela nação. Ele é considerado uma das grandes personalidades do século XX.
Kennedy se tornou o segundo presidente mais jovem do seu país, depois de Theodore Roosevelt. Infelizmente, não conseguiu terminar o seu mandato, uma vez que foi assassinado em 1963.
O presidente John Kennedy proferiu uma célebre frase que ainda tem uma enorme relevância para os nossos dias: “Não pergunte o que seu país pode fazer por você. Pergunte o que você pode fazer por seu país”.
Podemos parafrasear essa afirmação do ex-presidente americano para o nosso contexto: o que nós brasileiros podemos fazer pelo Brasil? O que estamos fazendo para melhorar o nosso país? Qual tem sido a minha e sua contrapartida para desenvolver e aperfeiçoar esta nação? Como podemos abandonar determinadas atitudes paternalistas e viver de forma mais racional, visando o bem comum? O Estado pertence a todos nós. Devemos fazer a nossa parte, e não exigir que Estado seja o responsável e provedor por tudo.
Nosso país é formado pela diversidade cultural, étnica e social de milhares de brasileiros, que nem sempre concordam com as decisões dos nossos governantes, mas todos fazemos parte da nação, e devemos caminhar em um mesmo sentido. A nossa Constituição de 1988 dispõe que todo poder se origina do povo. O poder está nas mãos de cada ser habitante deste país. Nós podemos e devemos fazer o melhor pelo Estado, independentemente de questões políticas e partidárias.
Não diga o que o país deve fazer por você, use a sua criatividade, empreendedorismo, e faça o seu melhor na medida de suas condições, e de acordo com as suas circunstâncias. Seja presente e deixe o seu legado para esta nação. A responsabilidade pelo sucesso ou fracasso do Brasil está em nossas mãos. Está disposto a tomar uma iniciativa para contribuir com a República Federativa do Brasil?
Francisney Liberato Batista Siqueira é Auditor Público Externo do Tribunal de Contas de Mato Grosso, Chefe de gabinete de Conselheiro do TCE-MT, Palestrante Nacional, Professor, Coach, Mentor, Advogado e Contador, Autor dos Livros “Mude sua vida em 50 dias”, “Como falar em público com eficiência” e “A arte de ser feliz”.
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