Mato Grosso
Estado respondeu por 57,5% das exportações brasileiras de milho
Mato Grosso exportou 24,35 milhões de toneladas de milho na safra 2024/25 e manteve a liderança nacional nos embarques do cereal. O volume representa 57,48% de tudo o que foi vendido pelo Brasil ao mercado externo durante a temporada.
Os dados são da Secretaria de Comércio Exterior (Secex) e foram analisados pelo Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea).
Na comparação com a safra anterior, as exportações mato-grossenses aumentaram 2,34%. O desempenho confirma o peso do Estado no comércio internacional de milho, sustentado pela produção em grande escala e pela procura de compradores estrangeiros.
Em todo o País, os embarques chegaram a 42,38 milhões de toneladas, crescimento de 11,88% sobre a temporada anterior. Mais da metade desse volume saiu de Mato Grosso.
O Egito foi o principal destino do milho mato-grossense na safra. O país comprou 5,43 milhões de toneladas, alta de 40,37% em relação ao ciclo anterior.
O Irã ficou na segunda posição, com a aquisição de 3,10 milhões de toneladas. O volume representa crescimento de 25,44% na comparação anual.
Na terceira colocação apareceu o Vietnã, que importou 2,76 milhões de toneladas. As compras do país recuaram 9,61%, mas o mercado vietnamita permaneceu entre os mais importantes para os produtores de Mato Grosso.
Juntos, Egito, Irã e Vietnã adquiriram 11,29 milhões de toneladas. A quantidade corresponde a 46,4% de todo o milho exportado pelo Estado na temporada.
Com o encerramento dos embarques referentes à safra 2024/25, a atenção do mercado se volta agora para o ciclo 2025/26. Segundo o Imea, as vendas da nova temporada devem ganhar força à medida que a colheita avançar nas principais regiões produtoras.
O ritmo das exportações dependerá do tamanho da produção, dos preços internacionais, da demanda dos países compradores e das condições de transporte até os portos. Mato Grosso, no entanto, inicia o novo ciclo mantendo a posição de principal origem do milho brasileiro vendido ao exterior.
Fonte: Pensar Agro
Mato Grosso
Perigo iminente: Estado tem 11 barragens em risco de colapso e outras 85 com problemas
A Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA) divulgou o Relatório de Segurança de Barragens 2026 (RSB 2026), revelando um cenário que exige atenção imediata no estado de Mato Grosso. O documento aponta que o estado contabiliza 85 barragens com problemas de conservação ou que não atendem integralmente aos requisitos exigidos pela Política Nacional de Segurança de Barragens. Deste total, a gravidade é ainda maior em 11 barragens, que atingiram o patamar de risco alto ou apresentam evidências claras de comprometimento em suas estruturas, tornando-as focos de monitoramento constante pelos órgãos de fiscalização.
A distribuição dessas estruturas em situação crítica espalha-se por quatro municípios mato-grossenses: Nossa Senhora do Livramento o ponto de maior concentração, com sete barragens sob risco alto ou com falhas estruturais; Poconé, que tem duas dessas unidades; Colíder e Pontes e Lacerda que tem uma barragem cada um, com problemas.
A urgência na revisão dessas estruturas é corroborada pelo histórico recente de instabilidade na região, que inclui um acidente registrado em abril de 2025 em Nossa Senhora do Livramento, seguido por um incidente em uma barragem localizada em Colíder, no mês de agosto do mesmo ano, eventos que ratificam a vulnerabilidade latente do parque de barragens estadual.
Para orientar a fiscalização, a ANA cruza dois indicadores técnicos: o Dano Potencial Associado (DPA), que projeta o rastro de destruição de uma eventual ruptura, e a Categoria de Risco (CRI), que mede a fragilidade física da estrutura. Quando esses dois fatores atingem o nível alto simultaneamente, o sinal vermelho acende: são estruturas que exigem prioridade absoluta por ameaçarem diretamente vidas e o meio ambiente.
O número de barragens à espera de reparos mostra que os proprietários, muitas vezes, ignoram os alertas técnicos. O relatório da ANA não é um simples aviso; é uma cobrança por ação imediata. Manter a barragem em dia deixou de ser uma questão de ‘papelada’ ou burocracia administrativa. É, na prática, a única barreira que separa uma operação segura de um desastre ambiental e humano.
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