Mato Grosso
Perigo iminente: Estado tem 11 barragens em risco de colapso e outras 85 com problemas
A Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA) divulgou o Relatório de Segurança de Barragens 2026 (RSB 2026), revelando um cenário que exige atenção imediata no estado de Mato Grosso. O documento aponta que o estado contabiliza 85 barragens com problemas de conservação ou que não atendem integralmente aos requisitos exigidos pela Política Nacional de Segurança de Barragens. Deste total, a gravidade é ainda maior em 11 barragens, que atingiram o patamar de risco alto ou apresentam evidências claras de comprometimento em suas estruturas, tornando-as focos de monitoramento constante pelos órgãos de fiscalização.
A distribuição dessas estruturas em situação crítica espalha-se por quatro municípios mato-grossenses: Nossa Senhora do Livramento o ponto de maior concentração, com sete barragens sob risco alto ou com falhas estruturais; Poconé, que tem duas dessas unidades; Colíder e Pontes e Lacerda que tem uma barragem cada um, com problemas.
A urgência na revisão dessas estruturas é corroborada pelo histórico recente de instabilidade na região, que inclui um acidente registrado em abril de 2025 em Nossa Senhora do Livramento, seguido por um incidente em uma barragem localizada em Colíder, no mês de agosto do mesmo ano, eventos que ratificam a vulnerabilidade latente do parque de barragens estadual.
Para orientar a fiscalização, a ANA cruza dois indicadores técnicos: o Dano Potencial Associado (DPA), que projeta o rastro de destruição de uma eventual ruptura, e a Categoria de Risco (CRI), que mede a fragilidade física da estrutura. Quando esses dois fatores atingem o nível alto simultaneamente, o sinal vermelho acende: são estruturas que exigem prioridade absoluta por ameaçarem diretamente vidas e o meio ambiente.
O número de barragens à espera de reparos mostra que os proprietários, muitas vezes, ignoram os alertas técnicos. O relatório da ANA não é um simples aviso; é uma cobrança por ação imediata. Manter a barragem em dia deixou de ser uma questão de ‘papelada’ ou burocracia administrativa. É, na prática, a única barreira que separa uma operação segura de um desastre ambiental e humano.
Mato Grosso
Mauro Mendes: “Escolhas ruins podem trazer de volta a corrupção e quebrar Mato Grosso”
O ex-governador Mauro Mendes (União) usou as redes sociais na terça-feira (07) para fazer um alerta sobre os riscos de decisões equivocadas nas urnas. Em tom de advertência, ele afirmou que escolhas erradas na eleição para o governo do Estado podem trazer “consequências desastrosas” para Mato Grosso, como corrupção e incompetência.
A manifestação pública serviu tanto como apoio declarado à reeleição do atual governador e seu antigo vice, Otaviano Pivetta (Republicanos), quanto como recado direto aos demais pré-candidatos ao Palácio Paiaguás. Entre os nomes cotados para a disputa estão os senadores Wellington Fagundes (PL) e Jayme Campos (União), o empresário Marcelo Maluf (PSDB), o ex-prefeito José Carlos do Pátio (PV) e a médica Natasha Slhessarenko (PSD).
“A duração que ficou: escolhas ruins trazem consequências desastrosas. Mato Grosso já viveu isso antes… Há um certo tempo, votamos em quem só trouxe corrupção. Em seguida, em quem quase quebrou o Estado por incompetência”, escreveu o ex-governador.
Mendes classificou Pivetta como um nome capacitado para conduzir o Estado por mais quatro anos de prosperidade e desenvolvimento. Para ele, o pleito de outubro representa uma encruzilhada para o eleitor mato-grossense.
“Em outubro deste ano, também teremos a oportunidade de fazer boas ou más escolhas. Podemos escolher quatro anos de prosperidade ou quatro anos da fusão de corrupção e incompetência. Qual será a nossa decisão?”, questionou.
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O ex-governador ainda relembrou episódios passados em que, segundo ele, a população elegeu políticos que “deram as costas” para o Estado. Em uma comparação incomum, associou as más escolhas eleitorais ao desempenho da Seleção Brasileira na Copa do Mundo.
“O vexame da Seleção Brasileira foi só o resultado desastroso de uma série de escolhas ruins. Na política, os mato-grossenses já sofreram o efeito disso em épocas passadas, quando elegemos políticos que deram as costas para o povo. Qual decisão vamos tomar esse ano?”, concluiu.
Com a aproximação do período eleitoral, o posicionamento de Mendes acende o debate sobre alianças e o futuro político do Estado, enquanto Pivetta busca consolidar sua candidatura à reeleição em meio a uma frente ampla de adversários.
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