POLÍCIA FEDERAL
FICCO/PR prende homem com 1 tonelada de entorpecente
Foz do Iguaçu/PR. A Força Integrada de Combate ao Crime Organizado no Paraná (FICCO/PR) apreendeu 1.079 kg de maconha e prendeu um homem em flagrante, nessa quinta-feira (9/7), na área rural de São Miguel do Iguaçu/PR.
A partir de informações repassadas pela FICCO/PR sobre o transporte de drogas na região, equipes iniciaram diligências e intensificaram o patrulhamento no local.
As equipes localizaram um imóvel, onde estavam armazenados os fardos de maconha. Após a pesagem, a droga totalizou 1.079 kg. Durante a vistoria na residência principal, também foram apreendidos uma espingarda calibre 20, um colete balístico e um aparelho celular.
O suspeito e todo o material apreendido foram encaminhados à Delegacia da Polícia Federal em Foz do Iguaçu, onde foram realizados os procedimentos cabíveis.
A ação contou com apoio do Batalhão de Polícia de Fronteira e do 14º Batalhão da Polícia Militar do Paraná.
A FICCO/PR é composta pela Polícia Federal, pela Polícia Militar do Paraná, pela Polícia Rodoviária Federal, pela Secretaria de Estado da Segurança Pública, pela Secretaria Nacional de Políticas Penais.
Comunicação Social da Polícia Federal em Foz do Iguaçu
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Canal para Denúncia
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Fonte: Polícia Federal
POLÍCIA FEDERAL
STF bloqueia quase R$ 120 milhões do presidente do PL, o partido do Bolsonaro, por esquema com emendas
O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou nesta sexta-feira (10.07) o bloqueio de até R$ 119,2 milhões das contas de Valdemar Costa Neto (foto), presidente do Partido Liberal (PL), o partido do ex-presidente Jair Bolsonaro, que cumpre pena de 27,3 anos em regime fechado.
A decisão atende a um pedido da Polícia Federal no âmbito da Operação Transparência e mira a utilização de um esquema paralelo para o direcionamento de emendas parlamentares.
Como o esquema funcionava A investigação aponta que Valdemar, embora não exerça mandato parlamentar — condição indispensável para a indicação direta de verbas —, atuava como o tomador de decisão sobre o destino de recursos públicos na Câmara dos Deputados.
O esquema operava através de servidores da Casa, que auxiliavam a formalizar as indicações de Valdemar, mas registravam nomes de deputados federais como “solicitantes” oficiais, mascarando a origem da ordem e conferindo uma falsa aparência de legalidade aos repasses.
Evidências e impacto financeiro As provas contra o dirigente partidário surgiram a partir da análise de aparelhos celulares apreendidos na primeira fase da Operação Transparência, deflagrada no final do ano passado.
Mensagens entre assessores — incluindo Mariângela Fialek, apontada como articuladora central, e Nara Braum, servidora da liderança do PL — revelam a discussão detalhada sobre cotas orçamentárias. O foco do grupo era maximizar a alocação de verbas em ministérios como Turismo e Saúde, com especial interesse em municípios de São Paulo.
O prejuízo potencial identificado pela PF gira em torno de R$ 119,2 milhões. Segundo o ministro Flávio Dino, há registros de que pelo menos 21 emendas ligadas a esse sistema já foram empenhadas ou pagas. “Se tomarmos o mais condescendente dos quadros, e considerarmos os desvios ‘apenas’ das emendas já pagas, temos uma consolidação de um desvio de R$ 104 milhões”, destacou o ministro em seu despacho.
Determinações do STF Além de determinar o bloqueio patrimonial de Valdemar Costa Neto para assegurar a eventual reparação ao erário, a decisão de Dino impõe medidas imediatas:
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Suspensão total: Interrupção de qualquer trâmite orçamentário (empenho, liquidação ou pagamento) referente às emendas listadas na apuração.
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Prazo para resposta: Câmara dos Deputados, Advocacia-Geral da União (AGU) e Controladoria-Geral da União (CGU) têm dez dias para adotar providências administrativas frente às irregularidades expostas pela PF.
A decisão reforça o entendimento de que a “ingerência ilícita” de pessoas sem mandato sobre o orçamento público desvirtua o papel do Legislativo e configura um “arranjo decisório paralelo” que fere a transparência e a legalidade da administração pública.
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