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Mato Grosso registra três mortes em acidentes de moto em menos de 48 horas

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As estradas de Mato Grosso registraram três mortes entre a última quinta-feira (2) e sexta-feira (3). Os acidentes ocorreram em Várzea Grande e Tapurah, deixando famílias enlutadas e mobilizando as autoridades de trânsito e segurança pública.

Tragédia na BR-070: Pai e filho morrem em Várzea Grande

Na quinta-feira (2), um grave acidente na BR-070, em Várzea Grande, tirou a vida de Solemar Rodrigues Mateus, de 43 anos, e de seu filho, de 17 anos. As vítimas estavam em uma motocicleta quando foram atingidas na traseira por um caminhão. Com a força do impacto, pai e filho foram arrastados por cerca de 100 metros na rodovia.

Após serem arremessados para a pista no sentido contrário, um segundo caminhão, de cor branca, atropelou as vítimas e fugiu do local sem prestar socorro. O motorista do primeiro caminhão, de 30 anos, permaneceu no local e realizou o teste do bafômetro, que apresentou resultado negativo para o consumo de álcool. O Samu foi acionado, mas os dois morreram ainda no local. A Delegacia Especializada de Delitos de Trânsito (Deletran) investiga o caso e busca identificar o condutor do caminhão que fugiu.

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Colisão frontal em Tapurah

Já na sexta-feira (3), um segundo acidente fatal ocorreu na zona rural de Tapurah (430 km de Cuiabá). Otaciano Floro dos Santos, de 46 anos, morreu após uma colisão frontal entre sua motocicleta e um carro na Estrada Linha Borges.

De acordo com a Polícia Militar, o acidente ocorreu na altura do km 5 da via, quando o motociclista teria invadido a pista contrária durante uma manobra de ultrapassagem. O motorista do automóvel ficou ferido e foi levado ao Hospital Municipal, onde permanece sob cuidados médicos. O teste de alcoolemia do condutor do carro também registrou 0,00 mg/L. A Polícia Civil, com o apoio da Politec, investiga as circunstâncias da colisão.

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Mato Grosso

Cacique Khuiusi Suyá morre aos 80 anos; Raoni segue internado em São Paulo

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O cacique Khuiusi Suyá, uma das principais lideranças do povo Khĩsêtjê, faleceu na última sexta-feira (03.07), aos 80 anos. A morte foi confirmada por meio de nota oficial da aldeia Ngôjwêrê, localizada na Terra Indígena Wawi, no município de Querência (ceca de 750 km da capital, Cuiabá).

Khuiusi era reconhecido por sua atuação na articulação política e na defesa territorial. Na década de 1990, liderou o movimento de recuperação das terras tradicionais do grupo, que sofreram impacto com o avanço da ocupação na bacia do rio Suiá-Miçu. O processo resultou na demarcação da TI Wawi, garantindo ao povo Khĩsêtjê, único grupo de língua Jê dentro do Território Indígena do Xingu, a soberania sobre parte de seu território ancestral.

Conexão com Raoni

A notícia de seu falecimento ganha repercussão nacional devido à proximidade de Khuiusi com o cacique Raoni Metuktire. Raoni, que mantinha uma relação de parentesco e aliança política com o líder falecido — a quem considerava um sobrinho —, não pôde estar presente nas cerimônias.

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Raoni, que também é uma das figuras centrais na defesa dos direitos indígenas, encontra-se internado em São Paulo para tratamento de saúde. De acordo com informações atualizadas sobre seu quadro clínico, o cacique apresenta estado de saúde estável, mas permanece sob acompanhamento médico rigoroso na capital paulista, o que inviabilizou seu deslocamento para Mato Grosso.

Trajetória e identidade

Khuiusi assumiu a liderança do povo Khĩsêtjê ainda jovem, em um período de desafios demográficos após o contato com a sociedade não indígena. Segundo o Instituto Socioambiental (ISA), a trajetória do cacique foi marcada pela preservação da identidade cultural do grupo, que, apesar de integrar o Território Indígena do Xingu e interagir com outros povos, manteve sistemas próprios de cantos rituais e organização social.

Em notas oficiais, tanto o Instituto Raoni quanto a comunidade Khĩsêtjê destacaram o legado de Khuiusi. As entidades ressaltaram sua capacidade de transição entre o conhecimento tradicional e as demandas políticas contemporâneas, como a gestão territorial e a manutenção das garantias constitucionais indígenas. Não foram divulgadas informações adicionais sobre os rituais de despedida organizados pela comunidade na aldeia Ngôjwêrê.

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